Trança de cebolas, 1997
Silvana S Assad Silas (Brasil, 1922)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Trança de cebolas, 1997
Silvana S Assad Silas (Brasil, 1922)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Árvore da família Donald. ©Estúdios Disney.
Pedro Bandeira
Por que é que eu me chamo isso
E não me chamo aquilo?
Por que é que o jacaré
Não se chama crocodilo?
Eu não gosto
do meu nome,
não fui eu
quem escolheu.
Eu não sei porque se metem
com um nome que é só meu!
O nenê
que vai nascer
vai chamar
como o padrinho,
vai chamar
como o vovô,
mas ninguém vai perguntar
o que pensa
o coitadinho.
Foi meu pai quem decidiu
que o meu nome fosse aquele.
Isso só seria justo
se eu escolhesse
o nome dele.
Quando eu tiver um filho,
não vou pôr nome nenhum.
Quando ele for bem grande,
ele que escolha um!
Em: Cavalgando o arco-íris, Pedro Bandeira, São Paulo, Moderna: 1984, páginas 12-13.

Recado de amor, 1857
Carl Ludwig Becker (Alemanha, 1820-1900)
óleo sobre tela, 75 x 59 cm
O Metro
Darren Thompson (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela colada em placa, 30 x 40 cm
Coleção Particular
“Os escritores podem dividir-se entre aqueles que dizem sofrer enquanto escrevem e os que afirmam divertir-se. Podem também dividir-se entre os que escrevem para saber como termina a história que começaram, e os que só se sentam para escrever depois que desenharam, dentro da cabeça, a estrutura inteira do romance e definiram o enredo, ao mínimo pormenor.”
Em: “A melancolia do criador depois do fim”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 03/04/2017, 2º caderno, página 2.

Moça lendo com chapéu da moda
Lizzy Ansingh (Holanda, 1875-1959)
óleo
Pequeníssimo, completamente ilustrado, livro de orações da Rainha Claude, c. 1517, The Morgan Library & Museum, NY.
O Livro de Orações da Rainha Claude é uma obra de c. 1517, ano da coroação dessa Rainha de França. Ele foi iluminado por um artista desconhecido a que se deu o nome de Mestre de Claude de França, por ter sido ele também o iluminista de outro livro, o par digamos assim, o Livro das Horas da Rainha Claude, hoje numa coleção particular francesa. O brasão da rainha aparece três vezes neste livrinho que contém 132 cenas da vida de Cristo, da vida da Virgem Maria e de inúmeros santos. As bordas são decoradas assim como verso e reverso de cada uma das folhas.

A rainha Claude morreu de varíola aos vinte e cinco anos (1499-1524), depois de ter sete filhos, um corpo deformado por escoliose e aparentemente ter um toque de estrabismo. Casada com François d’Angoulême (1494–1547) que se tornou rei de França em 1515, como parte de um contrato político, Claude, duquesa de Duchy, peça no jogo de xadrez político da Europa, não tinha atração pela política, nem muito interesse nos filhos. Dedicou-se principalmente aos estudos religiosos.
Página com o Arcanjo Gabriel Anunciando à Maria.
Pouco sabemos sobre o Mestre da Rainha Claude. Trabalhou ativamente na cidade de Tours nas duas primeiras décadas do século XVI (1500-1525). Seu estilo poderia ser considerado como extremamente elegante, com cores delicadas e aplicadas de tal maneira que não se percebe as pinceladas na pintura. Só se conhece cerca de uma dúzia de manuscritos desse artista.
Esse livro-joia faz parte da coleção da Morgan Library em NY, presente de um colecionador americano.
Capa
Igreja, ilustração de Andrew Loomis.
Ela possui tal encanto,
que quando na igreja entrou,
em vez de beijar o santo,
foi o santo que a beijou.
(José Nogueira da Costa)
Buba, ursinho, com sua mãe Ursina, no Juraparc, Mont-d’Orzieres, Suíça.

Cascatinha em Teresópolis, 1885
Johann Georg Grimm (Alemanha, 1846-1887)
óleo, 62 x 47 cm