Uma galeria de Henri Matisse, para começar bem o domingo!

19 08 2012




Este vídeo vai postado aqui para o entretenimento de todos e em especial dos meus alunos no curso de História da Arte Moderna, em curso.





Imagem de leitura — Piero Antonio Rotari

18 08 2012

Correspondência dividida, s/d

Piero Antonio Rotari ( Itália,  1707-1762)

óleo sobre tela, 88 x 75 cm

Galeria Tretyakov, Moscou

Piero Antonio Rotari nasceu em Verona em 1707. Estudou com Antonio Balestra. Passou longos períodos em Veneza, Roma e Nápoles onde estudou pintura com os melhores mestres,  antes de retornar a Verona.  Respeitado retratista foi convocado pela aristocracia de Dresden, Viena e Munique.  Faleceu  em 1762, em São Petersburgo onde residia temporariamente para retratar a família real russa.





Os sertões, texto de Eduardo Prado

18 08 2012

Efeitos na paisagem, 2000

Yara Tupinambá (Brasil, 1932)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

Coleção Particular

Os sertões

Eduardo Prado

Nos sertões de Minas Gerais e da Bahia, na região em que se juntam os territórios destas duas antigas províncias, nos meses da seca, que ali vai de abril a novembro, a paisagem é uma verdadeira surpresa para o europeu acostumado à ideia convencional da natureza entre os trópicos.

A sombria e verde alfombra das florestas misteriosas, enredadas de liames enlaçantes, esmaltada das cores das orquídeas fantásticas, as inclinadas palmeiras por onde trepam macacos, o fundo ora escuro, ora violentamente iluminado de clareiras, onde luzentes parecem boiar, no seu voo pesado e lento, as grande borboletas azuis…toda esta paisagem tropical, que os viajantes pintam e que a cenografia vulgariza, tudo isso é desconhecido naqueles centros do planalto brasileiro que ficam à direita do rio São Francisco. Os trópicos nem sempre são tropicais.

O viajante corta pela estrada dura e pedregosa, que em longuíssimas curvas, ou em retas infinitas, atravessa os tabuleiros intermináveis, em que a vegetação escura, meio seca, espinhosa se enreda numa compacta massa, ou rareada, que alcança os joelhos e os peitos das mulas. Os pequenos espinheiros, as mimosas e as acácias rasteiras, que parecem, às vezes, pinheiros de Liliput, à beira da estrada, são enovelados de penugens brancas, que lembram a neve e a geada. É o algodão, arrancado, em fiapos, às cargas pesadas de algodão em rama, que por ali transportam, em tropas, as mulas tangidas, em lotes, pelos tropeiros e precedidas da mula madrinha, que ajaezada de vermelho e tintinabulante de guizos e sinetas à cabeçada, avança lentamente, marcando o compasso à marcha da caravana.

Por centenas de léguas pode o viajante, no sertão, seguir o caminho das tropas que traficam entre Bahia e Minas; como os grãos de milho do conto do pequeno polegar, os novelinhos de algodão, presos às plantas do cempo e dos cerrados, podem indicar o rumo do caminhante.

Em: Criança Brasileira, admissão e 5ª série, Theobaldo Miranda Santos,  Rio de Janeiro, Editora Agir: 1949.

Eduardo Paulo da Silva Prado (São Paulo, 27 de fevereiro de 1860 — São Paulo, 30 de agosto de 1901) foi um advogado, jornalista e escritor brasileiro, colaborador do Correio Paulistano, membro fundador da Academia Brasileira de Letras e um dos mais importantes analistas da vida política do Brasil.

Obras:

Viagens, 1886-1902

Os fastos da ditadura militar no Brasil, 1890

Anulação das liberdades públicas, 1892

A ilusão americana, 1893

III centenário de Anchieta, 1900

Coletâneas, 1904-1906





Quadrinha da poluição

17 08 2012

Ilustração Chris Madden. [www.chrismadden.co.uk]

A casa alheia varrendo
antes de limpar a sua
– é o que o homem está fazendo,
tão preocupado com a Lua.

