Janela virada para o sul, 1941
Edward Willis Redfield (EUA,1869-1965)
óleo sobre tela
Vaso de flores, década de 1960
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre cartão, 70 x 55 cm
Vaso de flores, 2007
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
acrílica sobre cartão, 28 x 38 cm
Rosas e jasmins em vaso de Delft, 1881
Auguste Renoir (França,1841-1919)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Hermitage, São Petersburgo
“O que pesa? a areia da praia e a tristeza.
O que é breve? o hoje e o amanhã.
O que é frágil? flores da primavera e a juventude
O que é profundo? o oceano e a verdade”
Christina Rossetti (1830-1894)
{Tradução: Ladyce West]
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Janela no Catumbi, c.1950
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
guache sobre papel, 34 x 23 cm.
Autorretrato com bandagem, 1889
Vincent van Gogh (Holanda, 1863-1890)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
Courtauld Institute of Art, Londres
O escritor americano William Burroughs (1914-1997) amputou a falange de seu dedo mínimo da mão esquerda propositalmente. Havia se apaixonado por Jack Anderson, homem que conhecera em 1939 e pensou em oferecer esta parte de si mesmo como prova de amor, depois que Anderson acabou com o relacionamento. Em seguida, Burroughs mandou foto da falange amputada para Arnold Gingrich da revista Esquire para publicação. Gingrich imediatamente respondeu com uma nota: “Meus cumprimentos pelo início de uma maravilhosa carreira, quando recebo o resto do cadáver?” [“I greet you at the beginnings of a wonderful career, when do I get the corpse?”].
Esse incidente demonstrou para seus pais que a saúde emocional de Burroughs não estava bem. Eles então o internaram em uma instituição mental por meses. Dois anos depois, quando William Burroughs foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial, seu pai apresentou documentação da automutilação, com o laudo psiquiátrico para as forças armadas que decidiram não o forçar ao serviço militar. Mais tarde, a amputação serviu de tema para o conto O Dedo, que William Burroughs publicou.
Bananas, laranjas e tomate no prato, 1980.
Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)
vinil encerado sobre tela, 56 x 37 cm
Bananas e cordas, 1974
Antônio Henrique Amaral (Brasil, 1935 – 2015)
óleo sobre tela
Forsítia, 2020
Louise Baker (Canadá, contemporânea)
acrílica sobre tela, 61 x 61 cm
Ladyce West
A cor da esperança é o amarelo
que chega cedo nas flores da forsítia.
Singelos sinos em rebeldes galhos —
borboletas pousadas e vistosas —
brotam nas varas despidas do inverno.
Vence o frio, fura a neve e o solo congelado
traz consigo o aviso do destino
lembra sol, renovação e alegria
aponta radiante o porvir
encarna o sinal da primavera
que celebra só, altaneira e modesta.
Em: À meia voz, Ladyce West, Rio de Janeiro, Autografia: 2020, p. 35