“Não quero mais as noites frias” poesia de Luiz Roberto Nascimento Silva

15 03 2021

Amanhecer em Cunha, MG

Alexandre Raider (Brasil, 1973)

óleo sobre tela

 

 

Não quero mais as noites frias

 

Luiz Roberto Nascimento Silva

 

 

Não quero mais as noites frias de julho

mas antes as manhãs claras de abril

quando o céu é azul e a luz profunda

e borbulha alegria nas ruas

 

 

Não quero mais as noites frias de julho

mas antes as manhãs claras de abril

quando não há pressa nos gestos

nem inquietação nas almas

 

 

Não quero mais as noites frias de julho

mas antes as manhãs claras de abril

quando tudo converge para a vida

e a morte parece que nunca existiu,

e que se existiu foi apenas

por um instante

para gerar a vida

novamente.

 

Em: A flauta vertebral, Luiz Roberto Nascimento Silva, Rio de Janeiro, Rocco:1999, p. 45





Em casa: Susan Ryder

14 03 2021

A jarra de claret

Susan Ryder (GB, 1944)

óleo sobre tela, 91 x 101 cm

Coleção Particular





O escritor no museu: Murilo Mendes

12 03 2021

Retrato de Murilo Mendes, 1930

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896 – 1962)

óleo sobre tela, 60 x 52 cm.

Museu de Arte Murilo Mendes, Juiz de Fora





Rio de Janeiro: uma joia tropical

12 03 2021

Vista da Igrejinha de Copacabana,1910

João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)

óleo sobre tela,  39 x 64 cm





Imagem de leitura: Isidore Pils

11 03 2021

Homem em seu estúdio

Isidore Pils (França, 1813-1875) 

óleo sobre tela, 26 x 21 cm

 





Nossas cidades: Campina Grande

9 03 2021

Largo da Guia em Campina Grande, 2012

Helder Racine (Brasil,contemporâneo)





Ladainha, poesia de Cassiano Ricardo

8 03 2021

Paisagem

Bustamante Sá (Brasil, 1907- 1988)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

Ladainha

 

Cassiano Ricardo

 

Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome

de Ilha de Vera Cruz.

Ilha cheira de graça

Ilha cheia de pássaros

Ilha cheia de luz.

Ilha verde onde havia

mulheres morenas e nuas

anhangás a sonhar com histórias de luas

e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os pés.

 

Depois mudaram-lhe o nome

pra terra de Santa Cruz.

Terra cheia de graça

Terra cheia de pássaros

Terra cheia de luz.

 

A grande Terra girassol onde havia guerreiros de tanga e onças ruivas  deitadas à sombra das árvores mosqueadas de sol.

 

Mas como houvesse, em abundância,

certa madeira cor de sangue cor de brasa

e como o fogo da manhã selvagem

fosse um brasido no carvão noturno da paisagem.

 

e como a Terra fosse de árvores vermelhas

e se houvesse mostrado assaz gentil

deram-lhe o nome de Brasil.

Brasil cheio de graça

Brasil cheio de pássaros

Brasil cheio de luz

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, pp. 53-54.





Em casa: Childe Hassam

7 03 2021

O aparelho de chá de morango, 1912

Childe Hassam (EUA, 1859 – 1935)

óleo sobre tela, 93 x 96 cm

Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, California





Flores para um sábado perfeito!

6 03 2021

Vaso de flores

Octavio Araujo (Brasil, 1926 -2015)

óleo sobre madeira, 59 x 100 cm





Nossas cidades: Brasília

2 03 2021

Brasília, vista da ponte JK

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

aquarela, 47 x 32 cm