Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

12 06 2020

 

 

 

Di Cavalcanti, Paquetá, 1928,osobre cartão, Cl Domingos GiobbiPaquetá, 1928

Emiliano di Cavalcanti (Brasil, 1897 – 1976)

óleo sobre cartão

Coleção Domingos Giobbi





Em casa: Anders Zorn

11 06 2020

 

 

Clarence Barker' (1885), by Anders ZornClarence Barker, 1885

Anders Zorn (Suécia, 1860 – 1920)

aquarela sobre papel





10 de junho, dia de Camões

10 06 2020

 

JESSER VALZACCHI - Tarde de domingo - Óleo sobre tela - 90 x 70 - 2014Tarde de domingo,  2014

Jesser Valzacchi (Brasil, 1983)

óleo sobre tela,  90 x 70 cm

 

Quem vê, Senhora, claro e manifesto

 

Luís de Camões

Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só em vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.

Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e alma por querê-los,
Donde já não me fica mais de resto.

Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.

Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que, quanto mais vos pago, mais vos devo.





Bombaim moderna, por Thrity Umrigar

10 06 2020

 

 

Robin FreedenfeldRetrato de Merry

Robin Freedenfeld (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 66 x 81 cm

 

 

“Antigamente, as mulheres pelo menos eram poupadas das cotoveladas e dos empurrões que aconteciam sempre que um ônibus aparecia no ponto como se fosse uma fera mitológica. Mas, na Bombaim de hoje, é cada um por si, e os delicados, os fracos, os mais novos e os mais velhos, entram nos ônibus superlotados por sua própria conta e risco. Bhima se sentiu como se mal conhecesse a cidade agora — algo de confuso, perverso e cruel se desencadeou dentro dela. Via os sinais dessa nova perversidade em todo lugar. As crianças das favelas amarravam bombinhas nos rabos dos vira-latas e depois riam e batiam palmas ao ver o pobre animal correndo em círculos , enlouquecido de medo. Universitários ricos ficavam loucos de raiva se um pivete de rua de cinco anos sujasse a janela de seus BMWs e de seus Hondas faiscantes.  Todos os dias, Serabai lia o jornal e lhe contava a última desgraça — um representante de um sindicato morto a pauladas por ter ousado exortar os operários da fábrica a organizar um movimento reivindicando um aumento de duas rúpias; o filho de um político absolvido depois de atropelar três crianças faveladas a caminho de uma festa; um casal de idosos parses assassinado na cama por uma empregada que trabalhou para eles durante quarenta anos; jovens nacionalistas hindus escrevendo com seu próprio sangue notas de congratulações para celebrar o teste bem-sucedido de uma nova arma nuclear. A cidade parecia ter enlouquecido de ganância e fome, de poder e impotência, de riqueza e pobreza.

Bhima podia sentir a maldade correndo como lodo em suas veias enquanto esperava o ônibus. Quando a fera vermelha aparecia em meio a uma nuvem de fumaça, sentia seu coração disparar enquanto observava os outros passageiros, na tentativa de avaliar quem parecia mais fraco e vulnerável, e que, portanto, podia ser empurrado a cotoveladas para fora do seu caminho. Assim que o ônibus parava, a fila se desintegrava e se transformava numa multidão amorfa. Outras pessoas chegavam correndo de todas as direções, tentando entrar no ônibus, antes mesmo de ele parar. Uma vez, um idoso com um pé no degrau e o outro ainda na calçada foi arrastado durante meio quarteirão até que os gritos de outros passageiros fizeram com que o motorista parasse. Bhima notou que as pernas do homem estavam tremendo tanto que seria impossível para ele embarcar. O motorista o olhou com impaciência, do alto do seu poleiro imperial.

— Vai entrar ou não vai? — perguntou, mas o pobre homem ficou parado ali, ofegante.

O motorista estalou a língua e tocou o sinal novamente.  O ônibus partiu, deixando o passageiro no meio da rua, despejado como um pacote sem destinatário.”

 

Em: A distância entre nós, Thrity Umrigar, tradução de Paulo Andrade Lemos, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 2006, pp 97-99.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

10 06 2020

 

 

ESTEVÃO SILVA,(BRASIL,1841-1891)Cajus na Cesta,ostÓleo stela,1889, 54 x 65 cmCajus na Cesta,1889

Estevão Silva (Brasil, 1841-1891)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





O mundo animal de Henriette Ronner-Knip

9 06 2020

 

 

800px-Henriëtte_Ronner-Knip_-_Hide_and_seek, 1909. 0stEsconde-esconde, 1909

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 24 x 32 cm

 

playtime-henriette-ronner-knipHora do recreio, s.d.

