Graduadas, 1958
Khaimov Yakov Markovich (Belarússia, 1924-1991)
Óleo sobre tela, 128 x 100 cm
Rosas vermelhas, bem vermelhas
Carlos Bracher (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 81 x 60 cm
Flores
Adolfo Fonzari (Itália-Brasil,1880 – 1959)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
Mercado de flores com Igreja da Glória ao fundo, 1991
Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Virgem anunciada, 1475
Antonello da Messina (Sicília, c. 1429-1431– 1479)
óleo sobre madeira, 45 x 24 cm
Palazzo Abatellis, Sícilia
Na época em que o pintor viveu, a Sícilia estava sob domínio da Espanha. Também sob domínio da Espanha estava a região de Flandres e dos Países Baixos. A influência dos mestres pintores da Europa do Norte é imediatamente sentida. Como? Pelo retrato de Maria. Antonello não a coloca em qualquer ambiente. Estamos vendo uma mulher, de carne e osso, retratada da cintura para cima. É um retrato nos termos dos retratos de Jan van Eick e seus contemporâneos: é uma pessoa reconhecível, uma pessoa com aparência comum. Grande parte dos retratos do pintor seguem a tradição da pintura da Europa do Norte. Maria tem muito pouco que a identifique como a futura mãe de Jesus. Ela não tem halo que signifique sua santidade. Esta nos é dada por dois elementos, que no século XV estavam associados à Anunciação de Maria: o manto azul e o porta-Biblia. Na tradição iconográfica da época, Maria, quando está sendo anunciada pelo anjo Gabriel, tem a leitura dos textos sagrados interrompidos. Mas também porta um véu azul. Aqui, neste quadro, Antonello inventa. Esse momento já passou. Gabriel já foi embora, por isso o título Maria Anunciada (no passado). Vemos, então, Maria, um tanto atônita, retomar sua leitura. Há a transmissão de um grande silêncio nessa tela, grande impacto, porque não há nada que distraia nossa atenção. Não há anjo. Não há o vaso com lírio simbolizando sua pureza. Ela não está na tradicional varanda. Não há mobiliário que leve nossos olhos a outros lugares. Não há hortus conclusus significando sua virgindade. Não temos a pomba do Espírito Santo, nem as frases ditas pelo arcanjo. Tudo foi retirado. Nosso foco é nessa moça, tímida, com os olhos baixos e desviados do livro, como se acompanhasse o voo de despedida de Gabriel. O fundo escuro nos faz prestar atenção nela. Toda força emocional está em seu rosto.
Antonello da Messina não só foi inovador na representação de Maria, mas aproveitou o momento também para mostrar quão exímio era na representação da perspectiva, fazendo um belo escorço na mão estendida de Maria.
Laranjas
Eurico Caiuby (Brasil, 1888-
óleo sobre tela, 85 cm x 75 cm
Natureza Morta
Joaquim Lopes Figueira, Jr. (Brasil, 1904 – 1943)
óleo sobre tela colado em placa. 50 x 58 cm
Veleiros, 1975
Adelson do Prado (Brasil, 1944-2013)
acrílica sobre tela, 54 x 65 cm
Cena Rural, 2000
Luiz Armond (Brasil, 1969)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Paisagem, 1984
Moacyr Calheiros (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 20 X 20 cm
Copos de leite, 1942
Domingos Gemelli (Brasil, 1915-1985)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Vaso com copos-de-leite, 1952
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela, 72 x 59 cm