Flores para um sábado perfeito!

14 01 2023

Vaso com flores

Stella Bianco (Brasil, 1944)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm

 

 

Flores

Carlos Oswald (Brasil, 1882-1971)

óleo sobre tela, 78 x 100 cm





Imagem de leitura: Gallo Manuela

12 01 2023

Sala de espera da biblioteca, 2022

Gallo Manuela (Itália, contemporânea)

acrílica sobre tela, 80 x 80 cm





Flores para um sábado perfeito!

30 12 2022

Vaso com flor (Bico de papagaio) 1985

Alice Brill (Alemanha-Brasil, 1920 – 2013)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm

NOTA:  O bico-de-papagaio, ou poinsétia, ligado no hemisfério norte às festas de fim de ano, natural do México, tem flores muito pequenas, que ficam no centro das folhas modificadas.  As partes vermelhas são folhas modificadas que rodeiam as pequeníssimas flores no centro.  Aqui no Brasil as folhas modificadas, vermelhas, aparecem no inverno, ou seja de junho a agosto.





Minutos de sabedoria: Annie Dillard

26 12 2022

Um momento de descanso, 2016

Aimère (França, 1962)

técnica mista, acrílica, colagem sobre tela,  80 x 80cm

“A vida das sensações é a vida da ganância; requer mais e mais. A vida do espírito requer menos e menos.”

Annie Dillard

Annie Dillard (EUA, 1945)




Curiosidade literária

31 10 2022

Leitora

Georg Tappert (Alemanha, 1880-1957)

pastel, 65 x 49 cm

 

O escritor inglês, Daniel Defoe (1660-1731), autor de Robinson Crusoé, teve muitas atividades de trabalho antes de ficar conhecido como panfletista e escritor.  Uma das coisas mais estranhas que fez foi tentar vender perfumes feitos das secreções anais de gatos.

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Em tempo: muitos perfumes famosos têm como ingrediente a secreção anal de animais chamados gatos civetas, (que tecnicamente não são gatos) encontrados na Indonésia e na África. Hoje, por razões éticas essas essências são produzidas sinteticamente.  Entre os perfumes conhecidos que têm este componente estão: Yves Saint Lorain, Kouros; Calvin Klein, Obsession; Guerlain, Coque D’Or e também o Djedi; Jean Patou, Eau de Joy e Adieu Sagesse; Schiaparelli, Shocking; Jean Patou, Patou pour l’Homme; Emanuel Ungaro, Ungaro pour l’Homme II; Revlon, Intimate; Avon, Topaze, Charisma, Tribute e Trazarra; Chanel, Chanel Nº5- Eau de Cologne e Coco Chanel; Lancôme, todas as variedades do Climat Parfum; Cartier, Panthere; Emilio Pucci, Eau de Zadig; entre dezenas e mais dezenas de perfumes usados nos dias de hoje.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

26 10 2022

Porcelana, flores e pêssegos, 1937

Louise Visconti (França, 1882-Brasil, 1954)

aquarela sobre papel, 32 x 47 cm





Curiosidade literária

17 10 2022

Folheando um livro, 1977

Benjamín Palencia, (Espanha, 1894-1980)

óleo sobre tela

 

O escritor José de Alencar, conhecido na família por Cazuza, teve sete irmãos. Era o primogênito.  Seus pais, responsáveis pela fértil família, tiveram  um romance proibido. O pai, José Martiniano de Alencar, padre, havia mantido uma relação ilícita com sua prima-irmã, Ana Josefina de Alencar. Deixando a batina, eventualmente torna-se senador do Segundo  Império e mais tarde governador do estado do Ceará.

 





Um ano de muitas perdas…

21 09 2022

Senhora escrevendo carta, 1680

Frans van Mieris, o velho (Holanda,1635-1681)

Rijksmuseum

Ano difícil este.  2022 tem trazido perdas muito significativas para mim.  Hoje meu coração enlutece de novo.  Sônia Carneiro Leão, amiga desde sempre, foi-se.  Abre-se um grande vazio em minha vida.  Era dessas amigas com quem falamos todos os dias.  Emoções expostas, alegrias, dúvidas, segredos, sonhos e tristezas trocados.

