Resenha: “A vida invisível de Eurídice Gusmão” de Martha Batalha

26 06 2016

 

 

georgina-de-albuBordando, s.d.

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela

 

 

A vida invisível de Eurídice Gusmão se passa nas décadas de 1940 em diante, no Rio de Janeiro. Eurídice Gusmão e sua irmã são mulheres que não se conformavam com a circunscrição de seus papéis atribuídos pela sociedade. Apesar de tentarem, cada qual à sua maneira, nem sempre conseguiam escapar dos destinos projetados para elas inicialmente por familiares e mais tarde por seus  maridos.   Evocativo de uma época, a obra descreve a vida de mulheres da geração de nossas avós. Eu gostaria de poder dizer que só elas, mas também descreve a de nossos pais ou de muitos dos nossos contemporâneos, porque o problema das vidas circunscritas a papeis tradicionais ainda parece enraizado em muitos cantos da nossa terra.

 

A_VIDA_INVISIVEL_DE_EURIDICE_G_1463501293573067SK1463501293B

 

A narrativa se concentra na história de Eurídice contrastada à da irmã, Guida, que havia buscado viver em seus termos, cortando os laços com os pais, libertando-se das expectativas deles e de todos à volta. A tentativa não durou.  E eventualmente, Guida decide pelo comprometimento de suas realizações pessoais para beneficiar a vida do filho.  O mesmo ocorreu com Eurídice, que mais tímida, menos aventureira, também se acomoda no casamento com Antenor, um bancário, bom provedor, mas incapaz de apreciar a energética e inteligente esposa que lhe coubera.  Por manter o lar para seus filhos Eurídice também se anula.  Eurídice passa a vida correndo atrás de alguma brecha que a permitisse achar maior significado em sua própria vida além daquele de mãe e dona de casa.  É frustrada em todas as tentativas. Por fim, encontra consolo ao escrever, passando os dias finais de sua vida em frente à máquina de escrever já bem depois do estabelecimento da ditadura militar de 1964.

Não é uma obra prima, não irá ganhar o prêmio Nobel de literatura.  No entanto, à medida que considerei esse livro para resenha, cresceu minha admiração. É um bom livro. Pelo assunto abordado e bem retratado, A vida invisível de Eurídice Gusmão, é uma boa escolha de leitura que aborda as limitações da mulher na sociedade carioca, das gerações que viveram através do século XX.  Só por esse esforço deveria ser aplaudido.

 

 

martha_batalha_5_credito_jorge_lunaMartha Batalha

 

Meus problemas com essa obra não se limitam ao tom puramente evocativo.  Não há um crescendo de informações. Não há resolução de conflitos, nem mesmo no final.  Falta-lhe agilidade, ação e diálogos. A narrativa, ainda que impecável, é distante. No entanto, retrata muito bem uma época e é perfeitamente dispensável a explicação da autora no início e no fim do livro sobre a existência  de certos personagens ou sobre as obras escritas por Eurídice Gusmão.  É chocho.

Mas me aventuro a dizer que se você gostou de Arroz de Palma, romance de Francisco Azevedo, é provável que goste deste livro, por sua evocação de uma época.

Salvar

Salvar

Salvar





Filhotes fofos!

25 06 2016

patinho e mamae pata

Salvar





Flores para um sábado perfeito!

25 06 2016

 

 

GUIGNARD, Vaso de Flores, óleo sobre madeira, 30 X 22 cm.Vaso de flores

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 29 x 30 cm





Imagem de leitura — Francis Henry Newbery

24 06 2016

 

 

Francis Henry Newbery, (1855-1946) A Summer's Day, Looking Across The Estuary From Walberswick To Southwold,ost.110 x 74 cm,Public collectionUm dia de verão, vista através do Estuário de Walberswick para Southold

Francis Henry Newbery (Grã-Bretanha, 1855-1946)

óleo sobre tela, 110 x 74 cm

Coleção Pública





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

24 06 2016

 

 

Lucia de lima, rio de janeiro, leblonMirante do Leblon, 2015

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 50 x 60 cm

www.luciadelima.com

Salvar





Em três dimensões: Barbara Hepworth

23 06 2016

 

 

hepworth, barbara, pavan, 1956Formas em movimento [Pavan], 1956

Dame Barbara Hepworth (GB, 1903-1975)

Bronze, tiragem 7

108 cm de largura

 

Salvar





Trova dos meus amigos

23 06 2016

 

 

andandoTurma da Mônica, ©  Maurício de Sousa.

 

 

Para mantê-los me empenho,
porque penso sempre assim:
tendo os amigos que tenho,
eu nem preciso de mim.

 

(Izo Goldman)

Salvar





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

22 06 2016

 

 

ROMANELLI, Armando (1945) - Laranjas, óleo sobre chapa de madeira industrializada - 21 x 20 cm. Assinado frente e no verso assinado datado 1979.Tangerinas, 1979

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre chapa de madeira, 24 x 33 cm





Sublinhando…

21 06 2016

 

 

Louis_RitmanSenhora lendo ao sol, 1914

Louis Ritman (EUA, 1889-1963)

óleo sobre tela, 90 x 90 cm

Coleção Particular

 

 

“Ver o mundo transformar-se é, ao mesmo tempo, milagroso e desolador.”

 

 

Simone de Beauvoir, A mulher desiludida [A idade da discrição], 1968

Salvar





Nossas cidades: Dorizon, PR

20 06 2016

 

 

DE BONA, THEODORO (1904 - 1990). Paisagem com Dia de Sol em Dorizon - Paraná, óleo s madeira, 20 X 29. Assinado no c.i.e. e datado (1944) e localizado (Dorizon) no c.i.d.Paisagem em dia de sol, em Dorizon, PR, 1944

Theodoro de Bona (Brasil, 1904-1990)

óleo sobre madeira, 20 x 29 cm