
Estrada do Alto da Boavista, Rio de Janeiro, 1941
Gastão Formenti (Brasil, 1894 – 1974)
óleo sobre tela, 41 x 33 cm

Estrada do Alto da Boavista, Rio de Janeiro, 1941
Gastão Formenti (Brasil, 1894 – 1974)
óleo sobre tela, 41 x 33 cm

Natureza Morta com Frutas
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
Óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Poços de Caldas
Colette Pujol (Brasil, 1913 – 1999)
óleo sobre madeira, 19 x 29 cm

Flores, 1969
José Paulo Moreira da Fonseca ( Brasil, 1922-2004)
óleo sobre tela, 27 x 16 cm
Paisagem
Galdino Guttman Bicho (Brasil, 1888 – 1955)
óleo sobre tela, 60 x 74 cm
Naide Vasconcelos
Senhor!
Tu que deste ao Brasil, prodigamente,
De par com toda sorte de belezas;
Que estonteiam os olhos e a mente,
As mais raras espécies de riquezas.
Tem-no sob Tua guarda! Pai clemente,
Não permita que as ríspidas torpezas
Dos flagelos maltratem-no… Consente
Que ele seja sem males nem cruzes.
Abençoa seus filhos. Extermina
O vício das suas almas, ilumina
Seus corações, e a todo o mal os cerra…
Assim, a minha Pátria idolatrada
Ficará, certamente, colocada
— Onde começa o céu e finda a terra.
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 298
Flores
Colette Pujol (Brasil, 1913 -1999)
óleo sobre tela, 51 x 43 cm
Rio de Janeiro, paisagem com Cristo Redentor, 1965
Carlos Geyer (Brasil, 1912 – ?)
óleo sobre madeira, 38 x 54 cm
Tomates, cebolas e batatas
Hugo Adami (Brasil, 1899-1999)
óleo sobre tela, 35 x 40 cm
Tocando Violão, 2006
Tony Lima (Brasil, 1964)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Elmano Queiroz
Não sei porque nas horas sossegadas,
Comove tanto a música das ruas.
Parece que, alta noite, essas baladas,
Relembra, coisas íntimas passadas
Em fases mais ditosas de outras luas.
Parece que o cantar do boêmio errante
Vai derramado pela noite fora,
Motivos simples de canções de outrora.
Reminiscências de lugar distante.
Uma capela rústica, pequena,
Ao pé do morro, entre árvores antigas…
Outras vozes simpáticas, amigas…
O luar na aldeia… as noites de novenas.
Os goivos das saudades que passaram
Ressuscitam, na alcova, a noite morta,
Quando esses boêmios passam pela porta,
Cantando essas canções, que outros cantaram.
Lembram noites da infância… A alma assustada…
Um tropel… um rumor… um bater d’asa…
As goteiras, chorando na calçada…
O caboré gemendo, atrás da casa…
Tudo desperta, no silêncio d’alma,
Quando passam cantando pela rua,
Na alcova, a insônia… lá por fora, a calma…
E na volúpia que da Lua transborda
A imagem da saudade branca e nua…
Depois, ao longe, um cão, que um ébrio acorda,
Fica na solidão ladrando à luz…
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p.114-5
Flores na paisagem mineira, 1989
Yara Tupinambá (Brasil, 1932)
pintura sobre vinil sobre tela, 90 x 90 cm