Sem espaço
Oluwole Omofemi (Nigéria, 1988)
óleo e acrílica sobre tela, 122 x 137 cm
Natureza morta com vaso verde, 1980
Adam Hendler (Polônia-Brasil, 1909-1982)
óleo sobre tela
Natureza morta, 2008
Henrique Bonifácio (Brasil, 1954)
acrílica sobre tela, 60 x 80 cm

Os escritores russos Leon Tolstoi e Ivan Turgenev foram amigos próximos por muito tempo. Até que se afastaram, em grande parte por causa do gênio de Tolstoi, que parecia aquele personagem Do Contra, da Turma da Monica de Maurício de Sousa. Turgenev reclamava: “se eu digo que estou com bronquite, ele [Tolstoi] não faz caso, considera se tratar de uma doença imaginária.” “Se eu gosto da sopa, tenho certeza de que Tolstoi vai detestá-la ou vice-versa.” Isso continuou por algum tempo até que Tolstoi se meteu na vida particular de Turgenev.
Numa reunião na casa de amigos, no meio de uma conversa geral, Tolstoi (que nunca se considerava errado sob qualquer circunstância) criticou a maneira como Turgenev educava sua filha concebida fora de um casamento legal. Tolstoi afirmou que Turgenev a educava de maneira diferente porque não era filha legítima. Turgenev, enraivecido, quase saiu aos tapas com Tolstoi. Mesmo depois de terminado o jantar em que estavam, a briga continuou, por anos.
Continuou, no entanto, por cartas e recados escritos e passados de um para outro até que Tolstoi, sempre querendo uma briga, desafiou Turgenev para um duelo, chegando a encomendar um jogo de pistolas. Mas, depois de passado algum tempo, decidiram nunca mais se falarem. “Precisamos agir como se existíssemos em planetas diferentes, Turgenev escreveu. Assim permaneceram sem se falar como se o outro não existisse, mesmo morando muito próximos.
Até o momento em que Tolstoi encontrou Deus, ou seja, se tornou religioso. Na boa tradição religiosa, procurou remendar as amizades que tinha destruído ao longo da vida, para redimir sua alma. A lista era longa. Turgenev aceitou o pedido de desculpas de Tolstoi, mas os dois nunca voltaram a ser amigos de novo.
Cena rural
Nelson Linhares (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 72 x 91 cm
Parque municipal, 2003
Andrea Vasconcellos (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 80 x 120cm
Árvores, 2020
Mário Mendonça (Brasil, 1934)
óleo sobre tela, 90 x 90 cm
Notícias do mundo, 2021
Andrés Lozano (Espanha, 1992, radicado em Londres)
acrílica e óleo sobre tela, 120 x 120 cm
Flores
Alberto Nicolau (Brasil, 1961)
óleo sobre tela
Vaso com flores
Guita Charifker (Brasil, 1936 – 2017)
serigrafia, 60 x 80 cm

Mais um agradecimento pelo ano de 2023. Muitos de meu leitores me mandaram palavras de admiração, incentivo e mimos diversos, mas uma leitora se destacou em 2023. Teresa Queiroz, uma artista, pintora, me comoveu muito, ao me dar de presente uma tela por ela pintada reproduzindo a imagem da capa de meu livro. Eu me emocionei muito com esse generoso presente, que tem tudo a ver com ela e comigo. A mensagem foi clara, ela se emocionou com a poesia, e me mostrou com o que mais lhe toca, como a leitura de meu livro a sensibilizou. Foi uma emoção intensa que senti. Minhas palavras de agradecimento, de todas as maneiras que me expressei, foram poucas, ficando sempre aquém do que realmente senti. Muito obrigada, não parece suficiente. Mesmo assim, obrigada Teresa Queiroz.