A peregrina escolhe as melhores leituras de 2021

29 12 2021

Colombina, 2002

Francine van Hove (França, 1942)

óleo sobre tela

Foram quarenta e seis livros lidos e outros tantos parcialmente, principalmente coletâneas de poesias, não listadas por aqui.  Neste segundo ano de pandemia tive maior dificuldade de me interessar por ficção.  Continuei lendo, é claro, mas me voltei cada vez mais para os livros de ensaios, de história ou de estudos em diversas áreas, longe da literatura.  Abaixo vocês encontrarão minha lista inteira.

Leituras de 2021

Pachinko, Min Jin Lee                 

Torto arado, Itamar Vieira Júnior

Clube do livro dos homens, Lyssa Kay Adams

 A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch

A trança, Laetitia Colombani

A trégua, Mário Benedetti — RELIDO

A redoma de vidro, Sylvia Plath

A lista de convidados, Lucy Foley

A porta, Magda Szabó

Cartas de um diabo ao seu aprendiz, C. S. Lewis

A cachorra, Pilar Quintana

A pediatra, Andrea del Fuego                                  

Cabine para mulheres, Anita Nair — RELIDO

A vida mentirosa dos adultos, Elena Ferrante

O mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Na boca do leão, Anne Holt

O enigma do quarto 622, Joel Dicker

O clube do crime das quintas-feiras,  Richard Osman

Na corda bamba, Kiley Reid

O clube de leitura de Jane Austen, Karen Joy Fowler

Sira, Maria Dueñas

Nada ortodoxa, Deborah Feldman

Afetos ferozes, Vivian Gornick

A roupa do corpo, Francisco Azevedo

A paciente silenciosa, Alex Michaelides

As mulheres de terça-feira, Monika Peetz

Lua no céu de Cabul, Nadia Hashimi

 A voz do tempo, Lenah Oswaldo Cruz  RELIDO

21 lições para o século 21, Yuval Noah Harari RELIDO

24 horas na vida de uma mulher e outras novelas, Stefan Zweig 

A mercadoria mais preciosa, Jean-Claude Grumberg

A esposa americana, Curtis Sittenfeld                  

Timbuktu, Paul Auster

A dama das camélias, Alexandre Dumas Filho

Admirável mundo novo, Aldous Huxley – RELIDO

Urupês, Monteiro Lobato

A peste, Camus – RELIDO

O primeiro amor é sempre o último, Tahar Ben Jelloun

Balada de amor ao vento, Paulina Chiziane

Vamos comprar um poeta, Afonso Cruz

Rosa Candida, Audur Ava Ólafsdóttir

Rita Lee – uma autobriografia, Rita Lee

Em inglês:

Mama’s last hug, Frans de Waal

The Hedgehog, the fox and the Magister’s Pox, Stephen Jay Gould

Breath, James Nestor

Forward, Andrew Yang

Na área de ficção fico com os três que mais me impressionaram:

Afetos ferozes, Vivian Gornick

A esposa americana, Curtis Sittenfeld 

Pachinko, Min Jin Lee       

Menção honrosa para os seguintes livros:

24 horas na vida de uma mulher e outras novelas, Stefan Zweig 

Rosa Candida, Audur Ava Ólafsdóttir

O primeiro amor é sempre o último, Tahar Ben Jelloun

 

Relendo, os mais importantes:

A trégua, Mário Benedetti

A peste, Camus

Admirável mundo novo, Aldous Huxley

 

Pensando no Futuro, recomendo, quando e se estiver em português, o livro de Andrew Yang, Forward.

 





O grupo de leitura “Ao pé da letra” escolheu as melhores leituras de 2021

29 12 2021

A leitora, 1897

Alexandre Louis Marie Charpentier (França, 1856-1909)

Desenho

Museu de Belas Artes de São Francisco

O grupo de leitura Ao Pé da Letra, fundado em março de 2016, votou no encontro deste mês de dezembro nas melhores leituras de 2021. O grupo é formado por homens e mulheres interessados em leitura, totalizando 22 leitores que, por causa da pandemia, agora se espalham por áreas além da cidade do Rio de Janeiro.  O grupo ainda não voltou aos encontros presenciais e não tem data marcada para fazê-lo.

