Peixes e bowl chinês, década de 1940
Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)
óleo sobre tela, 48 x 58 cm
Peixes e bowl chinês, década de 1940
Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)
óleo sobre tela, 48 x 58 cm
No vaso azul
Ana Goldberger (Brasil, 1947 – 2019)
acrílica sobre tela, 40 x 40 cm
Casario
Franz Josef Widmar (Austria/Brasil, 1915-1995),
óleo sobre eucatex, 60 x 50 cm
Uvas e abóbora,1998
Silvana S. Assad Silas (Brasil, 1922)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Carnaval
Nelson Jungbluth (Brasil, 1921 – 2008)
acrílica sobre tela
“1914. A grande ambição carnavalesca era usar lança-perfume. Havia tubos para crianças, finos como dedos. Bisnagava-se até cachorro!
Na terça-feira gorda, o chão da Avenida tinha um palmo de confetes, os préstitos eram o delírio do ouropel — clarins, marchas triunfais, fogos-de-bengala, caracolantes ginetes abrindo os cortejos — gato, baeta, carapicu! — bamboleantes sóis, planetas, constelações, Vulcano, Júpiter, Netuno, mitológicos deuses paralisados em gestos de sarrafo e papelão, giratórias esferas rutilantes que se abriam em gomos para desvendar, por instantes deslumbrados, deidades semi-nuas, atirando beijos, para a multidão comprimida, com a ponta dos dedos inatingíveis.
Saímos de tardinha, providos de farnel — sanduíches, pastéis, coxinhas de galinha — levávamos horas no bonde se arrastando aos arrancos, íamos postar-nos numa esquina propícia, sobre caixotes, para esperar o desfile de proverbial atraso.
Mas se a chama foliona se extinguia na cidade, entre missas, sinos e beatas, na manhã de quarta-feira, prolongava-se em nossa casa por muitos dias além com restos de serpentinas pendentes dos gradis, saldos de confetes tapizando sala de jantar, trono, capitel, concha ou nenúfar, donde Madalena reclinada, soberana, envolta em rotos filós de antigos cortinados, com as faces tingidas por carmim, os cabelos coroados por um desperdício de fitas, atirava em gestos longos cachoeiras de beijos para uma suposta multitude de súditos e adoradores. E a mim, dormido ou acordado, me perseguia incessante, priapística, a luxuriosa visão daquelas deidades apoteóticas, floração de um horto inacessível, habitantes olímpicas, deusas! deusas! pois como poder entrosá-las na fauna feminil que eu conhecia, mesmo a esterlina mulher de doutor Vítor, que era estrangeira e fumava?”
Em: O trapicheiro, Marques Rebelo, 1º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1959, 1ª edição, numerada, pp. 217-218
Natureza morta
Alcides Cruz (Brasil, 1913-1982)
óleo sobre linhão, 56 x 38 cm
Bico de Papagaio
Wagner Veiga (Brasil, 1950)
óleo sobre tela
Copacabana
J. Victtor (Brasil, 1957)
acrílica sobre tela, 90 x 190 cm
Flores amarelas, s.d.
Stella Bianco (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Pedra de Guaratiba
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 38 x 53 cm









