Copos de leite, 1971
Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)
óleo sobre tela, 55 x 45 cm
Copos de leite, 1971
Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)
óleo sobre tela, 55 x 45 cm
Iluminada
Cláudio Dantas (Brasil, 1959)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm
Leio hoje de Tahar Ben Jelloun , o livro Partir. Trata-se de um autor francês de origem marroquina. Dele já li O último amigo uma pequena joia literária um quase um conto. Como há tempos me interesso sobre a questão de imigração, escolhi ler Partir, publicado no Brasil em 2007 pela Bertrand Brasil, cujo tema é justamente o desejo de emigrar para lugares onde se possa viver com decência.
A situação econômica, social e política no Rio de Janeiro tem feito muitos de meus conhecidos emigrarem: Portugal, EUA, Espanha, Israel são alguns dos países de preferência. Reconheço que a ideia já passou por mim, mas acho que ainda tem jeito, que não é hora de desamarrar o barco. A decisão pode até ser mais fácil para quem, como eu, viveu a maior parte da vida adulta fora do Brasil, mas é sempre complexa. Por isso mesmo emigração, ser imigrante em terra alheia, a questão da identidade cultural são todos temas ricos e importantes para mim.
Mas eu não contava, ao ler sobre o Marrocos, de me encontrar diante de um espelho do Brasil. Já logo entre a primeiras 30 páginas, vi detalhadas cenas da realidade marroquina, que levam o personagem principal a tentar emigrar. Elas parecem descrever o Brasil. Aqui duas passagens nas páginas 23 e 24.
“Os partidos políticos lamentavelmente fracassaram, não souberam ouvir o que lhes dizia o povo.Eles passaram ao largo disso. Tenho raiva principalmente dos socialistas, que acreditaram numa mudança do governo, que jogaram o jogo do poder e nada fizeram para que a coisa mudasse.”
“É intolerável que um doente que se dirige aos hospitais do Estado seja abandonado porque o hospital está sem recursos. É por isso que intervimos concretamente nos lugares onde o Estado é falho. Nossa solidariedade não é seletiva. É preciso que este país seja salvo; está com comprometimento demais, corrupção demais, injustiça demais e desigualdades. Não pretendo resolver todos os problemas, mas não fazemos outra coisa senão ficarmos de braços cruzados esperando que o governo se ponha a serviço dos cidadãos.”
Em: Partir, Tahar Ben Jelloun, Bertrand Brasil: 2007, página, 23- 24
Não quero com isso imaginar que tenho que aceitar essa realidade porque não há solução, porque é assim em qualquer lugar do mundo. Ao contrário, conheço países em melhores condições e imagino que seria mais fácil para o Brasil chegar aos níveis de desenvolvimento que já presenciei do que o Marrocos, não querendo desmerecer o país africano.
Mas, começo a entender melhor o retrato psicológico de meus amigos que abandonaram o país, e também o retrato dos temores e incertezas que acompanharam meus antepassados, um avô e 3 bisavós ao saírem de suas terras natais, procurando melhores portos onde seus descendentes pudessem viver melhor que eles mesmos.
Esse é um dos encantos da literatura. Ela nos faz pensar. Reconhecer nossos problemas pessoais ou sociais. E é possível que até nos ajude a encontrar soluções. No momento, este livro me faz pensar sobre o futuro dos meus familiares.
Jardim Botânico, 1949
Carlos Chambelland (Brasil, 1884-1950)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
Natureza morta com carambolas
Monteiro Prestes (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 60 x 90 cm
Matriz de Itanhaém
Orlando Bifulco (Brasil, 1937)
óleo sobre tela, 34 x 26 cm
Paisagem
Eliana Soares (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 50 x 40 cm
Vaso de flores azul
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm

Ponte sobre o Canal do Leblon na Avenida Visconde de Albuquerque, 1944
[Jardim Pernambuco]
Gastão Formenti (Brasil, 1894-1974)
óleo sobre madeira , 27 x 35 cm
Menina ao piano
Aurélio de Figueiredo (Brasil, 1856 – 1916)
òleo sobre tela, 60 x 90
Coleção Fadel
Menino, 1941
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre madeira, 41 x 33 cm

Menina, 1940
Henrique Cavalleiro (Brasil, 1892-1975)
óleo sobre madeira, 54 x 45 cm
Curumim
Élon Brasil (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 40 x 40 cm
Menina, 1932
Gino Bruno (Itália/Brasil, 1899-1977)
óleo sobre tela, 41 x 30 cm
Coleção Particular

Meninos pescando em São Paulo
Antonio Ferrigno (Itália, 1863 – 1940)
óleo sobre madeira, 20 x 28 cm
Irmãs no bosque, 2004
Santa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Amigos inseparáveis, 1921
Eliseu Visconti (Itália/Brasil, 1866 – 1944)
óleo sobre tela, 27 x 35 cm
Coleção Particular
Passeio na maré baixa, 2011
Sergio Berber (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Retrato de menino, 1933
Presciliano Silva (Brasil, 1883-1965)
óleo sobre tela, 49 x 39 cm
Tati com vestido vermelho
Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre eucatex, 32 x 24 cm
Criação da vovó, 1895
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre tela 122 × 94 cm
Pinacoteca do Estado de São Paulo [PESP]
Curva da ladeira, 2010
Ricardo Ferrari (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 100 x 150 cm
Criança brincando, 1999
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
Óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Menina Pulando Corda, c. 1950
Milton Dacosta (Brasil, 1915 – 1988)
óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Menina da bicicleta, 1950
Francisco Amêndola (Brasil, 1924 -2007)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Exposição da Bienal de São Paulo, 1951
Brincadeira de roda
Marçal Athayde (Brasil, 1962)
óleo sobre tela, 75 x 124 cm
Pelada de meninos numa praia perdida de Niterói
Newton Rezende (Brasil, 1912-1994)
óleo sobre eucatex, 31 x 40 cm
Menina com boneca
Pedro Souza (Brasil, 1947)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Cama de gato, 1974
Sami Mattar (Líbano/Brasil, 1930)
óleo sobre tela, 55 X 46 cm
Castelos de areia, década 1990
Armando Sendin (Brasil, 1928)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Menina jogando peteca, 1972
Orlando Teruz (Brasil, 1902 -1984)
óleo sobre tela, 93 x 74 cm
Menina e bambolê, 1985.
Ney Cardoso (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 27 x 22 cm
Telefone de lata II, 2005
Ivan Cruz (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela
Crianças e patinete, 1972
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleos sobre tela, 46 x 38 cm