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Bons amigos, ilustração de Ann Anderson.
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Amigo, bênção divina…
Mão que alivia e afaga,
voz que critica e ensina,
chama que nunca se apaga.
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(Carvalho Branco)
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Bons amigos, ilustração de Ann Anderson.–
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Amigo, bênção divina…
Mão que alivia e afaga,
voz que critica e ensina,
chama que nunca se apaga.
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(Carvalho Branco)
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Sem cobrar qualquer metragem,
pela sombra ou pelos ninhos,
a árvore dá hospedagem
aos homens e aos passarinhos…
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(Ademar Macedo)
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Dos meus tempos mais risonhos
descubro, agora, os segredos:
– cabia um mundo de sonhos
no meu mundo de brinquedos!
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(João Freire Filho)
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Caminhei por longa estrada
em busca de um pouso amigo.
Descobri na caminhada:
descanso é ter paz consigo.
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(Miguel J. Malty)
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Há nos destinos humanos
diferenças capitais.
Se muito sofre quem ama
quem não ama sofre mais.
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(Osório Dutra)
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O tropeiro na escadinha de São Chico de Baixo, década de 1980
Alberto Braga (Brasil, ?-?)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
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B. Lopes
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Recordo: um lago verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, um pontilhão, e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.
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Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro…
(Meu Deus! que é isto? que emoção a minha
Quando essas cousas tão singelas narro?)
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Seu Alexandre um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra…
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Com o seu nome de amor Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!
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Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968.
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Bernardino da Costa Lopes, pseudônimo B. Lopes (Rio Bonito, RJ, 1859 — RJ,1916) foi um poeta brasileiro de diferentes tendências literárias na passagem do século XIX ao XX. Nasceu em Boa Esperança, município de Rio Bonito, na província do Rio de Janeiro a 19 de janeiro de 1859. Vindo de família pobre, iniciou sua vida como caixeiro e após muitos sacrifícios conseguiu estudar no campo das humanidades. No Rio de Janeiro tomou a profissão de jornalista. Foi funcionário do Correio Geral. Membro da boemia intelectual carioca foi um poeta de transição do fim do romantismo. Ficou muito conhecido pelos seus sonetos parnasianos. Tem grande afinidade com os simbolistas.
Obras:
Cromos (1881) – 2ª Edição 1896
Pizzicatos – “Comédia Elegante” (1886)
D. Carmen, (1894)
Brasões (1895)
Sinhá Flor (1899)
Val de Lírios (1900)
Helenos (1901)
Plumário (1905)
Poesias Completas (1945)
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Como é belo ver a planta
que abre flores nos caminhos,
nas horas em que Deus canta
pela voz dos passarinhos!
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(José Lucas de Barros)
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Família, ilustração de Arthur Sanoff.–
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Numa estrada colorida,
ou na trilha empoeirada,
se a família segue unida,
é suave a caminhada.
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(Istela Marina)
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Leitora, 1913
Giuseppe Mascarini (Itália, 1877-1954)
óleo sobre tela
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Fagundes Varela
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Desde a quadra mais antiga
De que rezam pergaminhos,
Cantam a mesma cantiga
Na floresta os passarinhos.
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Têm o mesmo aroma as flores,
Mesma verdura as campinas,
A brisa os mesmos rumores,
Mesma leveza as neblinas.
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Tem o sol as mesmas luzes,
Tem o mar as mesmas vagas,
O deserto as mesmas urzes,
A mesma dureza as fragas.
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Os mesmos tolos o mundo,
A mulher o mesmo riso,
O sepulcro o mesmo fundo,
Os homens o mesmo siso.
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E neste insípido giro,
Neste voo sempre a esmo,
Vale a pena, em seu retiro,
Cantar o poeta, mesmo?
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Em:Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Ediouro:1965. Este poema foi originalmente publicado em Cantos do Ermo e da Cidade, 1869.
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Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 – RJ 1871) ou Fagundes Varela, poeta brasileiro e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.
Obras:
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Mesmo quando o fogo o abrasa,
o bombeiro com cuidado,
salva a tudo,numa casa,
por ser sempre bem treinado.
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(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)