(Ney Damasceno)





Palavras para lembrar — William Feather

16 08 2012

Moça lendo, 1970

Will Barnet (EUA, 1911)

serigrafia

“Os livros abrem e alargam a mente e fortificam quem os lê como nada mais”.

William Feather





Imagem de leitura — Brenda Ginsberg

16 08 2012

Mulher lendo, s/d

Brenda Ginsberg (EUA, contemporânea)

acrílica sobre tela, 39 x 48 cm

Brenda Gisnberg





A minha sombra, poema de Pedroso Rodrigues

15 08 2012

Decalcomania, 1966

René Magritte (Bélgica, )

óleo sobre tela

Coleção Particular, Dr. Noémi Perelman Mattis e Dr. Daniel C. Mattis

A minha sombra

Pedroso Rodrigues

Que sombra vacilante e receosa,

De pedra em pedra, ao longo do caminho,

Vem seguindo os meus passos de mansinho,

E para, quando eu paro, cautelosa?

Vê-me partir da terra e corre, ansiosa,

Morre e renasce, à luz do luar de arminho;

Sobre as ondas do mar, como um golfinho,

Corta do meu navio a proa airosa.

Vai onde eu vou, onde eu existo existe;

Afasta-se sutil se a luz da esperança

Afaga o meu olhar; se me vê triste

Vem logo a mim guardar-me noite e dia…

Sombra fiel, quem és, que não te cansa

Ser a sombra da luz que me alumia?

Em: Poemas em sonetos, Pedroso Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora do autor: 1933.

Pedroso Rodrigues (Portugal? — Brasil?)

Obras:

Auto Pastoril, teatro, 1903

Bodas de Lia, teatro, 1906

A Cilada, teatro, 1912

Poemas em Sonetos, poesia, 1933





Os vaqueiros, texto de Ariosto Espinheira

14 08 2012

Boiadeiro, s/d

Zélio Andrezzo (Brasil, 1948)

Óleo sobre tela

O vaqueiro

Ariosto Espinheira

Nos campos de criação de nossa terra vivem homens simples e bons, que cuidam de nossos rebanhos. São os campeiros e os vaqueiros, que moram em cabanas de madeira ou de barro, cobertas de palmas de coqueiros, ou de sapé.

De perneiras, calças largas, guarda-peito, gibão (espécie de casaco curto) e chapéu de couro curtido; cinto de couro donde pende a faca comprida; uma longa vara com ponta de ferro; montados em cavalos pequenos e fortes; pernas descansadas nas pontas dos pés, presos aos estribos de ferro batido; guampa (chifre trabalhado a canivete, preso por uma tira de couro, que serve de copo) e laço, pendurados na sela, os campeiros e os vaqueiros passam os dias, e às vezes as noites, vigiando os animais que pastam.

Se algum animal foge ou se a boiada debanda, os vaqueiros correm velozes, sem ver os perigos, vencendo todos os obstáculos, até cercar e reunir todos os animais.

Viajam, às vezes, dias e dias, conduzindo o gado para os matadouros, onde é morto para fornecer carne e outros produtos às cidades.

Nas horas de descanso, os vaqueiros tocam a viola e a flauta, cantando e fazendo desafios. São homens destemidos, que vivem sem o conforto das cidades, debaixo de sol escaldante, com poucos recursos, trabalhando pela nossa terra.

Em: Criança Brasileira, admissão e 5ª série, Theobaldo Miranda Santos,  Rio de Janeiro, Editora Agir: 1949.





Palavras para lembrar — Fortune Magazine

14 08 2012

Tyler e o pai, hora da leitura, 1990

Stephen Arthur Gjertson (EUA, 1949)

óleo sobre tela

“Algumas pessoas mentem, roubam e traem para subirem na vida… e pensar, que tudo que precisam fazer é LER.”

Fortune Magazine





Quadrinha da casa onde cresci

14 08 2012

Ilustração Lívia.

Recordo o velho sobrado…
meus pais… a infância inocente…
e as essências do passado
vão perfumando o presente!…

(Arlindo Tadeu Hagen)