Menina com livro
Leopold Löffler (Polônia, 1827 – 1898)
aquarela sobre papel, 22 x 18 cm
Menina com livro
Leopold Löffler (Polônia, 1827 – 1898)
aquarela sobre papel, 22 x 18 cm
Natureza morta para Saul S.
Caulos (Brasil, 1943)
pastel oleoso e impressão, 46 x 61 cm
Exemplo de cogumelos luminosos, Mycena lucentipes.
“Certa noite, em princípio de dezembro, quando passeava pelas ruas da vila de Natividade, observei alguns meninos que se divertiam com uns objetos luminosos, que a princípio supus fossem pirilampos; mas, fazendo indagações, descobri que era um belo fungo fosforescente, do gênero agaricus, que se produzia abundantemente nos arredores dali sobre as folhas murchas de uma palmeira nanica. No dia seguinte obtive grande número de espécimes e notei que variavam de uma a duas polegadas e meia de largura. Toda a planta dá à noite uma viva luz fosforescente, de um verde-pálido, semelhante à que emitem os vaga-lumes ou aqueles curiosos animais marinhos, os pyrosomae. Por este fato e por crescer em palmeiras o povo lhe dá o nome de flor-de-coco. A luz emitida por uns poucos destes fungos, em quarto escuro, é suficiente para a gente ler.”
Em: Os campos e os arraiais (Natividade-Arraias- 1839-1840), texto de George Gardner, incluído no livro As selvas e o pantanal: Goiás e Mato-Grosso, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-83-84.
NOTA: George Gardner, (GB, 1812- 1849), médico, botânico e entomologista inglês, percorreu algumas regiões do Brasil do Nordeste ao Brasil Central, entre 1836 – 1841, registrando suas impressões no livro “Viagens no Brasil”.
Capela Mayrink, Floresta da Tijuca
Anne Marie Nivouliès de Pierrefort (França-Brasil, 1879 – 1968)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
D. Pedro I, Imperador do Brasil – Paisagem com Casario ao Fundo
Miniatura sobre placa de marfim.
Passpartout em casco de tartaruga burilado
e moldura de bronze em filetado com laços e encordoamento
13 x 10 cm
“Nascendo e vivendo numa corte onde a ilustração era um luxo desconhecido, onde o gosto pela educação artística não chegou nunca a deitar raízes, D. Pedro possuía, por um dom da natureza, a impressionabilidade vibrátil que, se tivesse sido devidamente desenvolvida e disciplinada, poderia ter feito dele um artista, um poeta, um homem intelectualmente distinto.
Mas, entregue a si mesmo, depois da morte do erudito João Rademaker, que lhe guiou os primeiros passos, o herdeiro de D. João VI não passou nunca dum curioso, dum amador incorreto, que amava a música e a poesia e que, com mau feitio, revelava , em lances difíceis, agudeza de espírito e facilidade de percepção.
Esse “mau feitio era, em muitas ocasiões de sua vida, o bom humor imoderado, que chegava até o sarcasmo; era a expansão inconveniente que chegava à indiscrição irritante; era o azedume desregrado que não escolhia palavras, nem poupava pessoas; era a desconfiança, o receio da perfídia, a dúvida constante que tinha aprendido com seu pai.
De resto, não havia pessoa de hábitos mais simples, príncipe menos ostentoso na sua maneira de viver, D. Pedro passou sempre como um burguês trabalhador que se levanta com o sol e que se deita às 10 horas da noite, tendo uma mesa frugal, um guarda-roupa escasso e uma aproximação facilmente acessível. Predominava nele a alegria expansiva; mas não era raro vê-lo descair de repente na irritabilidade agreste ou no obumbramento taciturno. Com a gente moça, especialmente com as crianças, mostrava-se ordinariamente afetuoso, muito jovial.”
Em: ‘Um retrato do Imperador‘, Ensaios históricos, Paulo Setúbal, São Paulo, Saraiva: 1950, páginas 69-70.
Descanso
Witha Lacuesta (Alemanha-EUA, contemporânea)
aquarela
Ernest Hemingway
Natureza morta, 1885
Karl Ernst Papf (Alemanha – Brasil, 1833 – 1911)
óleo sobre tela, 74 x 60 cm
A jovem irlandesa
William Dargie (Austrália, 1912-2003)
óleo sobre tela, 69 x 59 cm
Mercado Ver o Peso, Belém
Luiz Porto (Brasil, contemporâneo)
desenho aquarelado
Ilustração, Walter Crane, 1878.
Henry David Thoreau
Henry David Thoreau (1817 -1862)