Em casa: Fritz von Uhde

31 08 2025

À janela

Fritz von Uhde (Alemanha, 1848–1911)

óleo sobre tela, 81 x 66 cm 

Museu Städel, Frankfurt





Em casa: Louise Jopling

10 08 2025

Uma Cinderela moderna, 1875

Louise Jopling (Inglaterra, 1843–1933)

óleo sobre tela, 36 x 28 cm

Coleção Tate-Britain





Em casa: Albert Bréauté

24 11 2024

Tocadora de bandolim com vestido rosa

Albert Bréauté (França, 1853-1939)

óleo sobre tela,  46 x 38 cm





Em casa: Eva Gonzales

17 11 2024

À beira-mar, em Honfleur, 1881

Eva Gonzales (França, 1841-1883)

pastel sobre tela, 46 x 37 cm





Em casa: Rupert Bunny

10 11 2024

A sesta, 1907

Rupert Bunny (Austrália, 1867-1947)

óleo sobre placa, 51 x 73 cm





Em casa: Edward Hopper

3 11 2024

Manhã em Cape Cod, 1950

Edward Hopper (EUA,1882-1967)

óleo sobre tela, 87 x 102 cm

Smithsonian American Art Museum





Em casa: Frederick Childe Hassam

27 10 2024

Tarde de verão, 1886

Frederick Childe Hassam (EUA, 1859-1936)

óleo sobre tela, 31 x 52 cm

Florence Griswold Museum, EUA





Em casa: Gregory Frank Harris

13 10 2024

Arranjo de flores, 1985

Gregory Frank Harris (EUA, 1953)

óleo sobre tela, 51 x 41 cm





Em casa: Emmanuel Aziseh

19 11 2023

O que será do amanhã nº 3, 2023

Emmanuel Aziseh (Camarões-França, 1992)

acrílica sobre tela, 100 x 100 cm





Mãe, poesia de Abel Silva

20 12 2022

 

 

COLETE PUJOL (São Paulo, 1913 -1999) Dona do Lar. Óleo s tela. Ass. cie e datado de 1944. 46 x 38 cmDona do Lar, 1944

Colette Pujol (Brasil, 1913 -1999)

óleo s tela,  46 x 38 cm

 

Mãe

 

Abel Silva

 

E então começou a acontecer comigo

de encontrar a todo instante minha mãe.

Passo na fila da carne

lá está ela esperando a vez

chego comovido e irritado

vou tocar-lhe o ombro e dizer

bobagem, mãe!

pede a carne pelo telefone

mas logo percebo o engano me afasto

e a senhora desconhecida

ganha mais um metro na direção do balcão.

No táxi

vou gritar ao motorista que pare

minha mãe está na esquina sob o sol

não há dúvidas é ela

se protegendo da chuva sob a marquise

perplexa no arrastão ondeante de corpos esguios

perigosamente lenta na correnteza de meninos sem mãe

subitamente estrangeira

(minha mãe tão brasileira!)

sob códigos confusos

minha mãe nas mulheres entrevistadas pela TV

reclamando dos preços absurdos de tudo

nos bancos da rodoviária

na fila dos aposentados

minha mãe se multiplicando pelas ruas de minha cidade

onde carrego meu buquê de esperanças devastadas e sonhos implodidos

um mil séculos-luz longe do ninho

do ponto obscuro

uterino

de que hoje sou futuro.

 

Em: Mundo delirante: poesias, Abel Silva, Rio de Janeiro, Europa: 1990, p. 88