Imagem de leitura — Hilda Fearon

26 04 2021

Retrato do pintor Algernon Talmage, 1912

Hilda Fearon (GB, 1878 -1917)

óleo sobre tela

 





O escritor no museu: Jorge Amado

26 04 2021

Jorge Amado, 1934

Cândido Portinari (Brasil,1903- 1962)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Minha terra, poesia de Álvaro Moreyra

26 04 2021

Estação de trem

Sylvio Pinto (Brasil, 1918 – 1997)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm

 

A minha terra

Álvaro Moreyra

 

A minha terra…

É um céu tão azul que eu nunca mais olhei outro céu tão azul…

É um rio chamado Guaíba que tem uma ilha chamada Pintada…

É uma casa grande…

A minha terra…

Aquela procissão de noite…

O circo de Paulo Cirino…

A estação da estrada de ferro de onde saía o trem para São Leopoldo…

A minha terra cabe toda dentro de mim…

A minha terra é do tamanho de minha infância…

Porto Alegre…

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, pp. 10-11.





Em casa: Frederick Goodall

25 04 2021

Old maid*, 1886

Frederick Goodall (GB, 1822-1904)

óleo sobre tela, 110 x 97 cm

Coleção Particular

*Old maid é um jogo de cartas que no Brasil leva o nome de Mico, Burro, e outras variantes regionais. Trata-se de um jogo de casar cartas iguais. Quem ficar com a única carta que não tem par, na última rodada, perde. Muito jogado entre crianças e avós e crianças.





Flores para um sábado perfeito!

24 04 2021

Ânfora com flores, 1941

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983)

óleo sobre madeira, 31 x  35 cm





Rio de Janeiro, uma joia tropical

23 04 2021

Morro Dois Irmãos

Petrus Verdié (França – Brasil,1875 -1951)

óleo sobre tela, 92 x 64 cm





Eu, pintor: Frank Weston Benson

23 04 2021

Autorretrato, 1898

Frank W. Benson (EUA, 1868-1951)

óleo sobre tela, 53 x 43 cm

National Academy of Design, NY





Cajueiro, crônica de Rubem Braga, para o dia da Terra, 22 de abril

22 04 2021

Cajueiro, 2016

Feliciano dos Prazeres (Brasil, 1978)

acrílica sobre eucatex, 70 x 94 cm

 

Cajueiro

O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações da minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás da casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.

Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga. da grande touceira de espada-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente de “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado da casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo  jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.

No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.

A carta de minha mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo  pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.

Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

Setembro 1954

 

Em: Histórias do homem rouco, Rubem Braga, Rio de Janeiro, O Dia Livros: 1998, apresentação de Ary Carvalho, pp: 57-8.





Imagem de leitura — Helen Allingham

22 04 2021

William Allingham, 1876

Helen Allingham (Grã-Bretanha, 1848-1926)

aquarela sobre papel





Sobre o tempo, Kierkegaard

21 04 2021

Leitura, 1912

Henrik Lunde (Noruega, 1879-1935)

óleo sobre tela

 
“O momento não é propriamente um átomo do tempo, mas um átomo da eternidade.”

 

Soren Kierkegaard