Maçã, 1968
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 22 x 16 cm
A leitura
Jean d’Esparbès (França, 1898-1968)
óleo sobre tela
Stendhal é um dos poucos escritores que poderia se orgulhar de dar nome a uma doença. Em 1817, viajou pelo sul da Europa, parando em Florença. Lá, na Catedral de Santa Croce, emocionado, sentiu-se mal. Mais tarde descreveu o que havia acontecido como “sensações celestiais” após se render à beleza sublime das belas obras de arte que o rodeavam. Na saída da igreja, foi acometido por taquicardia, sentindo que a vida se esvaía de seu corpo, enquanto caminhava com dificuldade, acreditando poder cair a qualquer momento.
Esta foi a primeira descrição de um fenômeno que recebeu o nome de síndrome de Stendhal, uma doença psicossomática que pode provocar reações várias, que vão de problemas de percepção aos sentimentos de angústia, levando às vezes ao pânico.
Tarde no Rio de Janeiro
Henrique Cavalleiro (Brasil, 1882-1975)
óleo sobre tela, 90 x 90 cm
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Lendo na poltrona com gato, 2009
Joe Hindley (EUA, 1949)
óleo sobre tela
Thomas Monson
Natureza morta
Henri Carrières [Henri Laurent Yves Carrières]
(França, 1947—radicado no Brasil desde 1952)
Óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Igreja de Santana, Salvador,1958
Alberto Valença (Brasil, 1890 -1983)
óleo sobre madeira, 41 x 33 cm
Senhora lendo próximo à janela, s/d
Abraham van Strij (Holanda, 1753-1826)
óleo sobre painel de madeira
Dordrechts Museum
Leitura na varanda, c. 1890
Benjamim Parlagrecco (Itália, 1856- Brasil, 1902)
óleo sobre cartão – 24 x 19 cm
Júlia da Costa (1844-1911)
Outrora, outrora eu amava a vida
Meiga, florida na estação das flores!
Amava o mundo e trajava as galas
Dos matutinos, virginais amores.
Que sol, que vida, que alvoradas belas
Por entre murtas eu sonhava então,
Quando ao perfume do rosal florido
Da lua eu via o divinal clarão!
Hoje debalde no rumor das festas
Procuro crenças que só tive um dia!
Minh’alma chora e se retrai sozinha,
O pó das lousas a fitar sombria!
Embalde, embalde, o bafejo amado
Da morna brisa minhas faces beija!
Meu peito é frio, como é fria a nuvem
Que em noites claras pelo céu adeja!
Embalde, embalde, no ruído insano
Das doidas festas eu procuro a vida!
Meu corpo verga… meu alento foge…
Sou como a rosa do tufão batida.
Em: Poesia, de Júlia da Costa, Org. Zahide Lupinacci Muzart. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2001, p. 270
Um interior, c. 1920
Bessie Davidson (Austrália, 1879-1965)
óleo sobre placa de madeira, 73 x 59 cm
Galeria de Arte da Austrália do Sul, Adelaide