Livros lidos em 2021

1 – Pachinko, Min Jin Lee          

2 – Torto arado, Itamar Vieira Júnior

3 – Clube do livro dos homens, Lyssa Kay Adams

4 – A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch

5 — A trança, Laetitia Colombani

6 — A trégua, Mário Benedetti

7 — A redoma de vidro, Sylvia Plath

8 — A lista de convidados, Lucy Foley

9 — A porta, Magda Szabó

10 — Cartas de um diabo ao seu aprendiz, C. S. Lewis

11 — A cachorra, Pilar Quintana

12 — A pediatra, Andrea del Fuego

 

Os melhores do ano foram:

1) Pachinko com 20 pontos

2) A porta com 14 pontos

3) Torto Arado com 10 pontos

Graças à dedicação de Mariana Martins, também temos neste grupo um pouco das estatísticas das leituras, como vemos abaixo: países de origem dos escritores, número de páginas, editoras, etc.

 





O grupo “ENCONTROS NA PRAÇA” escolhe os melhores livros de 2021

27 12 2021

Moça lendo

Barbara A. Wood (EUA, 1926)

 

O grupo de leitura Encontros na Praça, formado em 2020 escolheu em sua última reunião as melhores leituras do ano.  Composto por 10 mulheres é um grupo de leituras que tem como ênfase o entretenimento.

 

Livros lidos em 2021:

1 – Cabine para mulheres, Anita Nair

2 – Nada ortodoxa, Deborah Feldman

3 – Afetos ferozes, Vivian Gornick

4 – A roupa do corpo, Francisco Azevedo

5 – A paciente silenciosa, Alex Michaelides

6 – A trança, Laetitia Colombani

7 – O clube do crime das quintas-feiras,  Richard Osman

8 – As mulheres de terça-feira, Monika Peetz

9 – Lua no céu de Cabul, Nadia Hashimi

10 – A voz do tempo, Lenah Oswaldo Cruz

11 – 21 lições para o século 21, Yuval Noah Harari

12 – Sira, Maria Dueñas

 

Em primeiro lugar:

A trança, Laetitia Colombani

Em segundo lugar

A paciente silenciosa, Alex Michaelides

Em terceiro lugar

Nada ortodoxa, Deborah Feldman





Curiosidade literária

20 12 2021

A leitura

Jean d’Esparbès (França, 1898-1968)

óleo sobre tela

 

 

 

Stendhal é um dos poucos escritores que poderia se orgulhar de dar nome a uma doença.   Em 1817,  viajou pelo sul da Europa, parando em Florença.  Lá, na Catedral de Santa Croce, emocionado, sentiu-se mal.  Mais tarde descreveu o que havia acontecido como “sensações celestiais” após se render à beleza sublime das belas obras de arte que o rodeavam.  Na saída da igreja, foi acometido por taquicardia, sentindo que a vida se esvaía de seu corpo, enquanto caminhava com dificuldade, acreditando poder cair a qualquer momento.

Esta foi a primeira descrição de um fenômeno que recebeu o nome de síndrome de Stendhal, uma doença psicossomática que pode provocar reações várias, que vão de problemas de percepção aos sentimentos de angústia, levando às vezes ao pânico.

 





Rio de Janeiro, uma joia tropical

17 12 2021

Tarde no Rio de Janeiro

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1882-1975)

óleo sobre tela, 90 x 90 cm

Universidade Federal do Rio Grande do Sul





Natalinas: Thomas Monson

16 12 2021

Lendo na poltrona com gato, 2009

Joe Hindley (EUA, 1949)

óleo sobre tela

“O Natal é o espírito de dar sem um pensamento de obter. É felicidade porque vemos alegria nas pessoas. É esquecermo-nos a nós próprios e encontrar tempo para os outros. É descartar as coisas sem sentido e sublinhar os verdadeiros valores.”

