Paisagem Rural com Espelho D’água e Casinha
Augusto Rodrigues Duarte (Portugal-Brasil, 1848 -1888)
óleo sobre madeira, 24 x 32 cm
O Lago I
Narcisa Amália
Calmo, fundo, translúcido, amplo o lago
longe, trêmulo, trêmulo morria,
No seu límpido espelho a ramaria,
curva, de um bosque punha sombra e afago
Terra e céu, ondulando, eram na fria
tela fundidos! O queixume vago
que a água modula, de ambos parecia
solto, ululante, intérmino, pressago!
“Trecho vulgar de sítio abstruso e agreste”
talvez; mas todo o encanto que o reveste
sentisse; contemplasses-lhe a beleza;
comigo ouvisse-lhe a mudez, que fala,
e sorverias no frescor que o embala
todo o alento vital da Natureza!
(1872)






olá! não consigo achar este poema no livro “nebulosas”, editora landmark … nem em pdf’s que estão em forma de imagem, nas redes digitais…. confere? é mesmo dela este texto “o lago”?
Carlos muitos dizem que se encontra no livro NEBULOSAS.
Veja só na revista Elfikurten.com.br
Mas ele aparece no livro Sonetos brasileiros, século xvii-xx; coletânea de Laudelino Freire, publicado em 1913,pela editora BRIGUIET, no Rio de Janeiro. Encontrado em PDF na internet.página sem número. Aliás um livro belíssimo. É possível que tenha sido um soneto publicado avulso, em jornal ou revista literária. Essa publicação pré data a morte da autora (1924), portanto deve ter tido autorização dela. Livro no Internet Archives, cortesia da Universidade de Toronto.