
Pão de Açúcar
José dos Santos (Brasil, ativo 1909- 1945)
óleo sobre madeira, 14 x 19 cm

Pão de Açúcar
José dos Santos (Brasil, ativo 1909- 1945)
óleo sobre madeira, 14 x 19 cm

Um bom livro
Charles E. Waltensperger (EUA, 1870 – 1931)
[Atribuído]
óleo sobre placa, 35 x 28 cm

Interior com jovem à janela
Henrik Nordenberg (Suécia, 1857 – 1928)
óleo sobre tela, 80 x 61 cm

Casario
Francisco Céa (Brasil, 1908 – 1978 ?)
Cesídio Ambrogi
Meu vilarejo – um cromo estilizado:
O Largo da Matriz. Uma palmeira.
A cadeia sem preso nem soldado.
Calma em tudo. Silêncio. Pasmaceira.
Andorinhas em bando, no ar lavado.
O rio. O campo além de uma porteira.
Um velho casarão acaçapado
— Nossa casa tranquila e hospitaleira.
O Cruzeiro lá em cima, em plena serra,
Braços abertos para minha terra…
E eu criança e feliz. Que doce idade!
Hoje, porém, meu Deus, quanta emoção!
Do meu peito no triste mangueirão,
Cavo e soturno, o aboio da saudade…
Em: 232 Poetas Paulistas: antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 209.
Cesídio Ambrogi nasceu em Natividade da Serra, a 22 de maio de 1894. Faleceu em 27 de julho de 1974. Professor, escritor, jornalista, poeta eclético. Fundador da “Sociedade Taubateana de Ensino” e considerado presidente perpétuo da União Brasileira de Trovadores (UBT-Taubaté). Casou-se em 1920 com Petronilha Chiaradia, que faleceu em 1933. Tiveram dois filhos. Cinco anos depois, contraiu matrimônio com a advogada, professora e também trovadora Lígia Teresinha Fumagalli com quem teve mais cinco filhos.
Obras:
As moreninhas, 1923

Um momento de descanso, 1885
John White Alexander (EUA, 1856-1915)
óleo sobre tela, 66 x 86 cm

Flores de março, 1998
Wega Nery (Brasil, 1912-2007)
óleo sobre tela, 98 x 68 cm
Bordadeira
Franz Xaver Simm (Áustria, 1853 – 1918)
óleo sobre tela, 94 x 68 cm

Homem lendo, 1995
Harry Elsas (Alemanha-Brasil, 1925 – 1994)
óleo sobre tela, 80 x 60cm

Homem com cavalos
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885 – 1962)
óleo sobre tela, 32 x 40 cm
Wilson W. Rodrigues
Deixa o meu balaio velho
que guardei como lembrança
do tempo em que no balaio
levava muita esperança…
Eu mesmo fiz o balaio,
entrancei-o em sua trança,
cantando as minhas cantigas
que aprendi quando criança.
Com o balaio nas costas,
tive tanta ilusão mansa,
pensei até que amaria
a filha do rei de França.
Com tanta coisa sonhei!
Tudo se foi sem tardança…
Só meu balaio ficou
com minha desesperança.
Em: Bahia Flor: poemas, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949.p. 55.

Dia de chuva, 2017
Elena Oleniuc (Romênia, 1956)
óleo sobre tela, 40 x 35 cm
