Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

25 11 2020

Bananas e frutas cítricas em cesto, 1946

Arthur Kaufmann (Alemanha/Brasil, 1888 -1971)

óleo sobre tela, 40 x 51 cm





“Lundu de Dona Sinhá”, Wilson W. Rodrigues

24 11 2020

Batucada, 1935

Armando Vianna (Brasil, 1897 – 1992)

óleo sobre tela, 37 x 46 cm

 

Lundu de Dona Sinhá

 

Wilson W. Rodrigues

 

Tanta brancura na pele,

tanta negrura nos olhos,

tanta risada sonora

no mundo não há

fora do colo macio,

dos olhos tão envolventes,

da boquinha tão vermelha

de dona Sinhá.

 

Pegar com jeito no leque,

fazer mesura na valsa,

dizer adeus com o lenço

no mundo não há

como o jeito delicado,

o sapatinho de seda,

a mãozinha tão alva

de dona Sinhá.

 

Rezar, na igreja, sonhando,

dizer “não”, sempre sorrindo,

prometer tanto em silêncio

no mundo não há

como a reza mais sincera,

os lábios enganadores

e as promessas escondidas

de dona Sinhá.

 

Fingir chilique de choro,

zombar do próprio marido

e trair o próprio amante

no mundo não há

como as lágrimas fingidas,

os carinhos mentirosos

e os amores levianos

de dona Sinhá.

 

Em: Bahia Flor: poemas, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949, pp. 51-55

 

 

Wilson Woodrow Rodrigues (São Salvador, BA, 1916 – ?), poeta, jornalista, folcorista, escritor, professor.

Obras

    A caveirinha do preá, s/d

    Desnovelando, s/d

    O galo da campina,s/d

    O pintainho, s/d

    Por que a onça ficou pintada, s/d

    A rãzinha,s/d

    Três potes, s/d

    O bicho-folha,s/d

    A carapuça vermelha,s/d

    Bahia flor, poesia, (1949)

    Folclore Coreográfico do Brasil, (1953)

    Contos, s/d

    Contos do Rei-sol, s/d

    Contos dos caminhos, s/d

    Pai João, (1952)

    Sombra de Deus, s/d

    Lendas do Brasil, s/d





Nossas cidades: Ouro Preto

17 11 2020

Ouro Preto, 1970

Manfredo de Souzanetto (Brasil, 1947)

naquim aquarelado, 15 cm diâmetro





Flores para um sábado perfeito!

14 11 2020

Vaso com flores

José Maria da Silva Neves (Brasil, 1896 – 1978)

óleo sobre eucatex, 52 x 23 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

13 11 2020

Estação do Rocha, 1946

Casemiro Ramos Filho (Brasil, 1905-1976)

óleo sobre tela,  38  x 55 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

11 11 2020

Natureza morta

Sansão Pereira (Brasil, 1919 – 2014)

óleo sobre tela, 80 X 100 cm





“Esse cão”, poesia de Vera Lúcia de Oliveira

9 11 2020

Galgo, 2010

Aguiar Santana (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 30 x 30 cm

 

 

 

 

[Sem título]

 

Vera Lúcia de Oliveira

 

esse cão que me segue

é minha família, minha vida

ele tem frio mas não late nem pede

ele sabe que o que tenho

divido com ele, o que eu não tenho

também divido com ele

ele é meu irmão

ele é que é meu dono

 

 

Em: Cintilações da Sombra 2: antologia poética, coordenação Victor Oliveira Mateus, Fafe, Portugal, Labirinto e Núcleo de Artes e Letras de Fafe: s.d., p. 85





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

4 11 2020

Natureza morta com uvas, 1982

Salvador Pellegrini (Brasil, contemporâneo)

Óleo sobre placa, 40 x 63 cm





Flores para um sábado perfeito!

31 10 2020

Dálias, 1959

Ettore Federighi (Brasil, 1909-1978)

Óleo sobre placa 70 x 90 cm.





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

30 10 2020

Jardim de Alá, 1962

Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901 – 1965)

óleo sobre eucatex, 30 x 40 cm