Vaso de flores, 2014
Yugo Mabe (Brasil, 1955)
[óleo sobre tela,100 x 150 cm
Explosão botânica
Roberto Magalhães (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Vaso de flores, 2014
Yugo Mabe (Brasil, 1955)
[óleo sobre tela,100 x 150 cm
Explosão botânica
Roberto Magalhães (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Natureza morta com peras, 1958
Alice Brueggemann (Brasil, 1917-2001)
óleo sobre tela
Pinacoteca Aldo Locatelli
Peras
Sylvio Pinto (Brasil, 1918 – 1997)
óleo sobre madeira, 27 x 22 cm.
Flores para Guignard, 2023
Fernando Lucchesi (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela, 100 x 100 cm
Vaso de flor e Ouro Preto, década de 30
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1895-1962)
óleo sobre tela, 40 X 33 cm
Alberto da Veiga Guignard foi um dos nossos grandes pintores da primeira metade do século XX. Foi também professor e sua influência pode ser sentida até hoje quer naqueles que se dedicam às paisagens, quer naqueles que também se situam entre os retratistas. Guignard fez escola no Brasil e até hoje, sessenta anos depois de sua morte, vemos artistas contemporâneos admitirem sua admiração pelo seu trabalho.
Natureza morta, 1981
Joanita Cavalcanti (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Maçãs, s/d
Antonio Rocco (Itália-Brasil, 1880-1944)
óleo sobre madeira, 36 x 56 cm
A Natureza morta com frutas está entre os primeiros exercícios de pintura na vida do estudante. A complexidade aumenta à medida que diferente formas de frutas e legumes aparecem em cima de uma mesa para o aluno representar. Aos poucos professores introduzem novos objetos, de preferência alguns que possam captar reflexões de luz como a bacia de metal na obra de Antônio Rocco, que mesmo sem estar datada, ao que eu saiba, podemos colocá-la como produzida na primeira metade do século XX, já que o pintor faleceu em 1944, no Brasil, ainda antes do final da Segunda Guerra Mundial.
Ambos os quadros são bastante tradicionais na representação. Mas o de Joanita Cavalcanti está mais próximo do que ao final do século XX chamávamos de foto realismo. No entanto ela continua usando objetos de metal próximo às frutas, contrastando as imagens de reflexo da luz no metal e no verniz da mesa.
Quase todos os pintores figurativos se dedicam às vezes com bastante empenho às Naturezas Mortas. Estão entre os temas mais aceitos pelo publico. Aos poucos voltaremos a esses temas.
Menina e jarro de flores
Manoel Santiago )Brasil, 1897-1987)
óleo s tela, 62 X 47 cm
Menina com vaso de flores, 2021
Santa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Nem toda Natureza Morta precisa vir sozinha na tela. Aqui temos dois exemplos de Naturezas Mortas – vasos com flores – que dividem o espaço visual com o retrato de uma menina. Na tela de Manoel Santiago as flores têm maior relevância do que a menina. Vejam o tamanho e também o fato delas estarem em primeiro plano, ou seja, mais próximo de quem observa a tela.
Na segunda tela, da artista Santa, mais conhecida pelo trabalho em cerâmica, mesmo que o vaso de flores pareça estar na frente da menina, sentada atrás da mesa, as flores dividem com a menina a mesma distância de quem olha para a tela. Menina e flores estão no mesmo plano e são mais ou menos do mesmo tamanho.
Natureza morta com bico de papagaio, 1990
Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)
óleo sobre tela, 54 cm por 45 cm
Vaso com bicos de papagaio sobre a mesa, 1958
Domingos Gemelli (Brasil, 1915-1985)
óleo sobre tela, 55 X 80 cm
Aqui estão duas telas com representações da planta Bico de Papagaio associada à época do Natal. Essa associação é um costume importado principalmente dos Estados Unidos. A planta (e essas partes vermelhas não são uma flor, mas folhas modificadas com flores minúsculas aparecendo no centro destas modificações) é natural do México. A modificação das cores das folhas ocorre com um menor número de horas de exposição ao sol. Portanto quando o Bico de Papagaio é utilizado no planejamento de um jardim, o paisagista leva em conta que suas atraentes folhas vermelhas aparecerão no inverno. No hemisfério norte isso acontece na época do fim do ano, daí sua aparição como planta decorativa do Natal. Poucos artistas se dedicaram a representações do Bico de Papagaio, que eu conheça.
