Os cogumelos azuis são tão comuns na Nova Zelândia que até ilustram as notas de cinquenta dólares neozelandeses. Abundante e nativo da Nova Zelândia, aparece também em Maui, na Índia e é raro no Brasil, mas existe por aqui também. Não é comestível. A maioria dos cogumelos de cores vibrantes não são próprias para o consumo humano. Ainda não se sabe o nível de toxicidade deste cogumelo.
Natureza maravilhosa: cogumelo azul
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Andrea Tafi, Anatole France
6 07 2022Leitura
Pierre Lohner (França, 1934-2008)
“Tendo sido escolhido para decorar com mosaicos a cúpula de San Giovanni, Andréa Tafi, florentino, executava com proficiência a grande obra. Todas as figuras eram tratadas à maneira grega, em que Tafi se iniciara durante sua estada em Veneza, onde vira os artesãos ocupados na decoração das paredes de San Marco. Chegara a trazer consigo a Florença um grego chamado Apollonius que conhecia preciosos segredos da arte de pintar com pedras. Era esse Apollonius homem de grande indústria e sutileza. Entendia das medidas que se devem dar às diferentes partes partes do corpo humano e dos materiais a empregar para compor o melhor cimento.
Temeroso de que o grego pudesse transmitir o seu saber e habilidades a algum pintor da cidade, Andrea Tafi não o largava nem de dia nem de noite. Levava-o consigo todas as manhãs para San Giovanni, e todas as noites trazia-o de volta à sua própria casa, defronte a San Michele, onde o fazia dormir com dois aprendizes, Bruno e Buffalmacco, num quarto separado por um simples tabique daquele onde ele próprio dormia. E como faltasse um meio pé para que o tabique assentasse nas pranchas do assoalho, podia-se ouvir numa das peças tudo que fosse dito na outra.”
Em: O poço de Santa Clara: contos, Anatole France, tradução de João Guilherme Linke, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira: 1978, pp. 63-4
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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!
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Trova das perucas
5 07 2022As perucas diferentes,
que a vaidade lhe requer,
dão-me adultérios frequentes
com minha própria mulher!
(Antonio Carlos Teixeira Pinto)
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Imagem de leitura:
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Nossas cidades: Aracaju
5 07 2022Comentários : Leave a Comment »
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Leituras de 2022: “A lição de Anatomia”, de Nina Siegel, resenha
4 07 2022Retrato de Laila, 1949
Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre cartão, 69 x 50 cm
Rembrandt é um dos meus pintores favoritos. Meu segundo interesse, depois da Arte Moderna, é a arte do Século de Ouro da Holanda. Tive o prazer de estudá-la com o curador deste período da National Gallery em Washington DC. Justifica-se portanto meu interesse neste livro que descobri numa lista de obras dedicadas às artes plásticas. A lição de anatomia, de Nina Siegal, com tradução de Waldéa Barcellos, é centrada na obra do mesmo nome, que representa o Dr. Nicolas Tulp, demonstrando a técnica de dissecar um cadáver. Datada de 1632, foi obra que marcou Rembrandt, não só por ser seu primeiro retrato para um grupo de pessoas, foi testemunha da evolução do estilo do pintor, assim como sua elevação dentro da própria guilda de São Lucas, a guilda dos pintores.

Rembrandt van Rijn (Holanda, 1606-1669)
óleo sobre tela, 170 x 217 cm
Mauritshius, Haia
Intrigada pela gravura deste quadro que via no escritório do pai, Nina Siegal decidiu pesquisar o quadro e a era em que foi pintado. Em seis anos produziu este romance, com trama de suspense e deu ao seu leitor a oportunidade de saborear o que poderia ter sido a vida nas cidades holandesas do século XVII. A grande habilidade da escritora está em tratar de personagens históricos que detêm preocupações corriqueiras, diárias, emoções variadas da vaidade ao preciosismo, preconceitos religiosos, cheiros desagradáveis, preocupações comerciais, enfim detalhes do dia a dia comum na primeira sociedade totalmente capitalista, estabelecida com maior poder econômico do mundo no século XVII.
A história é contada a seis vozes. Cinco personagens da época e uma curadora de arte holandesa que examina a tela. Cada capítulo pertence a um personagem, eles se intercalam eventualmente chegamos ao ápice da ação. Talvez tenha sido esse intercalar dos capítulos que não tenha me deixado presa ao texto, mesmo em se tratando de um pequeno mistério. Pula-se das preocupações da esposa de uma ladrão que será punido com a morte, às preocupações com modelos de Rembrandt, de um despachante de curiosidades para colecionadores, à vaidade do Dr. Tulp, ora um ora outro. Para mim, foi como algumas composições de jazz: bonitas mas também dispersivas. No final, o clímax da história, acaba deixando a desejar, depois do trabalho que tive de manter todas as pontas em ordem.
Pensei muito, calculei bastante os prós e contras, não consigo dar mais do que três estrelas de cinco. Foi uma leitura que me deu trabalho para manter a atenção apesar de abordar um assunto de grande curiosidade para mim. Recomendo a leitura com restrições.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.
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Na boca do povo: escolha de provérbio popular
4 07 2022Comentários : Leave a Comment »
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Curiosidade literária
4 07 2022Leitura, c. 1888
Georges Lemmen (Bélgica, 1865-1916)
óleo sobre placa, 30 x 38 cm
Stephen Crane escreveu a maior obra sobre a Guerra Civil americana quando lançou O emblema vermelho da coragem. Quando lhe perguntaram como conseguira descrever tão bem, com tanta acuidade cenas de batalha, tendo nascido cinco anos após o término da guerra, respondeu que tudo que precisou saber, aprendeu observando jogos de futebol americano.
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Tags: Artes Plásticas, Artes Visuais, Belas Artes, Curiosidade, Georges Lemmen, Imagem de leitura, Stephen Crane
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Domingo, um passeio no campo!
3 07 2022Comentários : Leave a Comment »
Tags: ARTE BRASILEIRA, Artes Plásticas, Artes Visuais, Baltazar da Câmara, Belas Artes, Paisagem
Categorias : Artes Plásticas, Cultura brasileira, Pintura
















