Laurie e Theresa, filhas do pintor
Miguel Mackinlay (Espanha, 1895 – 1958)
óleo sobre tela, 61 x 51 cm
Laurie e Theresa, filhas do pintor
Miguel Mackinlay (Espanha, 1895 – 1958)
óleo sobre tela, 61 x 51 cm
Betty à mesa
[esposa do artista]
Noel Rockmore (EUA, 1918-1995)
óleo sobre tela
Jovem mulher lendo no ateliê, 1901
David Oyens (Holanda, 1842-1902)
óleo sobre tela, 80 x 75 cm
Padre Antônio Vieira
Eve, 2012
Patricia Schappler (EUA, contemporânea)
carvão, grafite e colagem, 156 x 118 cm
“O senhor disse, faz tempo, que se todas as épocas têm sua questão filosófica central, na nossa época essa questão será o renascimento da religião como política. E assim o senhor começou a relacionar o Islã radical e sua sexualidade bizarra com o ódio ao corpo, o corpo queimado na automorte sacrificial. Esse é um gesto da mais profunda submissão. Sabemos que o Ocidente tentou, nos anos 1960, remover o pai, autoritário ou não. Foi assim que acabamos, como o senhor apontou muitas vezes e com grande proveito, com uma cultura de mães solteiras. […]
‘O pai — como sempre fazem os pais — voltou ou na forma de gângster, como em O poderoso chefão e no seu predileto Os Sopranos, ou na forma de autoridade religiosa. Existe também a tentativa do pai de excluir, quando não pisotear, a sexualidade. Pelo menos nos outros. […]
Em: A última palavra, Hanif Kureishi, tradução de Rubens Figueiredo, São Paulo, Cia das Letras:2016, p. 211
Hilary lendo com Cyrus
Arne Westerman (EUA, contemporâneo)
acrílica sobre tela
“Especialmente quando se é jovem, deve-se ler o maior número possível de livros. Os excelentes, os não tão excelentes e até aqueles insignificantes, que não têm (nenhum) problema. O importante é ler tudo o que estiver ao alcance. Fazer passar pelo corpo o máximo de narrativas possíveis. Encontrar textos maravilhosos e outros de menor qualidade. Passar por essas experiências é o mais importante. Corresponde a criar a bagagem indispensável para um romancista. Recomendo focar nessa etapa enquanto ainda se tem uma visão boa e tempo de sobra. Escrever também deve ser importante, mas tenho a impressão de que deve ser deixado para mais tarde, que não vai haver nenhum problema.
Em seguida — provavelmente antes de começar a escrever de fato — acho que é importante adquirir o hábito de observar detalhadamente os acontecimentos e fenômenos à sua frente. Olhar com cuidado e atenção as pessoas, enfim, tudo à volta. E refletir sobre tudo. Falei “refletir”, mas não há necessidade de julgar as coisas, avaliar se estão corretas ou não. As conclusões devem ser deixadas pendentes, e adiadas pelo maior tempo possível. O importante não é chegar a uma conclusão, mas manter na mente a imagem nítida das coisas do jeito que são, da forma mais próxima possível da realidade, para que sirvam de material.”
Em: Romancista como vocação, Haruki Murakami, tradução: Eunice Suenaga, Alfaguara: 2017, p.64.
Mimi na cadeira de bordo, 1927
Frank Frigyes (Hungria, 1890–1976)
óleo sobre tela
Olga, 2006
Marzena Naliwajko (Polonia, 1964)
óleo sobre tela, 160 x 110 cm
Lendo:
Se o grão não morre
André Gide, tradução: Hamilcar de Garcia
Nova Fronteira: 1982, 282 páginas
SINOPSE
Autobiografia interpretada em que o autor mostra que o ser humano deve conhecer a sensualidade e o pecado, viver até o fim a agonia e a morte de Deus. Obra classificada por alguns críticos como romance de formação.
Senhora com casaco vermelho, c. 1922
Mary Bradish Titcomb (EUA, 1858-1927).
óleo sobre tela
Landis Collection
Dolores Otaño, 1891
Dario de Regoyos y Valdés (Espanha, 1857 — 1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museo del Prado, Madrid