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

aquarela sobre papel

 

Kittens At PlayGatinhos brincando, 1898

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre tela, 91 x 73 cm

 

mothers-pride-2-henriette-ronner-knipOrgulho de mãe, 1901

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

 

800px-Henriëtte_Ronner-Knip_-_KatjesspelGato jogador, c. 1878

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 32 x 45 cm

Rijksmuseum, Amsterdã

 

the-musicians-henriette-ronner-knipOs músicos

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

aquarela

 

Hampel-78163007Gatinhos brincalhões

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

aquarela sobre papel

 

De_Pianoles_door_Henriëtte_Ronner-KnipA lição de piano, 1897

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 33 x 44 cm

Teylers Museum, Haarlem, Holanda

 

2012_NYR_02547_0024_000(henriette_ronner-knip_a_mother_cat_and_her_kitten_with_a_bracket_clock)Mamãe gata e seu filhote, ao lado de relógio, 1897

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre tela, 90 x 72 cm

 

Henriette Ronner-Knip Two kittens playing with a basket. Oil on wood. 24 x 32.5cmDois gatinhos, uma cesta e um molho de chaves

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 24 x 32 cm

 

2017_CSK_14415_0050_000(henriette_ronner-knip_kittens_at_play)Filhotes brincando

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre papel colado em madeira,  46 x 65 cm

 

H0027-L03089486A caixa de charutos

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 33 x 45 cm

 

H0046-L00404801Dois gatinhos e uma xícara de chá, 1905

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 24 x 32 cm

 

2016_CKS_12228_0015_000(henriette_ronner-knip_a_mother_with_her_playful_kittens_watched_over_b)Uma mãe com seus filhotes observada por um terrier

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 33 x 44 cm

 

Hampel-82058001Um gatinho e uma mosca, 1893

Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)

óleo sobre madeira, 16 x 27 cm





Em casa: Suzanne Valadon

9 06 2020

 

 

476px-Young_Girl_in_Front_of_a_Window,_by_Suzanne_Valadon,_1930_-_San_Diego_Museum_of_Art_-_DSC06734Jovem à janela, 1930

Suzanne Valadon (França, 1865-1938)

 





Nossas cidades: Niterói

9 06 2020

 

 

HIPÓLITO CARON(Brasil, 1862-1892) - Praia da Boa Viagem, Niterói - Óleo sobre tela - 50x 75 - 1884Praia da Boa Viagem, Niterói, 1884

Hipólito Caron (Brasil, 1862-1892)

– Óleo sobre tela – 50x 75





Curiosidade sobre Goethe

8 06 2020

 

Coffee and Parasol, Aldo Balding(GB,1960), Oil on canvas, 50cm x 40cmCafé e guarda-sol 

Aldo Balding (GB, 1960)

óleo sobre tela,  50 x 40cm

 

O humor do escritor alemão Johann Wolfgang Goethe pode ser vislumbrado na ocasião em que escreveu uma longa carta para um de seus amigos.  No final ele adicionou uma  nota explicando:  “Sinto muito por mandar uma carta tão longa, mas não tive tempo suficiente para escrever uma menor.”





A fonte, poesia de Faustino Nascimento

8 06 2020

 

 

product-image-196722180Ilustração Sung Kim.

 

 

A fonte

Faustino Nascimento

 

Do seio da floresta secular,

Ao abrigo do sol mais inclemente,

Gota por gota, vê-se derivar

A fonte cristalina e refulgente.

 

Deitada no seu leito, a murmurar.

Talvez. uma canção de amor fremente,

Reflete, no seu prisma, ao sol e ao luar,

Tudo que a cerca, a plácida corrente.

 

Repousa, assim, no leito, a correnteza,

Aos embalos sutis da natureza,

Como encantada Ninfa, em seu ritual.

 

Dorme… Depois, num sobressalto, acorda

E, como que a fremir de amor, transborda

E se espreguiça pelo branco areal…

 

Em:  Antologia Poética, Faustino Nascimento, Rio de Janeiro, Freitas Bastos: 1960, p. 15

 

Antônio Faustino Nascimento (Missão Velha, CE, 1901-)  advogado, magistrado, escritor, poeta, ensaísta, jornalista, tradutor.  Em Fortaleza, fundou a revista Argus.

Obras

Juvenília, poesia, 1927

As Cosmogonias, ensaio, 1929

Paisagens sonoras, poesia, 1937

Ritmos do novo continente, poesia, 1939, 1943

Elogio do amor e da ilusão, poesia, 1941

Cantos da paz e da guerra, poesia, 1943

O refúgio sublime, poesia, 1945

Exortação, soneto em cinco idiomas, 1949

O sonho do fauno, poesia, 1950

Cântico ao nordeste, poesia, 1954

Caminhos do Infinito, poesia, 1956

A  fonte de Afrodite, poesia, 1958

A Alvorada, cântico a Brasília, 1958

Antologia poética, 1960

A vida, o amor e a ilusão, poesia, 1962

A terra de Israel, ensaios, 1967

Oriente e ocidente, história, 1973