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Este vídeo vai postado aqui para o entretenimento de todos e em especial dos meus alunos no curso de História da Arte Moderna, em curso.
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Este vídeo vai postado aqui para o entretenimento de todos e em especial dos meus alunos no curso de História da Arte Moderna, em curso.
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Correspondência dividida, s/d
Piero Antonio Rotari ( Itália, 1707-1762)
óleo sobre tela, 88 x 75 cm
Galeria Tretyakov, Moscou
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Piero Antonio Rotari nasceu em Verona em 1707. Estudou com Antonio Balestra. Passou longos períodos em Veneza, Roma e Nápoles onde estudou pintura com os melhores mestres, antes de retornar a Verona. Respeitado retratista foi convocado pela aristocracia de Dresden, Viena e Munique. Faleceu em 1762, em São Petersburgo onde residia temporariamente para retratar a família real russa.
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Efeitos na paisagem, 2000
Yara Tupinambá (Brasil, 1932)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Coleção Particular
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Eduardo Prado
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Nos sertões de Minas Gerais e da Bahia, na região em que se juntam os territórios destas duas antigas províncias, nos meses da seca, que ali vai de abril a novembro, a paisagem é uma verdadeira surpresa para o europeu acostumado à ideia convencional da natureza entre os trópicos.
A sombria e verde alfombra das florestas misteriosas, enredadas de liames enlaçantes, esmaltada das cores das orquídeas fantásticas, as inclinadas palmeiras por onde trepam macacos, o fundo ora escuro, ora violentamente iluminado de clareiras, onde luzentes parecem boiar, no seu voo pesado e lento, as grande borboletas azuis…toda esta paisagem tropical, que os viajantes pintam e que a cenografia vulgariza, tudo isso é desconhecido naqueles centros do planalto brasileiro que ficam à direita do rio São Francisco. Os trópicos nem sempre são tropicais.
O viajante corta pela estrada dura e pedregosa, que em longuíssimas curvas, ou em retas infinitas, atravessa os tabuleiros intermináveis, em que a vegetação escura, meio seca, espinhosa se enreda numa compacta massa, ou rareada, que alcança os joelhos e os peitos das mulas. Os pequenos espinheiros, as mimosas e as acácias rasteiras, que parecem, às vezes, pinheiros de Liliput, à beira da estrada, são enovelados de penugens brancas, que lembram a neve e a geada. É o algodão, arrancado, em fiapos, às cargas pesadas de algodão em rama, que por ali transportam, em tropas, as mulas tangidas, em lotes, pelos tropeiros e precedidas da mula madrinha, que ajaezada de vermelho e tintinabulante de guizos e sinetas à cabeçada, avança lentamente, marcando o compasso à marcha da caravana.
Por centenas de léguas pode o viajante, no sertão, seguir o caminho das tropas que traficam entre Bahia e Minas; como os grãos de milho do conto do pequeno polegar, os novelinhos de algodão, presos às plantas do cempo e dos cerrados, podem indicar o rumo do caminhante.
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Em: Criança Brasileira, admissão e 5ª série, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Editora Agir: 1949.
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Eduardo Paulo da Silva Prado (São Paulo, 27 de fevereiro de 1860 — São Paulo, 30 de agosto de 1901) foi um advogado, jornalista e escritor brasileiro, colaborador do Correio Paulistano, membro fundador da Academia Brasileira de Letras e um dos mais importantes analistas da vida política do Brasil.
Obras:
Viagens, 1886-1902
Os fastos da ditadura militar no Brasil, 1890
Anulação das liberdades públicas, 1892
A ilusão americana, 1893
III centenário de Anchieta, 1900
Coletâneas, 1904-1906
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A casa alheia varrendo
antes de limpar a sua
– é o que o homem está fazendo,
tão preocupado com a Lua.
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(Ney Damasceno)
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Moça lendo, 1970
Will Barnet (EUA, 1911)
serigrafia
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William Feather
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Mulher lendo, s/d
Brenda Ginsberg (EUA, contemporânea)
acrílica sobre tela, 39 x 48 cm
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Decalcomania, 1966
René Magritte (Bélgica, )
óleo sobre tela
Coleção Particular, Dr. Noémi Perelman Mattis e Dr. Daniel C. Mattis
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Pedroso Rodrigues
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Que sombra vacilante e receosa,
De pedra em pedra, ao longo do caminho,
Vem seguindo os meus passos de mansinho,
E para, quando eu paro, cautelosa?
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Vê-me partir da terra e corre, ansiosa,
Morre e renasce, à luz do luar de arminho;
Sobre as ondas do mar, como um golfinho,
Corta do meu navio a proa airosa.
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Vai onde eu vou, onde eu existo existe;
Afasta-se sutil se a luz da esperança
Afaga o meu olhar; se me vê triste
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Vem logo a mim guardar-me noite e dia…
Sombra fiel, quem és, que não te cansa
Ser a sombra da luz que me alumia?
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Em: Poemas em sonetos, Pedroso Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora do autor: 1933.
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Pedroso Rodrigues (Portugal? — Brasil?)
Obras:
Auto Pastoril, teatro, 1903
Bodas de Lia, teatro, 1906
A Cilada, teatro, 1912
Poemas em Sonetos, poesia, 1933
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Boiadeiro, s/d
Zélio Andrezzo (Brasil, 1948)
Óleo sobre tela
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Ariosto Espinheira
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Nos campos de criação de nossa terra vivem homens simples e bons, que cuidam de nossos rebanhos. São os campeiros e os vaqueiros, que moram em cabanas de madeira ou de barro, cobertas de palmas de coqueiros, ou de sapé.
De perneiras, calças largas, guarda-peito, gibão (espécie de casaco curto) e chapéu de couro curtido; cinto de couro donde pende a faca comprida; uma longa vara com ponta de ferro; montados em cavalos pequenos e fortes; pernas descansadas nas pontas dos pés, presos aos estribos de ferro batido; guampa (chifre trabalhado a canivete, preso por uma tira de couro, que serve de copo) e laço, pendurados na sela, os campeiros e os vaqueiros passam os dias, e às vezes as noites, vigiando os animais que pastam.
Se algum animal foge ou se a boiada debanda, os vaqueiros correm velozes, sem ver os perigos, vencendo todos os obstáculos, até cercar e reunir todos os animais.
Viajam, às vezes, dias e dias, conduzindo o gado para os matadouros, onde é morto para fornecer carne e outros produtos às cidades.
Nas horas de descanso, os vaqueiros tocam a viola e a flauta, cantando e fazendo desafios. São homens destemidos, que vivem sem o conforto das cidades, debaixo de sol escaldante, com poucos recursos, trabalhando pela nossa terra.
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Em: Criança Brasileira, admissão e 5ª série, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Editora Agir: 1949.
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Tyler e o pai, hora da leitura, 1990
Stephen Arthur Gjertson (EUA, 1949)
óleo sobre tela
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Fortune Magazine
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Recordo o velho sobrado…
meus pais… a infância inocente…
e as essências do passado
vão perfumando o presente!…
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(Arlindo Tadeu Hagen)