
Interior com jovem à janela
Henrik Nordenberg (Suécia, 1857 – 1928)
óleo sobre tela, 80 x 61 cm

Interior com jovem à janela
Henrik Nordenberg (Suécia, 1857 – 1928)
óleo sobre tela, 80 x 61 cm

Um momento de descanso, 1885
John White Alexander (EUA, 1856-1915)
óleo sobre tela, 66 x 86 cm

Flores de março, 1998
Wega Nery (Brasil, 1912-2007)
óleo sobre tela, 98 x 68 cm
Bordadeira
Franz Xaver Simm (Áustria, 1853 – 1918)
óleo sobre tela, 94 x 68 cm

Natureza morta com peixes, 1946
Ernani Vasconcellos (Brasil, 1912 – 1988)
óleo sobre tela, 60 x 81 cm

Homem lendo, 1995
Harry Elsas (Alemanha-Brasil, 1925 – 1994)
óleo sobre tela, 80 x 60cm

Homem com cavalos
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885 – 1962)
óleo sobre tela, 32 x 40 cm
Wilson W. Rodrigues
Deixa o meu balaio velho
que guardei como lembrança
do tempo em que no balaio
levava muita esperança…
Eu mesmo fiz o balaio,
entrancei-o em sua trança,
cantando as minhas cantigas
que aprendi quando criança.
Com o balaio nas costas,
tive tanta ilusão mansa,
pensei até que amaria
a filha do rei de França.
Com tanta coisa sonhei!
Tudo se foi sem tardança…
Só meu balaio ficou
com minha desesperança.
Em: Bahia Flor: poemas, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949.p. 55.

Dia de chuva, 2017
Elena Oleniuc (Romênia, 1956)
óleo sobre tela, 40 x 35 cm

“O grande estardalhaço sobre mim é que eu escrevo obedecendo rigorosamente, alguns podiam dizer anacronicamente, à forma. Sonetos, vilancetes, caçonetas, sextinas, essas coisas, que não têm nada de novo, para dizer o mínimo. É que, aderindo à forma, a minha linguagem é a da rua. Com gíria, coloquial e desbocada. Escrevo pornografia e sujeira em terza rima. Meus poemas são muitas vezes áridos, feios e fermentados com um humor negro. Escrevo sobre a experiência individual, na crença de que uma vida reflete todas as vidas. Dizem, aqueles que gostam dessas coisas, que sou um tanto poeta intimista quanto formal. Acho que é verdade, embora muitos episódios que conto não sejam meus necessariamente. Isto acontece com todos os escritores. Eles roubam fatos de nossas vidas e fazem o que querem.”
Em: Poesia pura, Binnie Kirshenbaum, Rio de Janeiro, Record: 2002, tradução de Lourdes Menegale, página 20.

Cesto com Flores, 1944
Nazareno Altavilla (Brasil, 1921 – 1989)
óleo sobre tela, 44 x 34 cm
