Flores
Sergio Migliaccio (Brasil, 1936-2015)
óleo sobre papel, 40 x 32 cm
Orquídea
João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óléo sobre tela, 55 x 35 cm
Flores
Sergio Migliaccio (Brasil, 1936-2015)
óleo sobre papel, 40 x 32 cm
Orquídea
João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óléo sobre tela, 55 x 35 cm
Flores, 2001
Antônio Hélio Cabral (Brasil, 1948)
óleo sobre tela, 90 x100 cm
Flores sobre a mesa
Alberto Nicolau (Brasil, 1961)
acrílica sobre tela
Peixes, 1961
Newton Rezende (Brasil, 1912-1994)
óleo sobre madeira, 30 x 35 cm
Natureza morta, 1960
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897- 1976)
óleo sobre tela, 48 x 64 cm
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Naturezas mortas com peixes, crustáceos, frutos do mar não são comuns na arte brasileira do século XX. Nem são comuns, tampouco, telas em que apareçam animais de caça tais como perdizes, coelhos, ou qualquer outro animal que possa fazer parte da próxima ceia. Esses já foram mais comuns no final do século XIX e início do século XX.
Pintores brasileiros que sistematicamente apresentam frutos do mar e peixes em suas naturezas mortas são poucos e parecem ser, de fato, aqueles que moram ou passaram algum tempo em cidades praianas.
Grande parte dos pintores franceses do século XIX, até mesmo os impressionistas conhecidos pela leveza de seus temas pintaram naturezas mortas com animais. E é claro nos séculos anteriores, principalmente no século XVII no norte da Europa o tema da comida, da caça, da pesca, das frutas e pães era orgulhosamente mostrado nas casas de famílias de posse. A abundância da comida nos dias de hoje, deve ser em parte responsável pelo declínio de temas como caça e pesca nas naturezas mortas. Pois até o século XIX, aqui no Brasil também víamos telas representando a possibilidade de uma bela refeição. Há além disso as sensibilidades aguçadas dos dias de hoje. Como poucos passam fome e certamente quem compra uma tela não passa fome, podem dar-se ao luxo de serem incapazes de imaginar um animal morto que será devorada em algumas horas depois de cozido, como um tema próprio para o embelezamento de uma sala de jantar. Tradição que vem, ao que se saiba no mundo ocidental, desde os afrescos romanos, e quem sabe na Grécia antiga. Os tempos mudam, os hábitos mudam. E vemos através da arte nossa evolução na Terra.
Natureza morta
Geraldo de Castro (Brasil, 1914-1992)
óleo sobre tela, 70 x 40 cm
Studio em Portugal
Giovani Gargano, (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
Vaso de flores, 2014
Yugo Mabe (Brasil, 1955)
[óleo sobre tela,100 x 150 cm
Explosão botânica
Roberto Magalhães (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Natureza morta com peras, 1958
Alice Brueggemann (Brasil, 1917-2001)
óleo sobre tela
Pinacoteca Aldo Locatelli
Peras
Sylvio Pinto (Brasil, 1918 – 1997)
óleo sobre madeira, 27 x 22 cm.
Flores para Guignard, 2023
Fernando Lucchesi (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela, 100 x 100 cm
Vaso de flor e Ouro Preto, década de 30
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1895-1962)
óleo sobre tela, 40 X 33 cm
Alberto da Veiga Guignard foi um dos nossos grandes pintores da primeira metade do século XX. Foi também professor e sua influência pode ser sentida até hoje quer naqueles que se dedicam às paisagens, quer naqueles que também se situam entre os retratistas. Guignard fez escola no Brasil e até hoje, sessenta anos depois de sua morte, vemos artistas contemporâneos admitirem sua admiração pelo seu trabalho.
Natureza morta, 1981
Joanita Cavalcanti (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Maçãs, s/d
Antonio Rocco (Itália-Brasil, 1880-1944)
óleo sobre madeira, 36 x 56 cm
A Natureza morta com frutas está entre os primeiros exercícios de pintura na vida do estudante. A complexidade aumenta à medida que diferente formas de frutas e legumes aparecem em cima de uma mesa para o aluno representar. Aos poucos professores introduzem novos objetos, de preferência alguns que possam captar reflexões de luz como a bacia de metal na obra de Antônio Rocco, que mesmo sem estar datada, ao que eu saiba, podemos colocá-la como produzida na primeira metade do século XX, já que o pintor faleceu em 1944, no Brasil, ainda antes do final da Segunda Guerra Mundial.
Ambos os quadros são bastante tradicionais na representação. Mas o de Joanita Cavalcanti está mais próximo do que ao final do século XX chamávamos de foto realismo. No entanto ela continua usando objetos de metal próximo às frutas, contrastando as imagens de reflexo da luz no metal e no verniz da mesa.
Quase todos os pintores figurativos se dedicam às vezes com bastante empenho às Naturezas Mortas. Estão entre os temas mais aceitos pelo publico. Aos poucos voltaremos a esses temas.
Menina e jarro de flores
Manoel Santiago )Brasil, 1897-1987)
óleo s tela, 62 X 47 cm
Menina com vaso de flores, 2021
Santa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Nem toda Natureza Morta precisa vir sozinha na tela. Aqui temos dois exemplos de Naturezas Mortas – vasos com flores – que dividem o espaço visual com o retrato de uma menina. Na tela de Manoel Santiago as flores têm maior relevância do que a menina. Vejam o tamanho e também o fato delas estarem em primeiro plano, ou seja, mais próximo de quem observa a tela.
Na segunda tela, da artista Santa, mais conhecida pelo trabalho em cerâmica, mesmo que o vaso de flores pareça estar na frente da menina, sentada atrás da mesa, as flores dividem com a menina a mesma distância de quem olha para a tela. Menina e flores estão no mesmo plano e são mais ou menos do mesmo tamanho.
Natureza morta com bico de papagaio, 1990
Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)
óleo sobre tela, 54 cm por 45 cm
Vaso com bicos de papagaio sobre a mesa, 1958
Domingos Gemelli (Brasil, 1915-1985)
óleo sobre tela, 55 X 80 cm
Aqui estão duas telas com representações da planta Bico de Papagaio associada à época do Natal. Essa associação é um costume importado principalmente dos Estados Unidos. A planta (e essas partes vermelhas não são uma flor, mas folhas modificadas com flores minúsculas aparecendo no centro destas modificações) é natural do México. A modificação das cores das folhas ocorre com um menor número de horas de exposição ao sol. Portanto quando o Bico de Papagaio é utilizado no planejamento de um jardim, o paisagista leva em conta que suas atraentes folhas vermelhas aparecerão no inverno. No hemisfério norte isso acontece na época do fim do ano, daí sua aparição como planta decorativa do Natal. Poucos artistas se dedicaram a representações do Bico de Papagaio, que eu conheça.