Cuidado, quebra!

20 04 2025

Vaso A Palla, c. 1560

Veneziano

Oficina do Meste Domenico da Venezia

31,5 cm de altura

 

 

Decorado com a pintura de um jovem de capacete com plumas, no reverso uma jovem em perfil em três quartos para o lado direito com vestido azul de gola alta.  Ambos rodeados por cartuchos trançados em verde e amarelos sobre fundo azul com volutas de flores e folhagem entre aros. Há desgaste no rosto e pescoço da jovem.

 

 

 





Cuidado, quebra!

31 03 2025

Medalhão de majólica [faiança] italiana, c. 1500

Provavelmente Pesaro ou Deruta

26,6 cm diâmetro

 

 

Medalhão circular com borda decorada no padrão escamas de peixe, quadrados vermelho e verde e desenhos florais alternando com padrão treliça com fundo cor de pêssego.  No centro um unicórnio laranja, sobre fundo verde com árvores azuis e nuvens cor de laranja,

 

 





Corujas e Picasso

13 03 2025

Coruja vermelha sobre fundo negro, 1957

Pablo Picasso (Espanha 1881-1973)

Cumbuca de terracota parcialmente cinzelada, vitrificada

número 3/150

[Christie’s]

 

 

Em 12 de maio de 2020 coloquei aqui neste blog uma pequena postagem sobre Picasso e a coruja de Antibes.  Corujas foram um tema contínuo na obra do artista espanhol desde os anos 40 até o anos 60 do século passado.  Ontem vi que mais uma coruja de Picasso entrava no mercado com venda em leilão, resolvi portanto postar algumas das corujas de Picasso que venho colecionando.  Não, ainda não esgotei minha coleção de fotos desse tema na obra dele.  Espero que gostem.

 

 

Coruja em uma cadeira com ouriços do mar, 1946

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

A grande coruja da neve, autorretrato, 1957

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

 

 

Coruja, Natal, 1949

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

desenho

Coruja

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

Cerâmica

 

Coruja, 1957

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

medalhão em faiança, série de 100

pintado em frente e verso





Cuidado, quebra!

25 07 2024

Medalhão de faiança, 1500-1530

Cognominada: Bella Donna  (Mulher bela)

Faiança vitrificada, manufatura Deruta, Italiana

24 cm de diâmetro.

Museu do Louvre.

 

Foto: Jean-Pol GRANDMONT





Cuidado, quebra!

9 02 2018

 

 

 

louvre-bassin-devise-ardet-aeternumBacia, c. 1579

Ateliê Patanazzi

Faiança,  45 x 47 cm

[Parte do serviço de jantar de Alfonso II d’Este, Duque de Ferrara (1533-1597)]

LOUVRE

 

 

Peças de jantar com narrativa [istoriato] como esta eram feitas para grandes serviços, em Urbino. Em geral decoradas em toda superfície como nesta bacia com três lóbulos que fez parte do serviço de jantar comemorando o casamento de Alfonso II d’Este com Margherita de Gonzaga em 1579.  Foi atribuído  ao ateliê Patanazzi.  Nele encontra-se duas marcas do Duque de Ferrara: a pedra em chamas e a legenda “Ardet Aeternum” que representam a família dos duques de Ferrara.

 

 

a532604243ca0e8480a3f3ed11779a15Reverso, parte de baixo da bacia.

 

outo5a8adfe10468e327ac7fb8048048618b detalheDetalhe no topo a pedra em chamas e a legenda dos duques de Ferrara.

 

 





Cuidado, quebra! Prato com brasão de Florença!

20 07 2017

 

 

louvre-bassin

Prato fundo com o brasão da cidade de Florença, início do século XV

Faiança. 64 cm de diâmetro e 8 cm de altura

Louvre

 

 

Este prato é uma das relíquias de cerâmica mais impressionantes do início do século XV (1400-1425) em Florença.  O desenho de um leão num campo de lírios e segurando uma bandeira com o lírio florentino, símbolo da cidade. O prato mostra influência espanhola e do oriente, mas também anuncia a nova faiança italiana.  Como o catálogo do Museu do Louvre explica, esse prato deve ser visto no contexto de desenvolvimento de um novo estilo, original.

 





Cuidado, quebra! Azulejo sírio de 1420-1450

10 11 2016

 

 

2006bg0356_jpg_lAzulejo hexagonal, 1420-1450

Policromia em cerâmica vidrada hexagonal

18 cm de largura

Damasco, Síria

Victoria & Albert Museum, Londres

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Cuidado, quebra! Tinteiro de cerâmica, século XVI

5 10 2015

WOA_IMAGE_1Tinteiro, 1560-70

Faiança policromada

Itália, escola de Pesaro, 35 x 22 x 23 cm

Hermitage, São Petersburgo


Ladyce West é historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em  novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.

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Cuidado, quebra! Tinteiro em faiança do século XV!

25 07 2015

 

 

Faenza Maiolica Inkwell, late 15th centuryMonumental tinteiro em faiança policromada,  final do século XV (1475-1500)

29 cm de largura

À venda na Sotheby’s, leilão em 2013.

 

Tem formato de quatro lóbulos redondos que suportam as Quatro Virtudes Cardeais: Prudência, Coragem, Justiça e Temperança com quatro receptáculos, em base cruciforme.

Este tinteiro é um dos mais importantes exemplares em existência do trabalho da geração de escultores em faiança, que antecedem o conhecido artista Giovanni di Nicola Manzoni del Colle, de quem temos datas precisas para sua produção: entre 1507 e 1516. Pertence à mesma época das esculturas em terracota encontradas na região de Emília, ao norte da Itália, produzidas nas últimas décadas do século XV. As figuras alegóricas das Virtudes lembram, por causa da qualidade escultural, as de Compianto, datadas de 1487, hoje no Museu Metropolitan de Nova York.





Cuidado, quebra! Vaso espanhol em faiança.

14 01 2015

 

 

e997928185d0b7a915f228c10abe46dfVasilha apotecária, [albarello] 1375-1400
Valencia, Espanha
Cerâmica com decoração de banho de cobre, chamada lustro
Victoria & Albert Museum, Londres

 

A técnica do lustro para decoração foi iniciada no Iraque no século IX. Ceramistas usavam o lustro para fazer suas cerâmicas brilharem.

Primeiro a peça de cerâmica era feita normalmente (tanto vasilhas quanto azulejos) quando haviam esfriado, o desenho era então pintado por cima com um composto metálico. Depois então a peça voltava ao forno, dessa vez com restrição de oxigênio. Dessa maneira o composto metálico se separava deixando uma camada de cobre ou prata na superfícies da peça, que depois de polida essa camada então refletia a luz.

Essa técnica foi introduzida na Espanha vinda do Egito por volta do século XII. No século seguinte (XIII) a cidade de Málaga, dominada pelos muçulmanos, tornou-se um grande centro de produção dessa cerâmica. No século XIV, no entanto, depois da tomada da cidade pelos cristãos, Valência tomou o lugar de importância anteriormente liderado por Málaga. Os ceramistas continuaram, no entanto, a usar decorações tipicamente islâmicas, em bordas com desenhos abstratos ou que se assemelhassem à caligrafia árabe como nesse vaso.

 

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