Santa Thereza e o Castelo do Valentim, RJ
Felisberto Ranzini (Itália-Brasil,1881-1976)
aquarela sobre papel, 50 x 33 cm
Santa Thereza e o Castelo do Valentim, RJ
Felisberto Ranzini (Itália-Brasil,1881-1976)
aquarela sobre papel, 50 x 33 cm
As crianças José, Juan e Glória de La Barcenas y Tomas Salvany, 1899
José Santiago Garnelo y Alda (Espanha,1866 – 1944)
óleo sobre tela, 57 x 72 cm
Museu do Prado
Três idades da mulher, 1905
Gustav Klimt (Áustria, 1862-1908)
óleo sobre tela, 180 x 180 cm
Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea, Roma
Manuel Bandeira
A vez primeira que te vi,
Era eu menino e tu menina.
Sorrias tanto… Havia em ti
Graça de instinto, airosa e fina.
Eras pequena, eras franzina…
A ver-te, a rir numa gavota,
Meu coração entristeceu
Por que? Relembro, nota a nota,
Essa ária como enterneceu
O meu olhar cheio do teu.
Quando te vi segunda vez,
Já eras moça, e com que encanto
A adolescência em ti se fez!
Flor e botão… Sorrias tanto…
E o teu sorriso foi meu pranto…
Já eras moça… Eu, um menino…
Como contar-te o que passei?
Seguiste alegre o teu destino…
Em pobres versos te chorei
Teu caro nome abençoei.
Vejo-te agora. Oito anos faz,
Oito anos faz que não te via…
Quanta mudança o tempo traz
Em sua atroz monotonia!
Que é do teu riso de alegria?
Foi bem cruel o teu desgosto.
Essa tristeza é que diz…
Ele marcou sobre o teu rosto
A imperecível cicatriz:
És triste até quando sorris…
Porém teu vulto conservou
A mesma graça ingênua e fina…
A desventura te afeiçoou
À tua imagem de menina.
E estás delgada, estás franzina…
Em: Estrela da Vida Inteira- poesias reunidas, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1979, pp 27-28.
Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, s/d
[Aqueduto da Lapa]
Gustavo Dall’Ara (Itália-Brasil, 1865-1923)
óleo sobre tela, 24 x 33 cm
Coleção Particular
Jovem lendo com suéter roxa
Rick Beerhorst (EUA, 1960)
óleo sobre tela, 76 x 76 cm
“Meu pai era um oficial da Marinha cheio de restrições com respeito à nossa criação, mas a pior delas era o fato de que não podíamos sair do perímetro de nossa casa. Até para irmos à varanda tínhamos que ter permissão e supervisão. Passeios de escola, nem pensar! Viagens para nós eram, simplesmente, algo impensável.
A saída que encontramos foi a nossa imaginação, com ela íamos a todos os lugares. Uma árvore era uma nave espacial, na qual visitávamos outras galáxias; com um giz desenhávamos circuitos no chão de terra do nosso quintal, que nos levavam a outros mundos; com cadernos e lápis construíamos escolas e, se olhássemos bem dentro de uma bolinha de gude, podíamos ver universos repletos de vias lácteas. Nos dias de chuva, construíamos labirintos com as almofadas ou imaginávamos teatros de terror, que no final nos davam tanto medo, que a brincadeira logo acabava. Nosso mundo era cheio de mundos, um dentro do outro como aquela bonequinha russa. E tínhamos também outra chave mágica: os livros.”
Em: Aventuras e Desventuras de Benjamin James, Nancy de Souza, Campo Grande, MS, Editorial Eirele: 2019, p.103
Interior, na cozinha, 1883
Vilhelm Jacob Rosenstand (Dinamarca, 1838 – 1915)
óleo sobre tela, 59 x 41 cm
Ervilhas de cheiro , 1941
Paulo Gagarin (Rússia, 1885-1980)
óleo sobre tela, 48 x 65 cm
Vaso de flores, 1975
Sophia Tassinari (Brasil,1917-2005)
óleo sobre tela, 25 x 38 cm