Saudade, lembrança triste
de tudo que já não sou…
Passado que tanto insiste
em fingir que não passou…
(Edgard Barcellos Cerqueira)
Saudade, lembrança triste
de tudo que já não sou…
Passado que tanto insiste
em fingir que não passou…
(Edgard Barcellos Cerqueira)
Você nem sabe a ventura
que me traz seu bem-querer:
se é paixão ou se é loucura,
eu não quero nem saber!
(Ana Maria Motta)
Planejo a carta e o maldoso
orgulho logo desponta
E caneta de orgulhoso
não tem tinta e não tem ponta!
(Ana Maria Motta)
O pato teve um ataque
quando a casca se partiu;
ansioso, esperava um “Quac!”
e o que escutou foi um – “Piu”!
(Pedro Ornellas)
Mestiça, 1953
[Retrato de Maria Augusta]
Gerson Pompeu Pinheiro (Brasil, 1910 – 1978)
óleo sobre tela, 60 X 49 cm
Luiz Peixoto
Rosinha seguiu viage,
não disse adeus a ninguém.
Levou no peito uma image
do Deus-menino em Belém,
levou cama, levou rede,
levou ferro de engomá,
levou panela de barro,
levou linha de bordá,
levou todos os terém.
Nunca vi tanta bagage!
No meio das catrevage,
meu coração foi também.
Em: Poesia de Luiz Peixoto, Rio de Janeiro, Editora Brasil-América:1964, p.79
— Viste que broche ofuscante
traz ela preso ao vestido?
Muito lindo! É diamante?…
— Não, meu bem, é do marido.
(Albércio Vieira Machado)
Bordam, soltos, seus cabelos,
caracóis negros na fronha,
e eu, insone, horas a vê-los,
fico a sonhar com quem sonha…
(Edgard Barcellos Cerqueira)
Uma vez tu me beijaste
e eu fiquei pobrezinha,
porque num beijo levaste
todos os beijos que eu tinha.
(Alda Pereira Pinto)
Que seria deste mundo,
não fosse o livro existir?
Seria treva o passado,
um sol sem brilho o porvir.
(Elpídio Reis)
O vento, com pé macio,
passou pelo meu jardim,
e como guri vadio,
nas minhas rosas deu fim.
(Carlos Ribeiro Rocha)
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