Natureza morta
Célio Nunes (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 90 x 130 cm
Mulher lendo, 2007
Tina Spratt (Irlanda, contemporânea)
óleo sobre tela
Dan Brown, o escritor do best-seller O código da Vinci e de outros livros que também alcançaram um grande número de leitores no mundo inteiro, tem um sistema extravagante de exercícios físicos para se manter em forma. Começa a manhã por volta das quatro horas quando se exercita por uma hora. Às cinco da manhã começa a escrever. Para de escrever de hora em hora quando então, dedica-se a algumas séries de exercícios abdominais e alongamentos. Acredita que isso faça o sangue correr mais potente pelo corpo e pelo cérebro, ajudando-o na tarefa criativa.
Jovem lendo
Vera Alabaster (GB, 1889–1964)
Harbour Cottage Gallery
“O convívio social tem o grande mérito de abrandar a idiotice do casal que não conversa, jamais descobre que não tem muitas afinidades. A companhia do outro tem o mesmo efeito da aposentadoria para as pessoas da classe média, ou seja, causa divórcio.”
Em: Esnobes, Julian Fellowes, tradução de Beatriz Horta, Rio de Janeiro, Fabrica 231: 2016, p.164.
A carta de amor
Hendrik Jacobys Scholten (Holanda, 1824-1907)
óleo sobre madeira, 33 x 26 cm
Tania Horta
Para fugir de ti
distraio o meu coração
arrumando quinquilharias,
meus armários, minhas gavetinhas.
Como podes o meu amor tão grande
transformar em coisas comezinhas?
Em: Coração fechado para obras, Tania Horta, capa e ilustrações de Ziraldo, São Paulo, Massao Ono: 1991 p. 42
Sem título
Daniela Astone (Itália, 1980)
óleo sobre tela
“… um romance não é apenas um fenômeno linguístico. Na poesia, é difícil traduzir as palavras porque o que importa é o seu som, assim como seus significados deliberadamente múltiplos, e é a escolha das palavras que determina o conteúdo. Numa narrativa, temos a situação contrária: o universo que o autor construiu, os acontecimentos que neles ocorrem é que ditam o ritmo,, o estilo e até a escolha das palavras. A narrativa é governada pela regra latina, “Rem tene, verba sequentor” — “Prenda-se ao tema e as palavras virão” — ao passo que na poesia a formulação deve ser mudada para: “Prenda-se às palavras e o tema virá.”
Em: Confissões de um jovem romancista, Umberto Eco, tradução de Clóvis Marques, Rio de Janeiro, Record: 2018, p. 15