Conheci Sonia na faculdade.  Ela procurava seu segundo diploma, já era advogada formada.  Voltava aos bancos universitários  à procura de maior relevância no dia a dia.  Direito não a satisfazia.  Estudamos história da arte, juntas.  Eu, saí logo depois do segundo ano, quando fui  morar nos Estados Unidos.  Mas continuamos amigas.  Quando os corações se encontram, a gente retém a amizade, não importa a distância. Enquanto eu continuei como historiadora da arte, Sonia, foi atraída à psicanálise.  Seu grande mentor foi nosso professor Magno Machado Dias, de quem Sonia foi assistente, por um tempo, há muito tempo.  E, bem encaminhada, uma intelectual de primeira grandeza, Sonia teve uma vida de conquistas na carreira, grande prática no Rio de Janeiro, aos poucos se especializando em psicanálise de adolescentes e sendo bastante conhecida no campo.  Estudou na Sorbonne, traduziu incontáveis textos do francês para o português e sabia um bocado de inglês, de quando morou nos Estados Unidos, acompanhando sua irmã.  Quando voltei para o Brasil, retomamos nossos encontros semanais. Alguns anos depois, foi morar em Pernambuco, para que o marido, pernambucano, com doença terminal, lá pudesse ter o repouso final.  Mas, Sonia era carioca, crescida em Copacabana na rua Hilário  de Gouveia. Apesar de amar o Recife e sua casa na praia da Boa Viagem, voltou para o Rio de Janeiro porque era aqui que seu coração se sentia confortável. Debateu muito o retorno ao Recife, mas acabou ficando aqui.

 
Sonia Carneiro Leão em 2019

Sempre fomos muito diferentes, as duas. Mais opostas era difícil de achar. Tínhamos opiniões divergentes acirradas, daquelas que de vez em quando passa uma semana sem se falar, porque não entende a outra.  Era mútuo o respeito, no entanto, e voltávamos a nos encontrar logo, sem qualquer limitação.  Nesses últimos anos no Rio de Janeiro, Sonia tornou-se uma companheira constante. Era com ela que fui dezenas e dezenas de vezes às reuniões da Academia Brasileira de Letras, da Academia Carioca de Letras.  Sim, ainda não mencionei que ao longo dos anos Sonia se tornou escritora, (além dos livros de psicanálise).   Poeta e escritora.  Reconhecida.  Livros de poesia, livros para crianças, livros de memórias.  Preparava no momento, livro sobre Santa Terezinha das Rosas.  Foi com ela que Harry e eu íamos com frequência aos concertos da Sala Cecília Meireles, no Municipal, aos sábados à tarde nos saraus de Nelson de Franco no Planetário.  Foi com ela também que íamos a shows ao vivo de musica popular brasileira.  Harry e Sonia se davam bem, tinham papo.  Fizemos um grupo de três ou três e mais um, que se encontrava às terças-feiras à noite, na casa dela ou na nossa, só para conversar sobre literatura e psicologia.  Líamos os clássicos em geral parte dos clássicos para conversarmos sobre arquétipos, interpretações, história cultural.  Harry gostava bastante desses encontros, poucas pessoas que conhecíamos tinham interesses tão próximos aos dele e mesmo depois de ter dificuldade de andar, ainda subia as escadas da cobertura dela, com esforço mas satisfeito para os encontros. Foi com ela, que li Em busca do tempo perdido.  Usamos três línguas, textos em francês, português e inglês.  Gostávamos de comparar.

As memórias que tenho dela são muitas e variadas.  Pela constância de sua presença em minha vida deixará um grande vácuo nos meus dias.  A última comunicação  que tive dela foi domingo.  Mandou um vídeo da música That’s what friends are for, com uma pequena mensagem de despedida.  Chorei muito.  À noite, ainda mandou um alô.  Em menos de quarenta-oito horas faleceu.  O lock down desta pandemia afetou a todos nós.  E afetou muito a essa grande amiga.  Culpo parte de seus problemas no isolamento a que nos submetemos.  Estou muito triste.

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2022.





Curiosidade Literária

19 09 2022

Menino, 1900

Felix-Joseph Barrias (França, 1822-1907)

óleo sobre tela,46 x 38 cm

 

La Fontaine, mais conhecido por nós aqui no Brasil como autor de Fábulas em verso, aos vinte e dois anos de idade ainda não tinha ideia de que profissão seguir, ou a que se dedicar na vida. Um dia, por acaso, ouviu alguns versos de Malherbe.  Teve, então, o impulso de comprar um volume poesias desse autor.  Essa decisão iria mudar o curso de sua vida.  La Fontaine ficou tão impressionado com a obra, que passou noites em claro, memorizando alguns poemas. De dia ia a um bosque perto de casa para às escondidas recitar o que decorara em voz alta.  Nascia o poeta…

 

Fonte: Disraeli





Em casa: Didier Lourenço

18 09 2022

Tarde de primavera, 2022

Didier Lourenço (Espanha, 1968)

óleo sobre tela