Thomas Monson





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 12 2021

Natureza morta

Henri Carrières [Henri Laurent Yves Carrières]

(França, 1947—radicado no Brasil desde 1952)

Óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 





Férias, texto Tahar Ben Jelloun

14 12 2021
Tintin vai viajar, ilustração de Hergé.

“Não gosto de férias. Devo dizer que não sinto necessidade delas, já que não trabalho com as mãos. Nem mesmo sei o que é tirar férias. Parece que é descansar, mudar de ritmo e de hábitos. Não tenho vontade disso. Meu ritmo é o que é. Lento e sem surpresas. Maus hábitos estão mais para manias, e tenho medo de perdê-los se, como todo mundo, sair de férias no mês de agosto. Meus hábitos me suportam e me ajudam a me suportar. Eles são simples e eu só peço uma coisa: que não os perturbem, que me deixem com eles do jeito como são.

Todos os que partem pelas estradas ao mesmo dia e na mesma hora têm também suas manias: ser como todo mundo, agir como os outros, não perder nada da empolgação coletiva, um modo de se tranquilizarem, de garantir que não vão morrer sozinhos ou idiotas. Não é o meu caso. Morrer idiota ou inteligente tanto faz!

Não gosto de férias porque não gosto de viajar. Correr para uma estação carregando uma mala pesada numa das mãos, uma bolsa na outra, as passagens entre os dentes, fazer fila num aeroporto para despachar a bagagem, suportar o nervosismo dos veranistas que têm medo de avião ou que se sentem obrigados a levar consigo a avó, que está perdendo a memória e adoraria ficar em casa com suas pequenas manias, ser acotovelado por um grupo de desportistas descuidados, partir atrasado, chegar exausto numa hora impossível, procurar um táxi… tudo isso eu deixo para vocês e prefiro me recolher num canto da casa, para escutar o silêncio e sonhar com os amores cruéis…”

 

Em: O primeiro amor é sempre o último — contos, Tahar Ben Jelloum, tradução de Joana Angélica d’Ávila Melo, Rio de Janeiro, Editora Vieira Lent: 2002, pp 60-1





Papalivros escolhe as melhores leituras do ano!

12 12 2021

O grupo de leitura Papalivros encontrou-se mais uma vez de maneira virtual através do ano de 2021. Consideramos voltar a encontros ao vivo no ano de 2022. Mas esperamos ver os resultados das infecções por variantes do Covid-19 depois das festas de Reveillon no Rio de Janeiro para voltar aos encontros da maneira tradicional.

Nos dezoito anos de vida, o grupo sempre escolheu as melhores leituras do ano no encontro de dezembro que este ano caiu no domingo dia 12.

Os livros lidos foram:

A vida mentirosa dos adultos, Elena Ferrante

O mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Na boca do leão, Anne Holt

Torto arado, Itamar Vieira Junior

Pachinko, Min Jin Lee

O enigma do quarto 622, Joel Dicker

O clube do crime das quintas-feirasRichard Osman

Na corda bamba, Kiley Reid

O clube de leitura de Jane Austen, Karen Joy Fowler

Sira, Maria Dueñas

A Porta, Magda Szabó

A pediatra, Andréa del Fuego

 

 

Você encontrará abaixo os três melhores livros do ano para o grupo: 

 

Em primeiro lugar, empatados, e listados por ordem alfabética, A porta e Sira:

A porta, Magda Szabó

Escritora húngara, descoberta tardiamente fora de seu país, é lançada pela primeira vez no Brasil com romance impactante sobre a relação tensa e misteriosa entre duas mulheres.


Uma escritora culta, com uma relação nebulosa com as autoridades comunistas na Hungria moderna do pós-Segunda Guerra Mundial, contrata Emerenc ― camponesa, analfabeta, impassível, bruta e de idade indefinida ― como sua governanta. Emerenc mora sozinha em uma casa onde ninguém pode passar da porta de entrada, nem mesmo seus parentes mais próximos. Ela assume o controle do lar da patroa, tornando-se indispensável, experimentando um tipo de amor ― pelo menos até o tão desejado sucesso da escritora trazer à tona uma revelação devastadora.

