Natureza morta
Fernando P. (Brasil, 1917- 2005)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Natureza morta
Fernando P. (Brasil, 1917- 2005)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Senhora lendo na sala de quadros, 1870
Michael Van Alphen (1840-)
óleo sobre tela, 46 x 39 cm
A revista da casa de leilões Christie’s sugere uma lista de leituras, romances em que a arte faz parte do tema. Caso o assunto lhe interesse, aqui vai a lista do que foi publicado no Brasil.
1 — O livro das evidências, John Banville
2 — O pintassilgo, Donna Tart
3 — Moça com brinco de pérola, Tracy Chevalier
4 — A improbabilidade do amor, Hannah Rothschild
Dos dez livros mencionados só estes quatro acima aparecem com traduções para o português e estão atualmente no mercado brasileiro. Os outros seis listo abaixo em inglês.
5 — What’s Bred in the Bone, Robertson Davies
6 — The Vivisector, Patrick White
7 — Bedlam, Jennifer Higgie
8 — The Burnt Orange Heresy, Charles Willeford
9 — Warpaint, Alicia Foster
10 — Headlong, Michael Frayn
Boas leituras nesse tempo de afastamento social.
O comício
Benedito José de Andrade (Brasil, 1906 – 1979)
óleo sobre tela, 119 x 79 cm
Jarro com flores, lavanda e margaridas amarelas
Domingos Gemelli (Brasil, 1903 – 1985)
óleo sobre tela, 70 x 55 cm
Dois irmãos e Pedra da Gávea, 1964
Aldo Bonadei (Brasil, 1906 – 1974)
óleo sobre tela, 60 X 77 cm
O colete vermelho, 1955
Françoise Gilot (França, 1921)
“De tudo isso, amigos, surge uma lição que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos levam ao mesmo ponto: a comunicação daquilo que somos. E é preciso atravessar a solidão e a aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico no qual podemos dançar torpemente ou cantar com melancolia: mas nesta dança ou nesta canção estão consumados os mais antigos ritos da consciência, da consciência de ser homens e de crer num destino comum.”
Em: Discurso de Pablo Neruda ao ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, 1971
Michael Rothwell e Bridget no jardim com meu cachorro, Muffin nos Jardins Phillimore, em Kensington
Peter Samuelson (Grã-Bretanha, 1912 – 1996)
óleo sobre placa, 63 x 92cm
Legumes, Cesta, Garrafão e Panela sobre a Mesa
José Lima (Brasil, 1910 -1980)
óleo sobre tela, 65 X 81cm
Avenida Prestes Maia, SP
Edson Souza (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 50 x 60 cm
Leitura no sofá
Arne Westerman (EUA, 1927 – 2017)
Mário Benedetti
Não te rendas, ainda estás a tempo
de alcançar e começar de novo,
aceitar as tuas sombras
enterrar os teus medos,
largar o lastro,
retomar o voo.
Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viagem,
perseguir os teus sonhos,
destravar os tempos,
arrumar os escombros,
e destapar o céu.
Não te rendas, por favor, não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento:
ainda há fogo na tua alma
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque a vida é tua, e teu é também o desejo,
porque o quiseste e eu te amo,
porque existe o vinho e o amor,
porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
tirar os ferrolhos,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos,
abrir as asas
e tentar de novo
celebrar a vida e relançar-se no infinito.
Não te rendas, por favor, não cedas:
mesmo que o frio queime,
mesmo que o medo morda,
mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo na tua alma,
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque cada dia é um novo início,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, por eu te amo.
