Lugar seguro
Sophia Oshodin (contemporânea, baseada em Londres)
acrílica sobre tela, 61 x 76 cm
Figura feminina, 1971
Augusto Rodrigues (Brasil, 1903-1993)
técnica mista sobre papel, 29 x 25 cm
P/ Teresinha
A menina dos meus sonhos
é assim, como um poema:
às vezes leveza clara,
às vezes pureza gema.
Está presente em meus sonhos,
sem saber nada de mim.
às vezes fura meu peito
com esporas de cetim.
A menina dos meus sonhos
me acorda nas madrugadas,
para acender seus caprichos
mantendo a luz apagada.
Mas quando o dia amanhece
a luz invade a retina,
o despertador faz preces
afugentando a menina.
Em: As miudezas da velha, Luís Pimentel, 2ª edição, Rio de Janeiro, Myrrha, 2003, p. 57
Uma fazenda no caminho novo de Botafogo, 1868
Henri Vinet (França-Brasil, 1817- 1876)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm
O fio comum, 2020
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 63 x 40 cm

Dar conta do recado, 2019
{Título é um trocadilho visual entre cut the mustard,
(dar conta do recado) e a imagem.}
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 43 x 76 cm
Um toque feminino, 2021
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 35 x 50 cm
Um gato entre pombos, 2022
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 45 x 45 cm
Sorria, querida, 2021
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 43 x 35 cm
Senhora pintada, 2014
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 35 x 25 cm
Estou bem. Está bem. Tudo está bem., 2021
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 55 x 48 cm
Vanitas Domina., 2022
[A vaidade domina]
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 35 x 53 cm
Fechado na quinta, 2020
Alisa Shea (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 26 x 48 cm
Natureza morta com cesto
Leonor Botteri (Brasil, 1906-1998)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
Natureza morta, 2007
Douglas Okada (Brasil, 1984)
óleo sobre tela
Inverno… as horas vazias…
As árvores tristes…nuas…
E as minhas mãos estão frias
sentindo falta das tuas…
(Luiz Otávio)
Praia
Oscar Araripe, ( Rio de Janeiro, contemporâneo)
óleo sobre tela, 86 x 110 cm
Paisagem com rio, 1968
Edgar Walter (Brasil, 1917-1994)
óleo sobre tela, 81 x 101 cm
Paisagem com flamboyant,1936
Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)
óleo sobre tela, 45 X 54 cm

Intervalo na noite do teatro de Valençay
Charles Henry Tenré (França, 1864-1926)
óleo sobre tela
Musée d’Art et d’Industrie, Roubaix
Julho, férias e vontade de ver o que está em cena nos teatros, que anda aparecendo nos nossos musicais? Vendo o oferecido no Rio de Janeiro, em breve passagem pelo sítio de ingressos, concluo que estamos sem presente. Estamos vivendo no passado. Procurei por espetáculo musical. Encontrei muitos. Encontrei samba, das mais variadas raízes, nenhuma das quais me seduziu, e muita música da época junina. Nem sabia que havia tanta produção junina assim.. Mas a maioria a maioria mesmo dos espetáculos para julho toma a forma tributos a estrelas, grupos ou músicas do passado. Temos Cazuza, Gonzaguinha, Abba, Bee Gees, Sinatra, Mamma Mia, Bob Esponja o Musical, Queen, Gal Costa, Marlene, Rei Leão, Bossa Nova, Pearl Jam, Clássicos da Broadway, Queen Live Kids, Mercedes Sosa.
Tanta saudade assim? Não é estranho? Por que insistimos em olhar para trás? Talvez estejamos refletindo o gosto de quem vai a esses espetáculos? Seriam todos de idade acima dos cinquenta anos que querem reviver o que imaginam ser uma época ideal? Maravilhosa? O Rio de Janeiro ficou velho?
Passei pela mesma casa de ingressos, mas foquei em São Paulo. Este fenômeno não está lá. Encontrei dois espetáculos de tributos a antigos cantores, mas encontrei palcos mais vibrantes com sangue novo que parecem trazer coisas interessantes. Inexplicável o que está acontecendo no cenário carioca. Até dois “Gritos de Carnaval” encontrei acontecendo aqui, agora, no mês de julho. Estou em choque.