Trova do beijo

20 04 2020

 

 

1950sIlustração  revista americana dos anos 50.

 

 

Num beijo fez imortal

o nosso amor sem ressábios:

um romance original

escrito por quatro lábios.

 

(Lilinha Fernandes)





Minutos de sabedoria: Augusto Cury

20 04 2020

 

 

Dana Krinsky, (Israel) Inverno, ost, 50 x 60cmInverno

Dana Krinsky (Israel, 1969)

óleo sobre tela, 50 x 60cm

 

 

“Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam suas mãos para cultivá-las.”

 

Augusto Cury

 

 

Augusto_Cury,_escritor_(28339139296)Augusto Cury




Domingo, um passeio no campo

19 04 2020

 

 

CAMPÃO (José Marques, S.P. 1892-S.P. 1949) Óleo s. tela colada em madeira 92 X 74 Paisagem rural ass. c. inf. direito e datado 1946Paisagem rural, 1946

José Marques Campão (Brasil, 1892- 1949)

óleo sobre tela colada em madeira 92 X 74 cm





Flores para um sábado perfeito!

18 04 2020

 

 

MARQUES JUNIOR (Augusto, RJ 1887- RJ 1960) - Óleo s-tela 54 x 45 - Vaso - ass. inf. direito -Vaso de flores, petúnias

Marques Júnior (Brasil, 1887- 1960)

óleo sobre tela,   54 x 45 cm

 





Imagem de leitura — Leonid Pasternak

18 04 2020

 

 

 

The Night before the Exam, Leonid Pasternak , 1895. Collection Musée d'OrsayA noite antes das provas, 1895

Leonid Osipovich Pasternak (Rússia, 1862-1945)

óleo sobre  tela

Musée d’Orsay, Paris





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar!

17 04 2020

 

 

 

JORGE VIEIRA - Marina da Glória - o.s.t. - Medidas 74x64Marina da Glória

Jorge Vieira (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 74 x 64cm





“Alemães na Argélia” texto de Kaouther Adimi

17 04 2020

 

 

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“Alemanha,  1940

 

Na imprensa nazista, aparecem artigos sobre a situação nos países do norte da África ocupados pelo exército francês. A rádio alemã começa até mesmo a difundir transmissões em árabe.  Ouvimos, perplexos, esses jornalistas, que, de Berlim, apelam para que peguemos em  armas contra a França.  Parece que os soldados alemães são lançados de paraquedas no meio da noite, nos vilarejos perdidos da Argélia. Trazem latas de comida e oferecem chocolate às crianças. Estão lá para tentar nos convencer a aderir ao exército hitleriano, que  promete expulsar a França do país. Prometem que, graças à Alemanha, nossas crianças serão escolarizadas e a Argélia voltará a ser uma terra islâmica. Anos mais tarde, nesses mesmos vilarejos, encontraremos metralhadoras e um capacete alemão. Nossos avós encolherão os ombros: “Era um jovem soldado alemão que foi lançado de paraquedas aqui… Ele trouxe comida e nós o escondemos”. ”

 

Em: As verdadeiras riquezas, Kaouther Adimi, tradução Sandra M. Stroparo, Rio de Janeiro, Rádio Londres: 2019, página 65





Eu, pintor: Louis Anquetin

16 04 2020

 

 

 

Louis Anquetin (1861-1932)Autoportrait au chevalet, huile sur panneau, 22 x 15.8 cmPeint vers 1892Autorretrato com cavalete, 1892

Louis Anquetin (França, 1861-1932)

óleo sobre tela,  22 x 15 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 04 2020

 

 

FERNANDO P. (1917-2005). Frutos, Jarro de Flores, Garrafas e Cesto de Peixes sobre a Mesa, óleo s tela, 46 x 61. Assinado no c.i.d.Natureza morta

Fernando P. (Brasil, 1917- 2005)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm





Resenha: “Assombrações” de Domenico Starnone

14 04 2020

 

 

 

boy and old manCartão postal, menino napolitano com senhor músico.

