Imagem de leitura: Karoline Kroiss

27 12 2022

Leitora

Karoline Kroiss (Áustria, 1975)

acrílica sobre papel, 62 x 62 cm





Minutos de sabedoria: Annie Dillard

26 12 2022

Um momento de descanso, 2016

Aimère (França, 1962)

técnica mista, acrílica, colagem sobre tela,  80 x 80cm

“A vida das sensações é a vida da ganância; requer mais e mais. A vida do espírito requer menos e menos.”

Annie Dillard

Annie Dillard (EUA, 1945)




Feliz Natal!

25 12 2022

Árvore da lagoa, Rio de Janeiro, 2006

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela





Natalinas: Paul Villeneuve

23 12 2022

A árvore de Natal

John Koch (EUA, 1909-1978)

óleo sobre tela

 

“O tempo é quando vamos de um Natal a outro.”

 

Paul Villeneuve





Rio de Janeiro, RJ, Brasil

23 12 2022

Rio de Janeiro,capital da beleza, 1939

Bruno Lechowski (Polônia-Brasil, 1887 – 1941)

aquarela sobre papel, 62 x 80cmm

MNBA





Natalinas: Guillaume Apollinaire

22 12 2022

Marc Chagall | MATERNITÉ AVEC PÈRE NOËL (1954) | MutualArt

Maternidade e Papai Noel, 1954

Marc Chagall (Rússia-França, 1887-1985)

guache sobre papel, 31 x 24 cm

Coleção Particular

 
“É Natal: hora de reacender as estrelas.”

Guillaume Apollinaire





Eu, pintora: Havy Kahraman

22 12 2022

Autorretrato, 2009

Havy Kahraman (Iraque-EUA, 1981)

óleo sobre tela, 172 x 76 cm





Natalinas: Georges Dor

21 12 2022

O primeiro Natal

William Henry Margetson (Inglaterra, 1861-1940)

aquarela, 18 x 28 cm

 

 

“Natal, é a véspera, é a espera.”

 

Georges Dor

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

21 12 2022

Natureza morta, frutas e licoreira

Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)

aquarela sobre papel, 39 x 45 cm

MNBA, Rio de Janeiro





Mãe, poesia de Abel Silva

20 12 2022

 

 

COLETE PUJOL (São Paulo, 1913 -1999) Dona do Lar. Óleo s tela. Ass. cie e datado de 1944. 46 x 38 cmDona do Lar, 1944

Colette Pujol (Brasil, 1913 -1999)

óleo s tela,  46 x 38 cm

 

Mãe

 

Abel Silva

 

E então começou a acontecer comigo

de encontrar a todo instante minha mãe.

Passo na fila da carne

lá está ela esperando a vez

chego comovido e irritado

vou tocar-lhe o ombro e dizer

bobagem, mãe!

pede a carne pelo telefone

mas logo percebo o engano me afasto

e a senhora desconhecida

ganha mais um metro na direção do balcão.

No táxi

vou gritar ao motorista que pare

minha mãe está na esquina sob o sol

não há dúvidas é ela

se protegendo da chuva sob a marquise

perplexa no arrastão ondeante de corpos esguios

perigosamente lenta na correnteza de meninos sem mãe

subitamente estrangeira

(minha mãe tão brasileira!)

sob códigos confusos

minha mãe nas mulheres entrevistadas pela TV

reclamando dos preços absurdos de tudo

nos bancos da rodoviária

na fila dos aposentados

minha mãe se multiplicando pelas ruas de minha cidade

onde carrego meu buquê de esperanças devastadas e sonhos implodidos

um mil séculos-luz longe do ninho

do ponto obscuro

uterino

de que hoje sou futuro.

 

Em: Mundo delirante: poesias, Abel Silva, Rio de Janeiro, Europa: 1990, p. 88