Minutos de sabedoria: Rainer Maria Rilke

4 08 2025

Uma leitura interessante

Fritz Wagner (Alemanha,1896-1939)

óleo sobre tela, 31 x 26 cm 

 
“No fundo, e justamente nas coisas mais profundas e mais importantes, estamos absolutamente sozinhos.”

 

Rainer Maria Rilke, Cartas a um jovem poeta. 

 

 

 

Rainer Maria Rilke (1875-1926)





Lidos em julho!

4 08 2025

 

 

Esse foi um mês de muitas leituras inacabadas.  Da capa ao fim foram só quatro livros.  Mesmo o que levou nota ZERO, foi lido até o fim – algumas palavras sobre ele já foram colocadas aqui no blog.  Dois livros se destacam: Orbital, resenha seguirá em breve e A ordem do tempo, que não é ficção, mas física, colocarei uma pequena nota ainda esta semana aqui no blog. E vamos em frente…  O próximo mês deve trazer mais títulos que se encontram a meio caminho, no momento.  Uma obra com demolição paredes, troca de piso, de um vizinho, tem feito a leitura difícil aqui em casa.  Desculpas?  rs… não tanto, é difícil mesmo. 





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

4 08 2025

Ainda há quem leia no papel, e não no telefone, em filas no Rio de Janeiro! – Fevereiro 2025





A flor e a fonte, poesia de Vicente de Carvalho

4 08 2025

Jovem grega próximo à fonte, 1850

Jean-Baptiste Camille Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre tela, 55 x 39 cm

Louvre

 

A flor e a fonte

 

Vicente de Carvalho

 

“Deixa-me, fonte!” Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria
Cantava, levando a flor.

“Deixa-me, deixa-me, fonte!”
Dizia a flor a chorar:
“Eu fui nascida no monte…
“Não me leves para o mar.”

E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.

“Ai, balanços do meu galho,
“Balanços do berço meu;
“Ai, claras gotas de orvalho
“Caídas do azul do céu!…”

Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Rolava, levando a flor.

“Adeus, sombra das ramadas,
“Cantigas do rouxinol;
“Ai, festa das madrugadas,
“Doçuras do pôr do sol;

“Carícias das brisas leves
“Que abrem rasgões de luar…
“Fonte, fonte, não me leves,
“Não me leves para o mar!”

*

As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor….

 

Em: Rosa, Rosa de Amor, 1902