 

 

Seria muito fácil brincar com o título do livro de Domenino Starnone, notando que depois de Assombrações, [tradução de Maurício Santana Dias]  não conseguimos escapar das fugidias memórias que nos assombram depois  a leitura.  Obra certa, na hora certa? Talvez.  Faz mais de um ano e vira-volta eu me encontro pensando numa ou noutra imagem que ele me proporcionou.

A história é simples. Um desenhista, ilustrador de livros, Daniele Malarico, de setenta anos, deixa Milão onde mora,  no norte da Itália, para passar um fim de semana em Nápoles, sua cidade natal. Vai com uma tarefa: cuidar do neto, Mario.  Filha e genro não estão disponíveis e têm um casamento em perigo. A tarefa não lhe agrada, mas sente um quê de responsabilidade,  ou sua filha não poderia tê-lo convencido a fazer isso.  A perspectiva de rever a casa onde cresceu, que é agora habitada pela filha, marido e neto, não é sedutora;  deixou-a para trás há muito tempo.

 

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Lá pela década de quarenta do século passado Thomas Wolfe  avisava You can’t go home again.  O lugar onde crescemos e vivemos nos primeiros anos de vida, não é o mesmo que carregamos dentro de nós adultos.  Nunca foi.  Nunca será.  O que dele lembramos não é o que outros veem, não é o que muitos percebem. O contraste entre o homem  de hoje e o de ontem traz lembranças que assustam, assombrações que nos mantêm desconfortáveis.

Daniele visita a casa natal depois de passar a vida tentando esquecê-la e os segredos que ali viviam. Ambição, criatividade e a inevitável vontade de ser o que acredita ser seu destino o levaram para longe e para a sublimação do passado.  Simultaneamente está se tornando consciente a cada dia da velhice, do corpo que não mais reflete o que foi, o adulto de sucesso. Num fim de semana, confinado na casa da infância contempla no neto, menino irritante e importuno, sua própria infância.  Há que confrontar finalmente o menino que foi e que traz dentro de si. Há que confrontar os fantasmas do passado.  As assombrações que o aterrorizam.

…Depois aquela fase passou, mas agora eu tinha mais mortos na memória do que na infância — quantos conhecidos e amigos meus haviam partido depois de terríveis doenças –, e  mesmo as angústias se centuplicaram, tanto que às vezes, em Milão,  eu acordava de chofre, certo de que ladrões e assassinos estavam na minha casa, e perambulava insone pelos cômodos, estremecendo quando um reflexo de luz projetava na parede a folhagem móvel das árvores do pátio como se fosse uma presença feroz. O que é que me preocupa — disse a mim mesmo — mais do que ansioso, eu deveria estar melancólico: já vivi grande parte da vida e agora eu mesmo me aproximo da hora da morte, caberá a Mario me descobrir atrás de uma porta ou nos cantos escuros da casa. Quantas aparências o cérebro era capaz de por em órbita com seu circuito de emoções.  O menino não tinha medo do escuro, mas, depois daquele nosso convívio, talvez ele temesse minhas aparições.”  [88]

 

domeninco starnoneDomenico Starnone

 

Em Assombrações Daniele Malarico trabalha nas ilustrações de um conto de Henry James,  The Jolly Corner.  No final do livro acompanhamos as notas que Danielle faz para si mesmo, uma espécie de diário das ilustrações, das considerações que faz ao longo do trabalho.  No entanto, não ficamos sabendo do conteúdo da obra ilustrada. Não é gratuita aparição deste conto de Henry James.  The Jolly Corner é uma das histórias de fantasmas mais conhecidas de  Henry James.  Ela descreve a visita que um homem faz à sua casa natal em  Nova York depois de trinta e três anos de ausência. Ao visitá-la pondera sobre a escolha profissional que fez, e é obrigado a considerar quem poderia ter sido, caso tivesse escolhido outro destino.

Sutil, este pequeno romance, com menos de duzentas páginas, é rico em sabedoria. Numa quase meditação é uma obra que fica entranhada na alma do leitor.  Bela prosa e desenvolvimento do tema.  Vale a leitura.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.