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Margarida e Pato Donald contemplam o por do sol, ilustração Walt Disney.
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Num arroubo apaixonado,
antes que a lua desponte,
o sol pinta de dourado
as paredes do horizonte…
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(Izo Goldman)
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Num arroubo apaixonado,
antes que a lua desponte,
o sol pinta de dourado
as paredes do horizonte…
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(Izo Goldman)
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O esforço na terra dura
de meu pai agricultor
fez brotar da agricultura
meu diploma de Doutor!
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(Arlindo Tadeu Hagen)
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O médico da aldeia, 1660
David Teniers (Países Baixos, 1610-1690)
óleo sobre madeira, 29 x 32 cm
Museu Nacional da Romênia
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David Teniers, o jovem, filho do pintor David Teniers, conhecido como o velho, nasceu na Antuérpia em 1610, foi um dos pintores de maior popularidade da Escola Flamenga de pintura. Apesar de ser filho de um conhecido pintor flamengo sua maior influência na pintura foi a de Adriaen Brower, conhecido pintor de gênero. Dele adquiriu o gosto pela de cenas de dia a dia, cenas de tavernas e sobretudo pelos tons castanho-dourados de suas telas. Os espaços retratados nas suas telas são mais complexos com salas aparecendo ao fundo e muito mais figuras. Extremamente popular em sua época. Faleceu em 1690.
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A sala azul, s/d
Henry McGrane (Irlanda, 1969)
30x 40cm
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Ainda aqui, Laerte? para bordo, para bordo. Não te envergonhas? Teu navio só te espera para velejar. Recebe a minha benção, e grava na tua memória os seguintes preceitos. Guarda para ti o pensamento, e não dês execução apressadamente aos teus projectos; medita-os maduramente. Sê lhano sem te esqueceres de quem és. Quando tomares um amigo cuja afeição tenhas experimentado, liga-o a ti por vinculos de aço; mas não dês confiança irreflectidamente. Faze por evitar questões; mas se o não puderes conseguir, conduze-te de maneira que fiques sempre superior ao teu adversário. Ouve a todos, mas sê avaro de palavras; escuta o conselho que te derem, forma depois o teu juizo. No teu trajar sê tão suntuoso, quanto t’o permitam os teus meios, mas nunca afetado; rico, mas não ofuscante; o porte dá a conhecer o homem, e nesse ponto, as pessoas de qualidade em França revelam um gosto primoroso, e o mais fino tato. Não emprestes, nem peças emprestado: quem empresta perde o dinheiro e o amigo, e o pedir emprestado é o primeiro passo para a ruína. Mas sobretudo sê verdadeiro para a tua consciência, e assim como a noite se segue ao dia, seguir-se-á também, que o teu coração jamais abrigará falsidade. Adeus, que a minha benção sele em teu coração os meus conselhos.
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Conselho de Polônio a Laerte, em Shakespeare, Hamlet, Ato I, cena 3
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Nesta vida tão inquieta,
o meu consolo é pescar.
Sou pescadora-poeta
que pesca versos no mar!
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(Gislaine Canales)
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A Leitora, 2009
Nathalie Armand (França, 1965)
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Nathalie Armand nasceu em Bagnols-sur-Cèze na Gard, mudando-se para Béarn em 1993. Formou-se como paisagista em 1985. Estudou pintura na escola Maître Marcel Rivière, na área de Saint-Tropez, de 1992 à 1993. Abriu sua própria escola em 1997, onde ensina até hoje.
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Jovem lendo, s/d
Eva D. [Dora] Cowdery (Maine, EUA, ativa no virada do século XIX/XX )
óleo sobre tela, 67 x 55 cm
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Carlyle (1795-1881)
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Em muitas ocasiões,
só somos bons elementos
porque certas intenções
não passam de pensamentos.
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(José Lucas de Barros)
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Lendo no bosque, s/d
Ferdinand Heilbuth ( França, 1828-1889)
aquarela sobre papel com detalhes em guache, 24 x 33cm
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Machado de Assis
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Ai, por Deus, por vida minha!
Gosto de ti — gosto tanto
Dessa tua travessura
Que não dera o meu encanto,
Que não dera o meu gostar,
Nem por estrelas do céu,
Nem por estrelas do mar!
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Alma toda de quimeras
Que acordou no paraíso
Vinda do leito de Deus;
E que rivais de teus olhos
Só tens dois olhoos — os teus!
Pareces mesmo criança
Que só vive e se alimenta
De luz, amor e esperança.
Ave sem medo à tormenta
Que salta e palpita e ri;
Não sabes como, não sabes,
As travessas primaveras
Assentam tão bem em ti!
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Assentam sim, como as asas
Assentam no beija-flor;
Como o delírio dos beijos
Em uma noite de amor;
Como no véu que se agita
De beleza adormecida
A brisa mole e sentida!
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Foi por ver-te assim — travessa
Que eu pus a minha esperança
No imaginar de criança
Dessa formosa cabeça…
Foi por ver-te assim. — Que os sonhos
Eu sei como os tem, eu sei,
Puros, lindos e risonhos,
Um coração novo e calmo
Onde a lei do amor — é lei;
Foi por ver-te assim, que eu venho
por em ti as fantasias
De meus peregrinos dias,
Como a esperança no céu;
Em ti só, que és tão louquinha,
Em ti só por vida minha!
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(1859)
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Em: O Espelho: revista semanal de literatura, modas, indústria e artes [ edição fac-similar] (1859-1860) Rio de Janeiro, MEC: 2008.