Os pássaros
Evgeniy Monarov (Rússia, 1974)
óleo sobre tela, 120 x 75 cm
Retrato de uma jovem bretã, 1885
Flavien-Louis Peslin (França, 1847–1905)
óleo sobre tela
Musée des Beaux-Arts de Vannes

Bonecas de moda foram usadas, ao que se sabe, desde o século XIV até o final do século XVIII. Ou seja, de um período onde a comunicação ente cidades era difícil à grande popularização de revistas e jornais. Essas bonecas, que levam o nome de Pandora, serviam de modelos para roupas da moda.
Inicialmente eram as famílias reais que recebiam as bonecas com vestimentas modernas para que pudessem escolher os trajes a comprar. Há cartas datando do final dos anos 1300, mostrando famílias nobres francesas mandando bonecas para outras cortes europeias para simultaneamente promover moda e estreitar laços diplomáticos.
Caso bem conhecido é aquele de Maria de Medici, na Itália, recebendo de Henrique IV, da França, antes do casamento deles, algumas pandoras para que ela aprendesse como se vestir para a corte em Paris. Foi justamente o uso dessas bonecas da moda, circulando no mundo aristocrático europeu, que eventualmente estabeleceu a França como centro da moda europeia.

Foi no século XVIII, que sua popularidade se expandiu. Pandoras, que eram feitas de madeira, passaram a ser manufaturadas em maior número e usadas por chapeleiras, alfaiates, costureiras, comerciantes da moda, de tecidos, que mostravam em seus balcões e vitrines a última moda nessas pequenas bonecas vestidas nos mais precisos detalhes acompanhados dos acessórios do momento.
No século XIX, com a popularização das revistas de moda as pandoras foram aos poucos deixando de existir. Deram, no entanto, origem a bonecas como a Barbie que aparece nos século XX, não como uma miniatura adulta como possuidora de uma grande guarda-roupa e todos os acessórios imagináveis.
Há um excelente artigo sobre Pandoras no blog MUSINGS da Universidade de Toronto sobre o assunto: Slow fashion: Pandora Dolls and the History of Fashion Advertising, por Natalie Scuola.
Vaso com flores amarelas, 2006
Ana Cecília Arthuzo (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Vaso de Flores Amarelas,1988
Antônio Poteiro (Portugal-Brasil, 1925-2010)
óleo stela, 45 x 50 cm
Caracala (em latim Caracalla, 4 de abril de 188 — 8 de abril de 217) foi imperador romano de 211 até 217. O nome de nascimento de Caracala era Lúcio Sétimo Bassiano. Foi -lhe dado novo nome: Marco Aurélio Antonino aos sete anos de idade como parte da tentativa de seu pai de se unir às famílias de Antonino Pio e Marco Aurélio. Ficou conhecido como “Caracala” por causa de uma túnica gaulesa com capuz que ele usava habitualmente e que estava na moda. Passou para a história como responsável por talvez o maior ato de concessão de cidadania da história da humanidade de uma única vez. Quando proclamou o Édito de Caracala em 212, decretando que todos os habitantes livres do Império Romano, onde quer que vivessem, passariam a ser, daí por diante, cidadãos romanos. Mais de 30 milhões de pessoas das províncias próximas ou distantes do Império Romano, tornaram-se legalmente romanos, com todos os direitos que um cidadão na época possuía. Foi um ato revolucionário.

Ricardo Kubrusly
há uma lua em são paulo outra no rio
duas iguais, mesma substância
uma no mar, outra entre rios
refletida na lama das marginais
uma se espreita nos arcos, se alonga
devora o passeio, se atira
nas águas. duas iguais criaturas
escalam o horizonte, eu: voo entreluas
Em: Acordanoite, Ricardo Kubrusly, Rio de Janeiro, Editora Seis: 1993, p.48
Quando criança, eu ficava
olhando o céu a cismar:
– quem, tão alto, a luz ligava
para acender o luar!
(Lisete Johnson)
Flutuando no paraíso, 1986
Toninho de Souza (Brasil, 1951)
[Antônio Alves de Souza]
acrílica sobre tela
Coleção Banco Itaú

Melancia, 1963
Antonio Henrique Amaral ( Brasil, 1935 – 2015)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm