Curiosidade literária

5 09 2022

Tesouro

Sarah Mac (Austrália, contemporânea)

aquarela, lápis e nanquim sobre papel, 30 x 25cm

 

 

O vigésimo sexto  presidente dos Estados Unidos, Theodore  Roosevelt (1858 -1919) era leitor assíduo, conhecido por ler pelo menos  um livro por dia e às vezes dois ou três se tivesse uma noite livre.  A maior influência literária que teve foi do escritor e almirante Alfred Thayer Mahan.  Tudo indica que o livro The Influence of Sea Power Upon History  [A influência do poder naval sobre a história] foi  de importância para a política imperialista de seu governo.  Roosevelt também gostava de ler sobre a natureza, obras de autores como Audubon e Spencer Fullerton Baird, influenciaram  o presidente a ter como prioridade a proteção dos grandes espaços de beleza natural no país, quando durante seu governo (1901-1909) aumentou o número parques nacionais de proteção à natureza.  Os primeiros parques foram Yellowstone National Park, criado em 1892, seguido de Sequoia National Park, 1890, Yosemite National Park, 1890, Mount Renier National Park, 1899. Roosevelt adicionou: Crater Lake no Oregon; Wind Cave em  South Dakota; Sullys Hill, North Dakota; Mesa Verde, Colorado; e Platt, Oklahoma, hoje parte  Chickasaw National Recreation Area.

 





Leituras de 2022: “Vozes de Batalha” de Marina Colasanti, resenha

4 09 2022

Sem título

Emmanuel Garant (Canadá, 1953)

óleo

 

Durante minha infância e adolescência passei centenas de vezes em frente à propriedade que hoje chamamos de Parque Lage aqui no Rio de Janeiro, na ida e volta das escolas que frequentei. Naquela época era uma casa abandonada, circundada por um gigantesco terreno, coberto por mata tropical de tal forma densa, que não se conseguia ver a mansão que lá se escondia.  A propriedade, diziam na época, estava presa em litígio que não se resolvia por anos. Uma das razões desse terreno ser inesquecível, para quem passava pela rua Jardim Botânico naquela época, era que a mata era tão densa, tão densa, que a temperatura ambiente baixava significantemente à sua frente. Numa cidade calorenta como o Rio de Janeiro, a mudança de temperatura, em segundos, porque passamos em frente à uma residência com mata fechada que abaixa a temperatura ambiente é algo notório.  Mais tarde, a propriedade passou para o governo local por falta de pagamento de diversas dívidas da família e transformou-se  no que hoje conhecemos como  Parque Lage, local de acolhimento de diversas atividades inclusive uma escola de artes plásticas.

Essa mansão, que já fora uma das mais conhecidas da cidade, hoje ponto alternativo de turismo, leva o nome de seu antigo proprietário, Henrique Lage, um dos grandes empreendedores e uma das grandes fortunas do país no período entre guerras.  A mansão dos Lage é foco central da escritora Marina Colasanti, que passou a infância usufruindo das delícias deste palacete, descendente que foi de Gabriela Besanzoni Lage, sua tia, casada com Henrique Lage em 1925. Vozes de Batalha, da autora, publicado este ano pela Tusquets, atraiu a atenção de dois grupos de leitura a que pertenço.  Interessante notar que as avaliações dessas leituras foram bastante divergentes. 

 

Vozes de batalha

 

Trata-se das memórias de infância de Marina Colasanti, das aventuras dela e de seu irmão Arduíno, que exploraram o quanto quiseram a propriedade.  Filhos de Lisetta e Manfredo, chegam ao Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, imigrantes, sem grandes perspectivas financeiras, que se estabelecem em 1948 na casa de Gabriela Besanzoni.  São os parentes pobres, da famosa cantora de ópera que havia arrebatado o coração de um dos maiores “partidos” para casamento do Rio de Janeiro no início do século XX.

Vemos a casa e a época através dos olhos dessa menina, hoje escritora.  Estas são memórias afetivas. Elas aparecem com muitos lapsos, e bastante ingenuidade quanto à realidade política e financeira dos tios.  Foi exatamente este ponto que fomentou a divergência de opinião sobre o livro entre os dois grupos de leitura. Um deles julgou ser uma excelente e divertida leitura [Encontros na Praça], outro grupo [Papalivros] esperava maior inserção da época, quer política, quer social, já que tão poucos de nossos escritores parecem se ater ao período.  Esperavam substância histórica mais densa, digamos assim, do Rio de Janeiro nos anos de brilho vividos pelo casal Lage. É importante lembrar que a cidade era a capital do país e, por isso, quase impossível separar os encontros políticos dos sociais.  Ainda que haja menções ao governo de Vargas, em diversas ocasiões, falta  ênfase na importância financeira da família e na interação das finanças com a política, claramente insinuada .  Essa foi a principal razão dos senões apontados pelos leitores, ainda que todos tenham entendido este não ser o principal objetivo de Colasanti.

 

Marina Colasanti - Biografia - Grupo Editorial GlobalMarina Colasanti

 

Com a conhecida prosa fluida de Marina Colasanti estas memórias de criança são encantadoras. Além disso o livro abre o apetite para sabermos mais sobre os Lage, sobre a época entre guerras no Rio de Janeiro. É leitura boa e leve, ideal para um fim de semana prolongado.  Sou, no entanto, uma daquelas que apreciaria maior inserção histórica na obra.  Mas não me arrependo dos  momentos que passei acompanhada pelo livro.  Três estrelas, tendo cinco como máximo.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Eu, pintor: Jonas Wood

31 08 2022

Autorretrato, 2006

Jonas Wood (EUA, 1977)

técnica mista





Em casa: Manuel Teixeira da Rocha

21 08 2022

Sem título, 1900

Manuel Teixeira da Rocha (Brasil, 1863-1941)

óleo sobre tela, 75 x 49 cm





Flores para um sábado perfeito!

20 08 2022

Vaso com flores, 1966

Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre cartão, 63 x 50 cm





Flores para um sábado perfeito!

6 08 2022

Vaso de flores, 1989

Jenner Augusto (Brasil, 1924-2003)

serigrafia, 51 x 42 cm, tiragem 150 [16]





Rio de Janeiro, RJ, Brasil

5 08 2022


Carnaval na praia, 2005

Camilo Eduardo Tavares (Brasil, 1932)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm





Domingo, um passeio no campo!

31 07 2022

Paisagem com Araucárias

Mário  Zanini (Brasil,1907-1971)

óleo sobre madeira, 49 x 66 cm

 





Meus favoritos: William Ranken

29 07 2022

Retrato de homem com cesto de margaridas,1930

William Bruce Ellis Ranken (Inglaterra, 1881-1941)

aquarela sobre papel

 





Meus favoritos: William Holman Hunt

24 07 2022

A menina toscana trançando a palha, 1869

William Holman Hunt (Inglaterra, 1827-1910)

óleo sobre tela, 53 x 43 cm