Eu e a vida estamos quites
pois, se de modo severo,
a vida me impõe limites,
eu, quase sempre os supero…
(Luna Fernandes)
Eu e a vida estamos quites
pois, se de modo severo,
a vida me impõe limites,
eu, quase sempre os supero…
(Luna Fernandes)
Se tu jamais foste minha,
se nunca fui teu também,
posso ir só, que irás sozinha…
Ninguém perde o que não tem!
(Antonio Carlos Teixeira Pinto)
Cigarras e passarinhos,
no presépio das florestas,
entoam dentro dos ninhos:
“Feliz Natal! Boas Festas!”
(José Corrêa Villela)
Pequenez é coisa feia?
Grandeza é documentário?
— Pequeno é o grão de areia,
mas enguiça um maquinário.
(Carlos Ribeiro Rocha)
Todo dia, o dia inteiro,
É dia dos namorados.
Se o amor é verdadeiro,
Serão dois abençoados.
(Maria Eunice Silva de Lacerda)
Joga o teu pião, menino,
aproveita a brincadeira,
que a fieira do destino
vai jogar-te a vida inteira…
(Edgard Barcellos Cerqueira)
Saudade, lembrança triste
de tudo que já não sou…
Passado que tanto insiste
em fingir que não passou…
(Edgard Barcellos Cerqueira)
Planejo a carta e o maldoso
orgulho logo desponta
E caneta de orgulhoso
não tem tinta e não tem ponta!
(Ana Maria Motta)
O pato teve um ataque
quando a casca se partiu;
ansioso, esperava um “Quac!”
e o que escutou foi um – “Piu”!
(Pedro Ornellas)
— Viste que broche ofuscante
traz ela preso ao vestido?
Muito lindo! É diamante?…
— Não, meu bem, é do marido.
(Albércio Vieira Machado)








