Quadrinha do por do sol

22 11 2011

Margarida e Pato Donald contemplam o por do sol, ilustração Walt Disney.

Num arroubo apaixonado,

antes que a lua desponte,

o sol pinta de dourado

as paredes do horizonte…

(Izo Goldman)





Quadrinha do pai agricultor

22 11 2011

Ilustração, desconheço o autor.  Iniciais: GM

O esforço na terra dura

de meu pai agricultor

fez brotar da agricultura

meu diploma de Doutor!


(Arlindo Tadeu Hagen)





Imagem de leitura — David Teniers, o jovem

21 11 2011

O médico da aldeia, 1660

David Teniers (Países Baixos, 1610-1690)

óleo sobre madeira,  29 x 32 cm

Museu Nacional da Romênia

David Teniers, o jovem, filho do pintor David Teniers, conhecido como o velho, nasceu na Antuérpia em 1610, foi um dos pintores de maior popularidade da Escola Flamenga de pintura. Apesar de ser filho de um conhecido pintor flamengo sua maior influência na pintura foi a de Adriaen  Brower, conhecido pintor de gênero.  Dele adquiriu o gosto pela de cenas de dia a dia, cenas de tavernas e sobretudo pelos tons castanho-dourados de suas telas.  Os espaços retratados nas suas telas são mais complexos com salas aparecendo ao fundo e muito mais figuras.  Extremamente popular em sua época.  Faleceu em 1690. 





Conselho de Shakespeare

21 11 2011

A sala azul, s/d

Henry McGrane (Irlanda, 1969)

30x 40cm

www.henrymcgrane.ie

Ainda aqui, Laerte? para bordo, para bordo. Não te envergonhas? Teu navio só te espera para velejar. Recebe a minha benção, e grava na tua memória os seguintes preceitos. Guarda para ti o pensamento, e não dês execução apressadamente aos teus projectos; medita-os maduramente. Sê lhano sem te esqueceres de quem és. Quando tomares um amigo cuja afeição tenhas experimentado, liga-o a ti por vinculos de aço; mas não dês confiança irreflectidamente. Faze por evitar questões; mas se o não puderes conseguir, conduze-te de maneira que fiques sempre superior ao teu adversário. Ouve a todos, mas sê avaro de palavras; escuta o conselho que te derem, forma depois o teu juizo. No teu trajar sê tão suntuoso, quanto t’o permitam os teus meios, mas nunca afetado; rico, mas não ofuscante; o porte dá a conhecer o homem, e nesse ponto, as pessoas de qualidade em França revelam um gosto primoroso, e o mais fino tato. Não emprestes, nem peças emprestado: quem empresta perde o dinheiro e o amigo, e o pedir emprestado é o primeiro passo para a ruína. Mas sobretudo sê verdadeiro para a tua consciência, e assim como a noite se segue ao dia, seguir-se-á também, que o teu coração jamais abrigará falsidade. Adeus, que a minha benção sele em teu coração os meus conselhos.

Conselho de Polônio a Laerte, em Shakespeare,  Hamlet, Ato I, cena 3





Quadrinha da poeta

21 11 2011

Pescaria, gravura no estilo Art Deco, dos anos 20-30, autor desconhecido.

Nesta vida tão inquieta,

o meu consolo é pescar.

Sou pescadora-poeta

que pesca versos no mar!

(Gislaine Canales)





Imagem de leitura — Nathalie Armand

18 11 2011

A Leitora, 2009

Nathalie Armand (França, 1965)

www.nathaliearmand.com

Nathalie Armand nasceu em Bagnols-sur-Cèze na Gard, mudando-se para Béarn em 1993.  Formou-se como paisagista em 1985.  Estudou pintura na escola Maître Marcel Rivière, na área de Saint-Tropez, de 1992 à 1993. Abriu sua própria escola em 1997, onde ensina até hoje.





Olhando para a Primavera em flor!

18 11 2011



Life of flowers from VOROBYOFF PRODUCTION on Vimeo.



Agradeço ao leitor, Murilo.





Palavras para lembrar — Carlyle

17 11 2011

Jovem lendo, s/d

Eva D. [Dora] Cowdery (Maine, EUA, ativa no virada do século XIX/XX )

óleo sobre tela, 67 x 55 cm

“A verdadeira universidade de nossos dias é uma coleção de livros”.

Carlyle (1795-1881)





Quadrinha dos pensamentos

17 11 2011

Pensando, ilustração Maurício de Sousa.

Em muitas ocasiões,

só somos bons elementos

porque certas intenções                     

não passam de pensamentos.

(José Lucas de Barros)





Travessa, poema de Machado de Assis

16 11 2011

Lendo no bosque, s/d

Ferdinand Heilbuth ( França, 1828-1889)

aquarela sobre papel com detalhes em guache, 24 x 33cm

Travessa

Machado de Assis

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Ai, por Deus, por vida minha!

Gosto de ti — gosto tanto

Dessa tua travessura

Que não dera o meu encanto,

Que não dera o meu gostar,

Nem por estrelas do céu,

Nem por estrelas do mar!

Alma toda de quimeras

Que acordou no paraíso

Vinda do leito de Deus;

E que rivais de teus olhos

Só tens dois olhoos — os teus!

Pareces mesmo criança

Que só vive e se alimenta

De luz, amor e esperança.

Ave sem medo à tormenta

Que salta e palpita e ri;

Não sabes como, não sabes,

As travessas primaveras

Assentam tão bem em ti!

Assentam sim, como as asas

Assentam no beija-flor;

Como o delírio dos beijos

Em uma noite de amor;

Como no véu que se agita

De beleza adormecida

A brisa mole e sentida!

Foi por ver-te assim —  travessa

Que eu pus a minha esperança

No imaginar de criança

Dessa formosa cabeça…

Foi por ver-te assim. — Que os sonhos

Eu sei como os tem, eu sei,

Puros, lindos e risonhos,

Um coração novo e calmo

Onde a lei do amor — é lei;

Foi por ver-te assim, que eu venho

por em ti as fantasias

De meus peregrinos dias,

Como a esperança no céu;

Em ti só, que és tão louquinha,

Em ti só por vida minha!

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(1859)

Em: O Espelho: revista semanal de literatura, modas, indústria e artes [ edição fac-similar] (1859-1860) Rio de Janeiro, MEC: 2008.