Quadrinha dos bons amigos

2 06 2012

Bons amigos, ilustração de Ann Anderson.

Amigo, bênção divina…

Mão que alivia e afaga,

voz que critica e ensina,

chama que nunca se apaga.

(Carvalho Branco)





Quadrinha da árvore

1 06 2012

Ilustração anônima.

Sem cobrar qualquer metragem,

pela sombra ou pelos ninhos,

a árvore dá hospedagem

aos homens e aos passarinhos…

(Ademar Macedo)





Quadrinha da minha infância

31 05 2012

Brincadeiras de criança, ilustração Anton Pieck.

Dos meus tempos mais risonhos

descubro, agora, os segredos:

– cabia um mundo de sonhos

no meu mundo de brinquedos!

(João Freire Filho)





Quadrinha da paz interior

30 05 2012

Até logo, ilustração de Marcel Marlier de 1953.

Caminhei por longa estrada

em busca de um pouso amigo.

Descobri na caminhada:

descanso é ter paz consigo.

(Miguel J. Malty)





Quadrinha do destino humano

29 05 2012

Tio Patinhas está apaixonado, ilustração Walt Disney.

Há nos destinos humanos
diferenças capitais.
Se muito sofre quem ama
quem não ama sofre mais.


(Osório Dutra)





Berço, poesia de Bernardino Lopes

29 05 2012

O tropeiro na escadinha de São Chico de Baixo, década de 1980

Alberto Braga (Brasil, ?-?)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

Berço

B. Lopes

Recordo: um lago verde e uma igrejinha,

Um sino, um rio, um pontilhão, e um carro

De três juntas bovinas que ia e vinha

Rinchando alegre, carregando barro.

Havia a escola, que era azul e tinha

Um mestre mau, de assustador pigarro…

(Meu Deus! que é isto? que emoção a minha

Quando essas cousas tão singelas narro?)

Seu Alexandre um bom velhinho rico

Que hospedara a Princesa; o tico-tico

Que me acordava de manhã, e a serra…

Com o seu nome de amor Boa Esperança,

Eis tudo quanto guardo na lembrança

Da minha pobre e pequenina terra!

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968.

Bernardino da Costa Lopes, pseudônimo B. Lopes (Rio Bonito, RJ, 1859 — RJ,1916) foi um poeta brasileiro de diferentes tendências literárias na passagem do século XIX ao XX.  Nasceu em Boa Esperança, município de Rio Bonito, na província do Rio de Janeiro a 19 de janeiro de 1859. Vindo de família pobre, iniciou sua vida como caixeiro e após muitos sacrifícios conseguiu estudar no campo das humanidades.  No Rio de Janeiro tomou a profissão de jornalista. Foi funcionário do Correio Geral.  Membro da boemia intelectual carioca foi um poeta de transição do fim do romantismo.  Ficou muito conhecido pelos seus sonetos parnasianos.  Tem grande afinidade com os simbolistas.

Obras:

Cromos (1881) – 2ª Edição 1896

Pizzicatos – “Comédia Elegante” (1886)

D. Carmen, (1894)

Brasões (1895)

Sinhá Flor (1899)

Val de Lírios (1900)

Helenos (1901)

Plumário (1905)

Poesias Completas (1945)





Quadrinha dos passarinhos cantando

27 05 2012

Capa da Revista House & Garden, de outubro de 1924.

Como é belo ver a planta

que abre flores nos caminhos,

nas horas em que Deus canta

pela voz dos passarinhos!

 –

(José Lucas de Barros)





Quadrinha da família

26 05 2012

Família, ilustração de Arthur Sanoff.

Numa estrada colorida,
ou na trilha empoeirada,
se a família segue unida,
é suave a caminhada.


(Istela Marina)





O mesmo, poema de Fagundes Varela

26 05 2012

Leitora, 1913

Giuseppe Mascarini (Itália, 1877-1954)

óleo sobre tela

O mesmo

Fagundes Varela

Desde a quadra mais antiga

De que rezam pergaminhos,

Cantam a mesma cantiga

Na floresta os passarinhos.

Têm o mesmo aroma as flores,

Mesma verdura as campinas,

A brisa os mesmos rumores,

Mesma leveza as neblinas.

Tem o sol as mesmas luzes,

Tem o mar as mesmas vagas,

O deserto as mesmas urzes,

A mesma dureza as fragas.

Os mesmos tolos o mundo,

A mulher o mesmo riso,

O sepulcro o mesmo fundo,

Os homens o mesmo siso.

E neste insípido giro,

Neste voo sempre a esmo,

Vale a pena, em seu retiro,

Cantar o poeta, mesmo?

Em:Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Ediouro:1965. Este poema foi originalmente publicado em Cantos do Ermo e da Cidade, 1869.

Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 – RJ 1871) ou Fagundes Varela, poeta brasileiro e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.

Obras:

  • Noturnas – 1861
  • Vozes da América – 1864
  • Pendão Auri-verde – poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.
  • Cantos e Fantasias – 1865
  • Cantos Meridionais – 1869
  • Cantos do Ermo e da Cidade – 1869
  • Anchieta ou O Evangelho nas Selvas – 1875 (publicação póstuma)
  • Diário de Lázaro – 1880




Trova do bombeiro

25 05 2012

Bolinha vai apagar incêndio, ilustração de Marjorie Henderson Buell.

Mesmo quando o fogo o abrasa,
o bombeiro com cuidado,
salva a tudo,numa casa,
por ser sempre bem treinado.

(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)