Imagem de leitura — Aimé Barraud

18 03 2017

 

 

Aime Barraud, la famille de l'artiste,ost, 130.50 x 97.50 cm

A família da artista

Aimé Barraud (Suíça, 1902-1954)

óleo sobre tela, 130 x 97 cm





Imagem de leitura — Josep Duran

18 03 2017

 

 

 

josep-duran-espanha-1849-1928-revendo-um-album-1872-ost-74x-98-museu-nacional-dart-de-catalunya

Revendo um álbum, 1872

Josep Duran (Espanha, 1849-1928)

óleo sobre tela,  74 x 98 cm

Museu Nacional de Arte da Catalunha

Salvar





Imagem de leitura — Jean-Honoré Fragonard

15 03 2017

 

 

 

fragJovem lendo, 1775

Jean´-Honoré Fragonard (França, 1732-1806)

óleo sobre tela, 68 x 54 cm

Metropolitan Museum of Art, NY

Salvar





Minutos de sabedoria: Banana Yoshimoto

14 03 2017

 

 

 

het boek 2008

Hot book, 2008

Yvonne van Woggelum (Holanda, 1951)

acrílica sobre tela, 100 x 120 cm

 

 

 

“A felicidade consiste também em não perceber que na realidade todo mundo está só.”

Banana Yoshimoto

01-00064910000001 - MAHOKO YOSHIMOTO, SCRITTRICE GIAPPONESE IN ARTE "BANANA"

Banana Yoshimoto

Salvar





Imagem de leitura — Edward Dufner

13 03 2017

 

 

Edward Dufner (EUA, 1872-1957) Margaret à janela , ost, 40 x 30 cmMargaret à janela, 1915

Edward Dufner (EUA, 1872-1957)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm





Imagem de leitura — Edouard Gelhay

11 03 2017

 

 

 

Edouard Gelhay(França, 1856-1939)Elegantes na praia, ost, 23x44cm

Elegantes na praia

Edouard Gelhay (França, 1856-1939)

óleo sobre tela, 23 x 44cm





Imagem de leitura — Moise Kisling

10 03 2017

 

 

 

moise_kisling_1916_la_sieste_a_saint-tropez_kisling_avec_reneebA sesta em Saint Tropez, com Moise e Renée, 1916

Moise Kisling (Polônia, 1891-1953)

óleo sobre tela





São Luís do Maranhão, poesia de Martins D’Alvarez

9 03 2017

 

 

 

Fernando Castelo Branco, Memórias de São Luís do Maranhão

Memórias de São Luís do Maranhão, s/d

Fernando Castelo Branco (Brasil, contemporâneo)

http://casteloartes.blogspot.com.br/

 

 

 

São Luís do Maranhão

 

Martins D’Alvarez

 

 

“Minha terra tem palmeira

onde canta o sabiá…

isso é lirismo do poeta,

a gente pensa de cá!

Mas, ao penetrar-se, em barcos,

na baía de São Marcos,

vemos que há mesmo palmeiras

e muitas palmeiras lá.

 

E, emoldurando as palmeiras,

há jardins verdes, floridos,

ruas que sobem ladeiras,

azulejos e vitrais…

Poesia dos tempos idos:

— chafarizes esquecidos,

romances adormecidos

em solares coloniais.

 

E na fronde das palmeiras,

há mesmo alados cantores

— enlevo dos sonhadores,

— ternura dos namorados…

Dos platônicos mancebos

que se ficam nas calçadas

a acenar para as donzelas

nas janelas dos sobrados.

 

“Minha terra tem primores

que tais não encontrou eu cá…

“Velhos fortins dos franceses,

igrejinhas seculares:

Carmo, Remédios, a Sé

— mãe das primeiras Missões!…

Se cujo púlpito, Vieira,

plantou a fé brasileira,

com a augusta sementeira

de seus famosos sermões.

 

Tem recantos encantados,

de um bucolismo sem-par:

— Sacavém, Ponta da Areia,

São João de Ribamar…

O velho Farol de Alcântara,

o Bumba-meu-boi de Anil…

E outras relíquias da História

pitoresca do Brasil.

 

Tem aquela preta velha

da Rua dos Afogados

que foi preada na Angola,

deu bom preço nos mercados…

Foi tudo para os Senhores…

Amargou de mão em mão…

E traz na pele, gravado,

o drama da escravidão.

 

Tem o português dos “secos”

e o português dos “molhados”…

Tem o turco dos “retalhos”

ë o turco dos “atacados”…

Tem a “pipira morena”,

lá da Rua do Alecrim,

que aos domingos, toda chique,

vai fazer seu piquenique

e à noite, em Campos de Ourique,

quem paga tudo é o Joaquim!

 

“Nosso céu tem mais estrelas”

“na noite calma e deserta…

— Infinita porta aberta

para um mundo de poesias!

“nossas várzeas têm mais flores”,

além das rosas-meninas

que florescem nas esquinas

da Praça Gonçalves Dias!

 

“Nossos bosques têm mais vida”

na magia feiticeira

dessa Atenas Brasileira

de artistas e pensadores.

Graças à luz expendida

por esta estirpe luzida,

“nossos bosques têm mais vida,

nossa vida mais amores”.

 

“Em cismar sozinho à noite

mais prazer encontro eu lá”,

pela Praça João Lisboa,

recitando o “Marabá”…

Ao longo da Praia Grande…

No botequim da Sinhá,

tirando o gosto da pinga

com refresco de cajá…

Ouvindo, ao luar de prata,

acordes de serenata,

com trovador e com flauta

com violão e ganzá.

 

“Não permita Deus que eu morra

sem que eu volte para lá…

“Sem que carregue, contrito,

o andor de São Benedito,

na bênção que ao povo aflito,

em procissão, ele dá…

Sem que inda prove pequi,

cupuaçu, bacuri,

cambica de murici

e um bom arroz de cuchá!…

 

Quero morrer, na verdade,

na minha velha cidade,

namorando a antiguidade,

numa rede de algodão…

Dando um adeus ao passado,

um viva a Pedro II

na melhor terra do mundo:

— São Luís do Maranhão!

Salvar

Salvar





Imagem de leitura — William Oliver

6 03 2017

 

 

 

William Oliver A Moment's Reflection - on canvas

Um momento de reflexão, 1880

William Oliver (GB, 1823-1901)

óleo sobre tela, 60 x 45 cm





A intrigante primeira frase…

6 03 2017

 

 

VICENTE ROMERO (Espanha, 1956) Leitura - Pastel - 60 x 81.Leitura

Vicente Romero (Espanha, 1956)

Pastel,  69 x 80 cm

 

 

“Meu irmão é adotado, mas não posso nem quero dizer que meu irmão é adotado.”

 

 

Julián Fuks em A resistência, São Paulo, Companhia das Letras:2015, página 9, primeiro capítulo, primeira página.