Yuri Krotov (Rússia, 1964)
óleo sobre tela, 90 x 100 cm
Alice no País das Maravilhas, 1923
Helen M. Turner (EUA, 1858-1958)
óleo sobre tela
Hermitage Museum and Gardens, Norfolk, Va, EUA
Allan R. Banks (EUA, 1948)
óleo sobre tela 26 x 24 cm
Coleção Particular
Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Além disso o contato com os livros pode mudar o futuro .
Nos Estados Unidos a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) aconselha que uma criança de 0 a 5 anos, ouça historinhas enquanto folheia o livro que está sendo lido, todos os dias, desde que nasceu. Eles fizeram um estudo e constataram que ao longo da vida, para cada ano que você lê para seus filhos, eles estarão se preparando para ganhar o equivalente a mais 50 mil dólares, durante a vida, do que aqueles que não ouviram histórias nem passaram as páginas de um livro antes dos 5 anos de idade.
Pense esta é uma herança, um presente de vida, para sua filha ou seu filho.
Conselho dessa instituição: LEIA 20 minutos por dia, para suas crianças até a idade de cinco anos.
Nathan Walsh (GB, 1972)
óleo sobre tela, 60 x 103 cm
Coleção Particular
“Minha natureza é essencialmente urbana e, embora Los Angeles seja indubitavelmente uma cidade, de algum modo seus costumes não são. Talvez seja o clima que confira um eterno ar suburbano e provinciano: as cidades precisam de extremos de climas, de forma que você almeje fugir delas. Acho que eu poderia morar em Chicago — gosto quando viajo para lá. Além disso, tem de haver algo brutal e descuidado sobre a verdadeira cidade — o habitante precisa se sentir vulnerável — e não se encontra isso em Los Angeles, ou pelo menos, não vi nada disso no curto espaço de tempo que passei no lugar. Sinto-me muito à vontade aqui, muito aninhado. Essas não são experiências da verdadeira cidade: sua natureza entra por baixo da porta e pelas janelas — não dá para se ver livre. E o sujeito genuinamente urbano é sempre curioso — curioso sobre a vida nas ruas. Isso definitivamente não se aplica ao caso de Los Angeles: o cara mora em Bel Air e não se pergunta o que está acontecendo em Pacific Palisades — ou se ele está perdendo alguma coisa.”
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 373
Mulher sentada no jardim, 1926
Rudolf Tewes (Alemanha, 1878-1964)
óleo sobre placa de madeira, 49 x 64 cm
Ângelo Morbelli (Itália, 1853-1919)
óleo sobre tela
Francisco Tribuzi
Eu faço versos como quem
conserta sapatos
não como quem comanda uma empresa.
São tão simples os meus atos
como simples é a natureza.
Eu faço versos com pureza
não vou além da surpresa
que me inspiram os relatos
mas vou além do que sinto
eu faço versos não minto
e fazer versos é amar.
(Tempoema/inédito,s.d.)
Em: A Poesia Maranhense no Século XX, organização e ed. Assis Brasil, Rio de Janeiro, Sioge/Imago: 1994, p. 319.
Galienni (França)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
Fred Coelho
Anthony Stewart (EUA, contemporâneo)
“Era como no tempo em que estudava holandês, com a diferença de que o maldito Kapellekensbaan lhe tomara três semanas para ler e Giant Steps apenas trinta e sete minutos e três segundos para ser escutado. Os livros haviam dominado a primeira metade da década de 90 em sua vida, lia como um maníaco, até tarde da noite, em pontos de ônibus e salas de espera, nas noites de insônia: passando de um título ao seguinte, dissecando as obras, cinco anos para reparar o humilhante fiasco em Utrecht…”
Em: Bonita Avenue, Peter Buwalda, Rio de Janeiro, Objetiva [Alfaguara], 2016, tradução Cássio de Arantes Leite, p. 27
NOTAS:
Kapellekensbaan [A estrada da capela] é um livro de Louis Paul Boon, publicado em 1953, que foi um acontecimento literário de peso, por causa de suas diversas linhas narrativas. Um clássico da literatura holandesa.
Giant Steps é um álbum de jazz de 1960, de John Coltrane e Kenny Barrel.