Palavras para lembrar: Thomas A. Kempis

23 06 2024

No cabeleireiro,1958

Bela de Kristo (Hungria, 1920-2006)

guache sobre madeira, 70 x 51cm

 

 

“Busquei tranquilidade em todos os lugares, mas só a encontrei sentado sozinho em um canto com um pequeno livro.”

 

Thomas A. Kempis

(1380-1471)





Palavras para lembrar: Oscar Wilde

17 06 2024

Na janela, 1977

Gennady Myznikov (Rússia, 1933

óleo sobre papelão, 110 x 70 cm

 

 

“Os livros considerados imorais pelo mundo são aqueles que lhe mostram sua própria vergonha.”

 

 

Oscar Wilde





Todo mundo lê!

14 06 2024





Imagem de leitura: Nick Botting

13 06 2024

Sem título

Nick Botting (Inglaterra, 1963)

óleo sobre tela





Imagem de leitura: Dean Cornwell

10 06 2024

“‘Gad,’ said Heseltine to Peril, ‘If the doctor can only keep me going long enough,'”, 1923

Dean Cornwell (American, 1892-1960)

Ilustração para o conto The Garden of Peril , Cosmopolitan Magazine, Abril, 1923

óleo sobre  tela, 91 x 76 cm

Coleção Particular





Imagem de leitura: Joseph Leempoels

27 05 2024

Uma carta matinal

Joseph Leempoels (Bélgica,1867–1935)

óleo sobre tela, 131 x 105 cm





Imagem de leitura: Arthur Timotheo da Costa

16 05 2024

Leitura, 1921

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre tela, %7 x 49 cm





Imagem de leitura: Dominic Chambers

2 05 2024

Kevin em verde, 2020

Dominic Chambers (EUA, 1993)

óleo sobre tela, 132 x 127 cm





Resenha, “Não é um rio” de Selva Almada

29 04 2024

Josien

Arjan van Gent (Holanda 1970)

óleo sobre  tela, 50 x 65 cm

 

 

 

Meu grupo de leitura Ao Pé da Letra, já havia escolhido Não é um rio, de Selva Almada, com tradução de Samuel Titan, Jr, como leitura para o mês de abril, antes mesmo do livro ter sido anunciado como finalista do prêmio Booker Internacional deste ano.  Há, além disso,  a curiosidade deste livro estar competindo com o livro Torto Arado do escritor brasileiro Itamar Vieira Júnior, também finalista para o mesmo prêmio. O grupo leu o livro brasileiro em fevereiro de 2021. Ainda brincamos, no nosso encontro de sábado, que mais uma vez estamos diante de uma competição Brasil x Argentina, já que a autora é natural da Argentina. Mas dessa vez  a rixa não é no futebol.

Todos do grupo gostaram do livro.  Ainda que alguns sentissem a necessidade de mais conteúdo de alguns personagens, mais complexidade na trama. O livro é pequeno, há aproximadas cem páginas de texto, e características de alguns personagens poderiam ser aprofundadas, fazendo o texto mais rico,  mais tridimensional.  Há personagens fortes e herméticos.   As personagens mulheres parecem tão enigmáticas quanto o olhar masculino as julga.

 

 

 

 

 

 

Confesso que gostei do livro como está.  Sem necessidade de aprofundamento dos personagens.  Gosto de textos curtos, impactantes, que marcam pela elipse, por tudo que não dizem.  É uma maneira de engajar o leitor que dá de si ao preencher as lacunas, ao entender o que foi sugerido.  Selva Almada tem uma maneira de escrever lacônica.  Não há uma palavra extra, nenhuma palavra extra para ênfase.  A narrativa mistura passado e presente, e por isso requer atenção. Há muitos personagens.  Há os personagens humanos e há pelo menos dois personagens não humanos: a floresta tropical, e o rio.  Há um tantinho de realismo mágico, na dose certa. Para mim, fiz algumas notas para manter cada personagem no seu lugar, com sua história, algo raro em texto tão curto.  Mas talvez isso tenha sido porque não li o livro de uma só vez, ainda que ele possa ser lido em duas horas. 

 

 

 

Selva Almada

 

 

Mas há uma característica dessa narrativa que me cativou e a colocou à frente de muitos livros;  Esta é uma história que mostra a violência de pessoas comuns.  Exibe o desprezo de muitos pela vida.  A vida é algo barato.  Dispensável,  Todos morremos e sofremos.  E revela o lugar deprimente das mulheres nesse enclave a que somos apresentados. É o retrato da bestialidade humana, das atrocidades cometidas no cotidiano de um grupo que se reserva um mínimo civilizatório.  Apesar disso, a narrativa é tão precisa, tão pontual e hábil que aceitamos tudo sem espanto, sem choque.  Nesse aspecto, Selva Almada se mostra uma mestre, sem igual.  Não me surpreende que hoje seja conhecida como uma das grandes escritoras argentinas. Recomendo a leitura.





Minutos de sabedoria: Marguerite Yourcenar

25 04 2024

No café

Monica Castanys (Espanha, 1973)

óleo sobre tela

 

 

 

 

“Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana.”

 

Marguerite Yourcenar

 

 

 

 

Marguerite Yourcenar (1903-1987)