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Leitura noturna, s/d
Pavel Chudnovsky (Rússia, 1959)
óleo sobre tela
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Pavel Chudnovsky nasceu na Rússia, em 1959. Hoje reside em Mountain View na Califórnia.
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Leitura noturna, s/d
Pavel Chudnovsky (Rússia, 1959)
óleo sobre tela
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Pavel Chudnovsky nasceu na Rússia, em 1959. Hoje reside em Mountain View na Califórnia.
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Todo dia de manhã,
Na primeira refeição,
Você deve comer sempre
Uma fruta da estação.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Arika, 2009
Brandon Pike (EUA, contemporâneo)
http://brandonpikeart.blogspot.com
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Paul Sweeney
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O atirador de arco, 1925
Vicente do Rego Monteiro ( Brasil,1899-1970)
óleo sobre tela, 108 x 137 cm
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife
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Robert Preis
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O índio, elemento
tão sensível e frágil
das matas tropicais!
Como poderia resistir
à legião de
conquistadores,
donatários,
donos de engenhos,
bandeirantes,
capitães de mato,
desembargadores,
grileiros,
coronéis,
generais,
parlamentares,
escritores românticos,
entre outros,
quando cada um destes grupos
já é de morte?
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4/9/97
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Em: Transpondo fronteiras, Robert Preis, Niterói, Ed. Muiraquitã:1999
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Robert Preis nasceu na Alemanha em 1934. Bacharel e licenciado em história, pós-graduado em língua alemã e doutor em linguística, todos cursos na Universidade de São Paulo.
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A rua onde eu morava era muito alegre!
Era tão alegre que só consigo me lembrar dos dias de muito sol e noites enluaradas. Acho que não chovia naquela época.
Mas também acho que são sempre assim as ruas das crianças.
Todo mundo se conhecia, todo mundo era amigo. Às vezes nós brigávamos, mas logo logo fazíamos as pazes. Criança é assim mesmo, não tem tempo para ficar com raiva.
Nossas brigas eram sempre por motivos nobres: alguém palmeou a mais no jogo de bola de gude; bateu com muita força na hora do pega-ladrão; não quis ficar colado na hora de pegar a bandeirinha e outras coisas dessa gravidade.
Minha rua era muito feliz, porque nós não sabíamos perceber a infelicidade.
Era sempre festa. Os amigos estavam sempre juntos. Tinha o Zezinho, o garoto rico da rua, filho da dona Olga, uma portuguesa durona; tinha a Lucinha, que todo mundo queria namorar. Tinha o Manteiga, o Saião, o Manel Gordo (era assim mesmo, ninguém conseguia chamá-lo de Manoel), tinha o Boca de Sapo e o Meleca, entre outros. Que turma!
Na minha rua era sempre época de alguma coisa.
Tinha a época de soltar pipas, de manjar balão, de rodar pião, de jogar bola ou búrica, de roubar goiaba. De futebol não, era sempre época.
Em frente da casa onde eu morava tinha um pé de manacá, que é um arbusto sempre florido e muito perfumado. De tanto vovó falar que gostava dele, sempre que vejo um pé de manacá, eu lembro da vovó.
Na hora de manjar balão, tinha sempre um engraçadinho para contar uma história de lobisomem ou de mula-sem-cabeça. Era terrível.
Engraçado, agora apercebo, parece que não se fala mais em lobisomem ou mula-sem-cabeça. Será que eles também acabaram?
Quase no final da minha rua, tinha um morro onde, lá em cima tem, até hoje, a igreja de Santa Catarina.
Nós costumávamos subir até certa altura, levando um pneu. Chegando lá, um de nós se acomodava dentro do pneu e os outros empurravam ladeira abaixo. Ah! não tinha coisa melhor. Você rodava, rodava, rodava e chegava lá embaixo tonto, tonto e quase vomitando.
Certo dia, o Manel Gordo resolveu experimentar a brincadeira. Todos nós empurramos o gordo pra dentro do pneu e… lá foi ele. A barriga do Manel parece que esparramava para os lados do pneu e ele esticava os braços pedindo para parar. Não tinha jeito. Só conseguiu parar dentro de uma poça de lama. Rapidinho alguém acabou com a nossa brincadeira.
Tenho muitas histórias da minha rua para contar. Só não tenho quem queira ouvir. Ninguém tem tempo. É uma pena, porque a minha rua tinha muitas histórias interessantes.
Tomara que os adultos deixem as crianças de hoje construírem ruas felizes também.
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Em: Cheiro de Manacá, José Carlos Serrano Freire, Rio de Janeiro, Editora Caetés: 1998
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José Carlos Serrano Freire (Brasil) Professor, Bacharel em Direito, Trainer em Programação Neurolinguística, palestrante, escritor, Diretor do Instituto Prof Serrano Freire.
Obras:
Afinal… Por que os nossos alunos não aprendem
Seja o professor que você gostaria de ter
Sou professor, 2002
Como não matar seu cliente de raiva, 2008
Feliz vida nova, 2001
Cheiro de Manacá, 1998
Um anjo em minha vida
Meu amigo Paulinho, 2003
Os amigos do Paulinho
A rua onde eu morava, 2004
A arte de falar em público