Rio de sol, de céu, de mar…

27 12 2024

Arcos da Lapa, 1910

Gustavo Dall’Ara (Itália-Brasil, 1865-1923)

óleo sobre madeira, 41 x 44 cm

 

 

Dall’Ara foi um excelente pintor que retratou o Rio de Janeiro da virada do século XIX/XX como nenhum outro. Imigrante italiano, chegando ao Brasil em 1890, trouxe com ele algumas características da pintura europeia de final de século: cenas de rua, temática incluída na arte moderna através dos impressionistas . Abordou esse tema com a estética da época sob influência da fotografia, fazendo cortes de pessoas e de paisagens urbanas como se fossem instantâneos da vida cotidiana.  Essa estética já  bem divulgada entre pós impressionistas como Edgar Degas era novidade por aqui. Mas Dall’Ara para aí na absorção do novo, seduzido pela luz tropical e pela vida quase europeia do Rio de Janeiro de antanho, ele passa documentar como se quisesse catalogar para si mesmo,  pontos em comum e diferenças entre o dia a dia dos dois hemisférios. Fascinado pela vida no Rio de Janeiro, sua obra tornou-se um grande documentário do cotidiano das ruas, praças, trânsito e paisagens urbanas.  Além de excelente pintor tem um papel importante na documentação da cidade. 

 

 





25 de dezembro!

25 12 2024

Patinadores no Natal, 1946

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 -1979)

colagem e guache sobre papel, situado Nova York, 31 x 23 cm

 

 

Paz na terra aos homens de boa vontade!

 





Natal!

24 12 2024

Natividade, 1968

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 -1979)

óleo sobre tela





Em casa: David Widhopff

22 12 2024

Botando a mesa para o almoço, 1933

David Widhopff (Ucrânia-França, 1867-1933)

óleo sobre tela





Rio de sol, de céu, de mar…

20 12 2024

Árvore da Lagoa, 2010

Lúcia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

18 12 2024

Natureza morta

Estevão Silva (Brasil, 1845-1891)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

 

Abóbora, 1956

Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905 – 1974) 

óleo sobre tela, 54 x 73 cm

 

Está claro que escolhi o tema abóbora.  Não é um tema muito comum entre os pintores figurativos  brasileiros mais modernos.  Acho curioso.  Mas há moda na escolha das frutas, dos legumes e das flores.  Talvez não deva dizer moda.  mas há preferências em diferentes épocas pelas flores ou frutos representados. Há certas flores, por exemplo, que desaparecem das naturezas mortas ao longo do século XX.  Um bom estudo provavelmente revelaria as razões.  Poderiam não estar mais à venda nas feiras livres.  Uma observação rápida, superficial, mostra que não vemos nos dias de hoje ervilhas-de-cheiro à venda nos mercados ao ar livre, assim como não vemos mais mimosas, com suas flores-bolinhas amarelas.  Por volta dos anos 60 elas desaparecem.  Teria a ver com a produção de flores para exportação?   Quem passa os olhos  rapidamente sobre as naturezas mortas não percebe como alguns desses detalhes revelam muito não só sobre a época ou a cultura que as produziu, como sobre o artista que a elas se dedicou.  Aos poucos colocarei aqui algumas observações.





Imagem de leitura: Emma Fordyce MacRae

18 12 2024

A garota italiana

Emma Fordyce MacRae  (Áustria, EUA, 1887-1974)

óleo sobre tela,  91 x 81 cm





Nossas cidades: Mangaratiba

17 12 2024

Toca da velha, Mangaratiba, 1946

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela, 39 x 46 cm

 

Gosto muito desta tela.  Gosto da composição dela.  Há uma linha diagonal  invisível que separa a conturbada, cheia de ângulos, cena da mulher no tanque no canto esquerdo inferior, e  o que vemos no canto superior direito onde  águas plácidas apoiam canoas sonolentas descansando sem seus remadores. Essa dualidade perfeitamente balanceada é atraente.  Pancetti já estava aqui em sua fase madura, podemos ver que a partir da década de 40 ele vai abstraindo as formas do que representa chegando quase a imagens totalmente abstratas, salvo pelos títulos das praias que pintou.  De fato, grande parte das obras que tenho fotografadas das cidades costeiras do estado do Rio de Janeiro são de sua autoria.  Ele perambulou por toda a costa do estado trabalhando incessantemente.





Em casa: Guillermo Marti Ceballos

15 12 2024

Senhora com quadro de Matisse, 2008

Guillermo Marti Ceballos (Espanha, 1958)

óleo sobre tela





Rio de sol, de céu, de mar…

13 12 2024

Ribeira, Ilha do Governador, 1964

Luzia Chiarelli (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 36 x 53 cm.