Laranjeiras, 1878
Gustave Caillebotte (França, 1848-1894)
óleo sobre tela, 154 x 116 cm
Museu de Belas Artes de Houston
Laranjeiras, 1878
Gustave Caillebotte (França, 1848-1894)
óleo sobre tela, 154 x 116 cm
Museu de Belas Artes de Houston
Parque São Lourenço, Curitiba, 2012
Neiva Possuelo (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Gaúcho da serra
José Lutzenberger (Alemanha-Brasil, 1882- 1951)
aquarela, 19 x 26 cm
Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Jorge de Lima
Nem chinas cantando,
nem violas gemendo,
nem ranchos,
nem fachos,
nem fandangos,
nem balaios,
nem violões,
nem habaneras de cordeonas.
— O pampeiro
e as almas penadas das taperas —
e as primeiras estrelas
que vieram assistir a noite escura
despencar de repente
lá do céu
sobre o pampa: pam! pa!
Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. IV, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974. p. 30
Hoje a WordPress avisa: fazemos aniversário. Seria bom comemorarmos. Esta parceria dura quinze anos. Não sabia quando comecei o blog que viria a ser tão importante para mim, para professores, para escolas públicas através do Brasil, para quem quisesse aprender uma coisinha de cada vez. Das crianças aos adultos, do contemporâneo ao resgate cultural Um detalhe por dia. Passo a passo lembramos do que já fomos, já fizemos e ainda somos.
Não imaginei que teria o grande número de seguidores, nem a projeção que a Peregrina Cultural conseguiu. Hoje com um pouco mais de onze milhões e quatrocentas mil visitas únicas, ou seja ninguém foi contado mais de uma vez.
Para mim, é um hobby, um passatempo a que me dedico diariamente. Quase não estive ausente nestes anos. Pago à plataforma uma taxa anual para não ter anúncios. Não vendo nada. Mal anuncio meus cursos de história da arte, ou meus livros. Tenho direito a domínio próprio, mas ainda não tive a paciência de me embrenhar pelas escolhas digitais que terei que fazer.
Mantive a aparência por quinze anos. Comecei com um conteúdo um pouco diferente. Mas tudo muda. Mudei porque muitos outros brasileiros foram aos poucos preenchendo melhor do que eu poderia fazer alguns campos de interesse.
Mas o objetivo principal é mostrar a importância da leitura, das artes e da história.
Quero agradecer às cinco mil pessoas que recebem avisos diários sobre o blog e a todos que me visitam. É doce saber que há alguém, lá do outro lado da minha telinha, que liga para o que posto. É um prêmio!
PS: O nome da Peregrina Cultural é Ladyce West,
Edgar Allan Poe foi o primeiro dos conhecidos escritores americanos a conseguir viver do quanto ganhava só com sua escrita. Passou por muita dificuldade financeira, mesmo assim viveu exclusivamente de sua própria pena. Mas não se pode negar que precisou ser muito persistente.
Varanda
Homero Massena (Brasil, 1885-1974)
óleo sobre tela, 46 x 55cm
Entre Cagarras e Dois Irmãos, 2004
Ângelo de Aquino (Brasil, 1945 -2007)
acrílica sobre tela – 50 x 100 cm
Trem nas montanhas
Virgílio Lopes Rodrigues (Brasil, 1863-1944)
óleo sobre placa, 27 x 29 cm

Aqui temos uma coroação feita quase às escondidas, na Abadia de Westminster, no dia de Natal de 1066. Guilherme, o Conquistador, foi coroado primeiro rei normando da Inglaterra, logo após, dois meses, a Batalha de Hastings, em outubro de 1066. Precisou ser coroado às pressas com medo que sua autoridade não fosse reconhecida. Contratou quinhentos soldados para sua proteção pessoal que serviram de escudo ao seu redor, protegendo sua pessoa. Funcionou. Esse descendente dos vikings, filho bastardo de Roberto I da Normandia, que recebera o título de Duque da Normandia em 1035, governou a Inglaterra de 1066 a 1087. Foi o primeiro dos reis normandos naquele país. Com essa invasão é responsável, entre outros feitos, pelo uso obrigatório do francês na corte inglesa. A língua anglo-germânica tem até hoje grande número de palavras usadas diariamente de origem francesa, mas pronunciadas à maneira inglesa. O legado cultural de Guilherme, o Conquistador, vai além disso: estabeleceu mudanças na igreja, na aristocracia, cultura que persistem até hoje. E construiu a base da Torre de Londres além de muitos castelos e fortes. Mas a enormidade de sua influência na Inglaterra foi sentida através de toda a Idade Média, tornando França e Inglaterra países co-aliados e co-dependentes por algumas centenas de anos.