Natureza morta
Estevão Silva (Brasil, 1845-1891)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Abóbora, 1956
Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905 – 1974)
óleo sobre tela, 54 x 73 cm
Está claro que escolhi o tema abóbora. Não é um tema muito comum entre os pintores figurativos brasileiros mais modernos. Acho curioso. Mas há moda na escolha das frutas, dos legumes e das flores. Talvez não deva dizer moda. mas há preferências em diferentes épocas pelas flores ou frutos representados. Há certas flores, por exemplo, que desaparecem das naturezas mortas ao longo do século XX. Um bom estudo provavelmente revelaria as razões. Poderiam não estar mais à venda nas feiras livres. Uma observação rápida, superficial, mostra que não vemos nos dias de hoje ervilhas-de-cheiro à venda nos mercados ao ar livre, assim como não vemos mais mimosas, com suas flores-bolinhas amarelas. Por volta dos anos 60 elas desaparecem. Teria a ver com a produção de flores para exportação? Quem passa os olhos rapidamente sobre as naturezas mortas não percebe como alguns desses detalhes revelam muito não só sobre a época ou a cultura que as produziu, como sobre o artista que a elas se dedicou. Aos poucos colocarei aqui algumas observações.
Natureza morta
Roberto Burle Marx (Brasil,1909 -1994)
óleo sobre tela 43 x 50 cm
Natureza morta,1969
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
aquarela sobre papel, 33 x 25 cm.
Ocasionalmente recebo um email com pedidos para descrições dos quadros que coloco aqui. Vou ver se consigo, de vez em quando, colocar uma notinha. Nem sempre tenho tempo. Essas coisas requerem muita atenção. Comecei a fazer pares das Naturezas Mortas, (duas obras por dia) tanto de flores quanto de legumes e frutos, porque tenho uma enorme quantidade de fotografias dessas obras e por mais que eu me dedicasse ao blog eu jamais conseguiria usar tudo que tenho.
Minhas escolhas são do momento. Como me sinto naquele dia, naquela hora. Mas quando coloco duas obras juntas como essas de hoje, tenho alguns parâmetros para a escolha.
O primeiro parâmetro é meu gosto. Sou fã incondicional desses dois pintores brasileiros: Aldo Bonadei e Roberto Burle Marx. Herdeiros diretos do cubismo sincrético, tiveram tempo, coragem e habilidade de usar a multi perspectiva do cubismo para desenvolverem um estilo próprio, único, reconhecível a dez quilômetros de distância. Às vezes a gente encontra uma obra do início de carreira que ainda não chegou ao que mais tarde associamos ao estilo de cada um, mas invariavelmente há algo que já os destaca do resto.
Por vezes escolho as telas pelos tons usados, pelos objetos retratados.
Minha ideia original neste blog foi dar mais abertura à arte brasileira; não sou contra a arte abstrata como muitos imaginam, não sou não. Mas há dezesseis anos quando comecei este blog, sempre postando arte brasileira, a intenção era de trazer ao conhecimento de quem aqui entrasse da tradição em que mesmo uma obra abstrata se apoia. Eu ia a galerias de arte e só encontrava arte abstrata. As obras figurativas eram pobres e repetitivas. Muita ênfase no naïf. Fiquei, verdadeiramente abismada, de saber, lá há vinte anos atrás, que a arte figurativa não era nem ensinada em algumas escolas de belas artes. Como assim?
Enfim, por causa de minhas preferências, e todos nós temos nossas preferências, tenho que ter muito cuidado em não repetir sempre os mesmos artistas. Hoje aqui ficam dois dos meu favoritos do século XX;
Janela do Hotel Minerva em Roma – Itália, 1964
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 46 x 27 cm
Flores, 2010
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Natureza morta na praia com rede, peixe, garrafa, conchas e viola, 1974
Martinho de Haro (Brasil,1907-1985)
óleo sobre madeira, 58 X 41 cm

Natureza morta, 1961
Yoshiya Takaoka (Japão-Brasil, 1909- 1978)
óleo sobre tela. 40 x 50 cm