A força sobre-humana de Emerenc, sua disposição para ajudar os outros e fragmentos de sua biografia dolorosa constroem o mosaico do que parece uma existência transpassada por segredos. Na relação de dependência desenvolvida entre as protagonistas se encerram dúvidas e mistérios sobre a personalidade daquela que personifica um país que já não existe mais.

A cada nova informação sobre a excêntrica governanta, emerge o cenário de uma Hungria ocupada e dividida, e até a relação de Emerenc com seus pertences é questionada. Teria roubado dos judeus ou ganhado os bens de uma família judia que ela havia ajudado a fugir? Quem é essa mulher e por que ela está fechada a qualquer intimidade com seus patrões? Todas as possibilidades são plausíveis até que as portas, metafóricas e literais, sejam, por fim, abertas.

Em um romance revelado tardiamente ao grande público, mas muito debatido e elogiado pela crítica, Magda Szabó oferece uma visão generosa sobre táticas de sobrevivência, sobre tudo o que pode ser dito no silêncio e sobre o papel da autenticidade na arte e na vida.

 

Sira, Maria Dueñas

 

Em Sira, María Dueñas traz de volta essa personagem que cativou milhões de leitores no mundo, e ela retorna não mais como uma costureira inocente, mas sim com a força inabalável de uma mulher que fará o que for preciso para atingir seus objetivos. Depois dos horrores da Segunda Guerra, o mundo começa a se reerguer lentamente. Sira, depois de concluir suas funções como colaboradora do Serviço Secreto Britânico, só consegue pensar em uma coisa: paz. Mas nem tudo é tão simples. Um trágico acontecimento colocará os planos de Sira em xeque, e, mais uma vez, ela terá que tomar as rédeas de seu próprio destino e buscar em si a coragem e as forças para seguir lutando. Entre perdas e reencontros, participando de momentos históricos em lugares como Jerusalém, Londres, Madri e Tânger, Sira Bonnard – antes conhecida como Arish Agoriuq e Sira Quiroga – vai correr riscos inimagináveis, a fim de garantir um futuro tranquilo para seu filho.

 

Pachinko, Min Jin Lee

 

Livro narra a saga de três gerações de imigrantes coreanos no Japão do século XX e foi recomendado por Barack Obama.

No início dos anos 1900, a adolescente Sunja, filha adorada de um pescador aleijado, apaixona-se perdidamente por um rico forasteiro na costa perto de sua casa, na Coreia. Esse homem promete o mundo a ela, mas, quando descobre que está grávida ― e que seu amado é casado ―, Sunja se recusa a ser comprada. Em vez disso, aceita o pedido de casamento de um homem gentil e doente, um pastor que está de passagem pelo vilarejo, rumo ao Japão. A decisão de abandonar o lar e rejeitar o poderoso pai de seu filho dá início a uma saga dramática que se desdobrará ao longo de gerações por quase cem anos.

Neste romance movido pelas batalhas enfrentadas por imigrantes, os salões de pachinko ― o jogo de caça-níqueis onipresente em todo o Japão ― são o ponto de convergência das preocupações centrais da história: identidade, pátria e pertencimento. Para a população coreana no Japão, discriminada e excluída — como Sunja e seus descendentes —, os salões são o principal meio de conseguir trabalho e tentar acumular algum dinheiro.

Uma grande história de amor, Pachinko é também um tributo aos sacrifícios, à ambição e à lealdade de milhares de estrangeiros desterrados. Das movimentadas ruas dos mercados aos corredores das mais prestigiadas universidades do Japão, passando pelos salões de aposta do submundo do crime, os personagens complexos e passionais deste livro sobrevivem e tentam prosperar, indiferentes ao grande arco da história.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 12 2021

Composição de frutas com paisagem

Marysia Portinari (Brasil, 1937)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm