“Dois corações batendo como um”, ilustração de Charles Mark Relyea (1863 – 1932).
Vai a lua em serenata
pela noite andando ao léu,
triste boêmia, de prata,
pelas esquinas do céu.
(Durval Mendonça)
Vai a lua em serenata
pela noite andando ao léu,
triste boêmia, de prata,
pelas esquinas do céu.
(Durval Mendonça)
Quando a noite vem descendo
e o mundo parece em calma,
existe um mundo fervendo
na inquietação de minha alma.
(Durval Mendonça)
Exausta de solidões
de um céu escuro e vazio,
a lua busca emoções
no leito alegre do rio.
(Durval Mendonça)
A garoa é ouro fino
das arcas celestiais
que desce em fluido divino
na terra dos cafezais …
(Durval Mendonça)
Ao beijar a tua mão,
que o destino não me deu,
tenho a estranha sensação
de estar roubando o que é meu.
(Durval Mendonça)
Papai Noel – o segredo
mais risonho da Esperança;
o mais bonito brinquedo
no sonho azul da criança.
(Durval Mendonça)
Ao beijar a tua mão,
que o destino não me deu,
tenho a estranha sensação
de estar roubando o que é meu…
(Durval Mendonça)
Passam crianças depressa,
levando livros nos braços…
É o futuro que começa
a dar os primeiros, passos.
(Durval Mendonça)
Noite escura!… De repente,
dois faróis surgem na estrada…
E a escuridão sai da frente
como quem foge, assustada.
(Durval Mendonça)
Xilogravura japonesa policromada, Ukiyo-e.
Vai o rio em cantochão…
Suas águas se lamentam.
-Parecem pedir perdão
às pedras que as atormentam.
(Durval Mendonça)









