Trova do futuro

26 08 2022
Doug Holgate, ilustração

Passam crianças depressa,

levando livros nos braços…

É o futuro que começa

a dar os primeiros, passos.

(Durval Mendonça)





Rio de Janeiro, RJ, Brasil

26 08 2022

Urca

Grover Chapman (EUA-Brasil, 1924-2000)

óleo sobre tela, 16 x 12 cm





Eu, pintora: Marie Spartali Stillman

25 08 2022

Aurorretrato, 1871

Marie Spartali Stillman (Inglaterra, 1844-1927)

carvão e giz branco sobre papel, 64 x 52 cm

Delaware Art Museum





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

24 08 2022

Metal, vidro e uvas, s.d.

Osmar Silva Maciel (Brasil, 1935)

óleo sobre tela





Nossas cidades: Curitiba

23 08 2022

Passeio publico de Curitiba

Alfredo Anderson (Noruega-Brasil, 1860- 1935)

óleo sobre tela





Minutos de sabedoria: John Kenneth Galbraith

23 08 2022

Capítulos em voz alta

Lynette Yiadom-Boakye (Grã-Bretanha, 1977)

óleo sobre tela, 80 × 199.7 cm

“O dinheiro é uma coisa singular. Com  o amor é considerado uma das maiores alegrias do homem. E com a morte deste, uma das grandes fontes de ansiedade.”

John Kenneth Galbraith

[The Age of uncertainty, 1977]

Velha Economia: Resenha: A Sociedade Afluente (John Kenneth Galbraith)

John Kenneth Galbraith (Canadá,1908-2006)




Curiosidade literária

22 08 2022

Notícias de hoje

Nick Botting (Inglaterra, 1963)

óleo sobre tela

Quando Laurence Sterne, autor do clássico Tristram Shandy, morreu em 1768, seu corpo foi surrupiado depois do enterro, por ladrões que o venderam para aula de anatomia. O corpo foi parar na Universidade de Cambridge, onde o professor cirurgião reconheceu o rosto de Sterne e mandou que o corpo fosse enterrado em lugar seguro, em Coxwold.





Em casa: Manuel Teixeira da Rocha

21 08 2022

Sem título, 1900

Manuel Teixeira da Rocha (Brasil, 1863-1941)

óleo sobre tela, 75 x 49 cm





Em casa: David Hockney

21 08 2022

Sr e Sra Clarke e Percy, 1971

David Hockney (Inglaterra, 1937)

acrílica sobre tela, 213 x 304 cm

Tate Gallery, Londres





Leituras de 2022: “Persépolis” de Marjane Satrapi, resenha

20 08 2022

Cena de praia, Suzanne com para-sol e Charles na espreguiçadeira, 1922

Lucien Hector Jonas (França 1880-1947)

Óleo sobre tela

Andava curiosa a respeito deste livro cujo sucesso atravessou o mundo.  Finalmente quando algumas amigas decidiram ler, criei coragem e abracei o volume de quadrinhos.  Não sou adepta da forma.  Estava curiosa pois se trata de combinar duas artes que me são queridas: narrativa e desenho.  Mas observo que essa combinação em novo artefato, mesmo mais rico do que os gibis da minha infância, enfraquece o impacto imoderado de imagens sem textos.  Enquanto o limite físico em cada moldura, restringe a narrativa ao número de palavras a  serem usadas, descartando o poder do subentendido, da nuance literária.  As reticências se esvaziam de emoção.  Ciente de que este tratamento da narrativa atrai adolescentes, jovens adultos além de artistas plásticos, desenhistas, cartunistas e que quadrinhos podem ser porta de entrada para aprofundamento de conhecimentos literários, não critico quem tenha essa preferência.  Mas o resultado é que recebemos menos do que as duas artes em separado podem disseminar entre os leitores.

Mesmo levando em conta os senões apontados acima, achei Persépolis, de Marjane Satrapi, traduzido por Paulo Werneck, obra fascinante pela introdução ao grande público, sobretudo jovens, à complexa e milenar história do Irã e aos conflitos emocionais dos iranianos quando o país se divide sobre as consequências do golpe de estado de 1979. Da cronologia à crônica da Pérsia em séculos passados até sua transformação no final do século XX, o leitor tem, de forma sucinta e clara, um válido apanhado de acontecimentos que se transformam em terreno fértil para a imaginação.  Além disso, assuntos atuais notadamente aqueles que se referem aos imigrantes iranianos e imigrantes muçulmanos na França, são abordados com opiniões objetivas e justificadas.  O conteúdo emocional é bem explorado.  Não há como não simpatizar com a revolta de Satrapi contra regras adotadas pelo governo francês, por exemplo em relação a costumes culturais e religiosos.

O livro é baseado na vida da autora.  Entendemos a angústia da menina na saga dos imigrantes. Passo a passo seguimos o conflito emocional dela, suas duvidas e as de familiares e de iranianos mais liberais tanto em sua terra natal, como em questões de identidade depois da imigração. A série de restrições impostas pelo novo governo iraniano assim como os limites estabelecidos aos imigrantes na França, têm um desconcertante paralelo.

Marjane Satrapi

Este livro traz para o proscênio, com imagens e texto, a batalha em que imigrantes iranianos no país de origem assim como na Europa se veem envolvidos.  Acho uma excelente forma de mostrar ao jovem adolescente da cultura ocidental as raízes de conflitos contemporâneos e os valores por trás de hábitos e costumes tão estrangeiros para os estados ocidentais.

Ótima obra de introdução à história contemporânea do Irã e boa apresentação dos costumes daqueles que seguem a religião muçulmana. 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.