Natureza morta, flores
Geraldo de Castro (Brasil, 1914-1992)
óleo sobre tela, 65 x 46 cm
Nascer do sol na Praia de Copacabana, década 1930
Paulo Gagarin (Rússia-Brasil,1885-1980)
óleo tela colado no cartão, 39 x 48 cm
Nos degraus
Monica Castanys (Espanha, 1973)
óleo sobre tela
Emily Dickinson
Lendo debaixo da sombrinha
Elizabeth Lee Clarence Hinkle (EUA, 1880 — 1960)
óleo sobre tela
Laguna Art Museum, Califórnia
A leitura do Talmude, relata Disraeli [Curiosities of Literature, 1881], já foi proibida por vários editos, do Imperador Justiniano, por muitos dos reis de França e Espanha e numerosos papas. A ordem era queimar-se todas as cópias, só a corajosa perseverança dos judeus preveniu seu desaparecimento. Em 1569 doze mil cópias foram incendiadas em Cremona. Johann Reuchlin (1455–1522) humanista alemão, católico, estudioso de Grego e Hebraico, interferiu para que parassem com a destruição universal dos Talmudes. Por isso, passou a ser odiado pelos monges, e condenado pelo Eleitorado de Mainz, um dos estados mais prestigiosos e influentes do Sacro Império Romano. Mas apelou para Roma e as acusações foram suspensas e não foi mais considerado necessária a destruição dos Talmudes.
A leitura
Jean d’Esparbès (França, 1898-1968)
óleo sobre tela
Stendhal é um dos poucos escritores que poderia se orgulhar de dar nome a uma doença. Em 1817, viajou pelo sul da Europa, parando em Florença. Lá, na Catedral de Santa Croce, emocionado, sentiu-se mal. Mais tarde descreveu o que havia acontecido como “sensações celestiais” após se render à beleza sublime das belas obras de arte que o rodeavam. Na saída da igreja, foi acometido por taquicardia, sentindo que a vida se esvaía de seu corpo, enquanto caminhava com dificuldade, acreditando poder cair a qualquer momento.
Esta foi a primeira descrição de um fenômeno que recebeu o nome de síndrome de Stendhal, uma doença psicossomática que pode provocar reações várias, que vão de problemas de percepção aos sentimentos de angústia, levando às vezes ao pânico.