Rio de Janeiro, RJ, Brasil

16 09 2022

Mosteiro de Santo Antônio, 1937

Milton Dacosta (Brasil, 1915 – 1988)

óleo sobre madeira, 25 x 31 cm.





Mulher e pintora: Rachel Ruysch

16 09 2022

Natureza morta com flores sobre a mesa, 1695

Rachel Ruysch (Holanda, 1664-1750)

óleo sobre madeira, 32 x 25 cm





No trabalho: Carolina Walker

15 09 2022

Penteadeira, Quarto 425, 2018

Caroline Walker (Escócia, 1982)

óleo sobre placa, 43 x 35 cm





Meus favoritos: Ivan Nikolayevich Kramskoy

14 09 2022

Jovem com gato, 1882

[Sophia Ivanova Kramskoy]

Ivan Nikolayevich Kramskoy (Rússia, 1837-1887)

óleo sobre tela, 71 x 58 cm

 

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Ivan Kramskoy foi excelente retratista.  Uma das características de seus retratos é a habilidade de traduzir emoções diversas só através dos olhos do modelo.  Homem, mulher ou criança  são retratados com o que seus olhos refletem: interesse, descaso, incompreensão, sofrimento independentemente do resto da composição, ou seja, ele consegue dar ao espectador a essência do momento daquele personagem.  Aqui, neste retrato, gosto precisamente, do abandono dos corpos do gatinho e da jovem: um ecoa o outro, no conforto, na desatenção ao que os rodeia.  Há um tanto de desleixo, distração, displicência.  O desmazelo é refletido na franja do xale esparramada sem rumo sobre o sofá, em contraste com a severidade das cores verticais do papel de parede ao fundo e a dura almofada do recamier divã em que ela se recosta.  Vemos a jovem sonhar.  Seus olhos traem a mente: ela está longe dali, ainda que acaricie o companheiro peludo com ambas as mãos.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

14 09 2022

Composição

Ernesto de Fiori (Itália-Brasil, 1884 – 1945)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm





Nossas cidades: Araxá

13 09 2022

Araxá, 2001

Baptista Gariglio (Brasil, contemporâneo)

aquarela sobre papel, 28 x 38 cm





Domingo, um passeio no campo!

11 09 2022

Paisagem rural com carroça

Arthur José Nísio (Brasil, 1906 -1974)

óleo sobre tela





Em casa: William Arvin

11 09 2022

Sara em casa

William Arvin (EUA, 1985)

óleo sobre tela, 180 x 121cm





Leituras de 2022: “Sobretudo de Proust”, de Lorenza Foschini, resenha

10 09 2022

Retrato de Lindy Guiness, 1965

Duncan Grant (Grã-Bretanha, 1885-1978)

óleo sobre madeira, 60 x 50 cm

Não foram só perdas, tive ganhos durante a pandemia.  Um deles foi ler cinco volumes seguidos de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, não acabei, mas progredi bastante. Até então, havia lido duas vezes o primeiro volume dos sete: No caminho de Swan.  Primeiro, há muito tempo, quando estudava para o doutoramento em história da arte.  Centralizando meus estudos na arte moderna, entre 1863 e 1945, Proust era leitura obrigatória, pelo menos o primeiro volume, para melhor entender a sociedade da virada do século.  Muito mais tarde, reli o mesmo volume na preparação de um curso sobre Proust e a cultura da virada do século, tendo como eixo essa obra.  Foi um sucesso. Mesmo assim, a continuação do curso, cobrindo outros volumes nunca passou de projeto. Os anos seguiram.  A pandemia chegou.  No primeiro ano, tive tempo e paz para me dedicar de novo à leitura de Proust e voltar a me apaixonar pela escrita, assim como milhares e milhares de pessoas o fizeram através do século XX.

Sobretudo de Proust

Não vou aqui tratar dos encantos da narrativa proustiana, todos já sabem. Prosa minuciosa,  que merece ser lida com cuidado, pausadamente, saboreada.  Sentimos a necessidade de absorver cada vinheta e memorizá-las,como se pudessem agora fazer parte das nossas próprias memórias. Mas há mais.  Proust fascina também por aspectos misteriosos de sua existência, doente, escrevendo na cama; sofrendo dores e observando o mundo à sua volta.  Uma vida enigmática.  Não é de surpreender, portanto, que haja leitores atraídos pela intimidade de  sua vida; pessoas arrebatadas que gostariam de absorver cada detalhe sobre o intrigante escritor.  Esse é o fenômeno retratado em Sobretudo de Proust, ocorrência que toma conta do conhecido industrial e perfumista francês Jacques Guérin,  que move montanhas para conseguir documentos, textos, mobiliário, tudo que se imagine sobre Marcel Proust. Que fique claro, no entanto, Guérin foi capaz de agregar uma respeitadíssima coleção de livros raros e manuscritos de outros escritores como Lautréamont [Isidore Lucien Ducasse] um dos queridinhos dos surrealistas.  Ele foi também figura importante junto aos movimentos artísticos, literários e musicais da primeiras décadas do século XX.

A caminho do Brasil | Portal Anna Ramalho

Lorenza Foschini

 

Sobretudo de Proust: história de uma obsessão literária, de Lorenza Foschini, tradução de Mário Fondelli, mostra a procura, a caça, podemos dizer, do que restou do espólio de Proust.  Jacques Guérin consegue contato com herdeiros de escritor francês, que para sua surpresa, estão paulatinamente se desfazendo, queimando, os manuscritos que receberam com a morte de Proust.  É a cunhada de Proust, Marthe Dubois-Amiot, o personagem mais estarrecedor desta aventura.  Mas a tenacidade de Guérin na procura e retenção dessa papelada dá certo.  Hoje os manuscritos de Marcel Proust sob sua tutela são conhecidos como Cahiers Guérin.

O livro que nos conta essa história é delicioso.  Pequenino, com aproximadamente cem e poucas páginas, é um deleite para quem gosta de mistérios, de livros, manuscritos e papelada em geral.  É também um retrato acurado do colecionador sério, do sentimento que envolve aqueles que se entregam a uma paixão, a um amor, que procuram e retêm objetos de valor, que muitas vezes só eles, colecionadores veem sua importância no momento, esforço pelos qual gerações futuras agradecem. Este não é o primeiro livro da autora sobre Proust.  Talvez sua admiração pelo escritor tenha embalado a narrativa delicada e sedutora que encontramos no volume. Recomendo a leitura, sem restrições.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Flores para um sábado perfeito!

10 09 2022

Flores e livros

Marie Nivouliès de Pierrefort (França, 1879 -Brasil, 1968)

óleo sobre madeira, 73 x 90 cm