Estamos Em manutenção

29 08 2023
Foto por Pixabay em Pexels.com

Se você vem aqui com frequência deve ter notado: não estamos com nossas postagens tradicionais.

Muito obrigada!

No momento tentamos resolver alguns problemas. Aguardem com paciência.





Imagem de leitura: Elizette Welgemoed

25 08 2023

Sem título

Elizette Welgemoed  (África do Sul, 1966)

óleo sobre tela





Arte estrangeira, artista do mês: Kerri Warner

24 08 2023

Uma menina e um caminhão

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

Técnica mista com  colagem sobre madeira

Beer

Cerveja

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

Técnica mista e colagem sobre madeira, 91 x 91 cm

Senhoras que almoçam

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista com colagem

Viajantes

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista com colagem, 91 x 91 cm

Verão

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

tecnica mista com colagem sobre madeira, 182 x 91 cm

Andei uma milha em seus sapatos

[I have walked a mile in her shoes… they’re not vey comfortable]

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista, colagem, páginas de livros, objetos ao léu, acrílica sobe painel de madeira

Café da manhã

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista com colagem, 50 x 50 cm

Spot

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista e colagem, 91 x 91 cm

De volta do mercado

Kerri Warner (EUA,contemporânea)

técnica mista, objetos achados, acrílica sobre madeira

Festa no jardim

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista e colagem, objetos achados, páginas de livros, papéis

Lobo como espírito animal

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista e colagem sobre painel de madeira, 91 x 91 cm

De repente ela notou que a histórias estavam à sua volta

Kerri Warner (EUA, contemporânea)

técnica mista com colagem, paginas de livros, objetos achados, acrílica sobre painel de madeira, 121 x 182 cm





Passeio de domingo: casa de campo, montanha ou costa?

6 08 2023

Chegou a jangada, 1953

Francisco Cea (Brasil, 1908 – 1978)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

 

 

 

Paisagem, 1983

Amadeo Luciano Lorenzato (Brasil, 1900 —1995)

óleo sobre eucatex, 41 x 35 cm

 

 

 

Paisagem com casas, 1946

Rubens Bustamante Sá (Brasil,1907-1988)

óleo s tela, 45 x 54 cm





Imperadores romanos, como eram? — Caracala

21 07 2023

Caracala, reconstrução facial pelo artista, Haround Binous (Suíça, contemporâneo)

Caracala (em latim Caracalla, 4 de abril de 188 — 8 de abril de 217) foi imperador romano de 211 até 217. O nome de nascimento de Caracala era Lúcio Sétimo Bassiano. Foi -lhe dado novo nome: Marco Aurélio Antonino aos sete anos de idade como parte da tentativa de seu pai de se unir às famílias de Antonino Pio e Marco Aurélio. Ficou conhecido como “Caracala” por causa de uma túnica gaulesa com capuz que ele usava habitualmente e que estava na moda. Passou para a história como responsável por talvez o maior ato de concessão de cidadania da história da humanidade de uma única vez. Quando proclamou o Édito de Caracala em 212, decretando que todos os habitantes livres do Império Romano, onde quer que vivessem, passariam a ser, daí por diante, cidadãos romanos. Mais de 30 milhões de pessoas das províncias próximas ou distantes do Império Romano, tornaram-se legalmente romanos, com todos os direitos que um cidadão na época possuía. Foi um ato revolucionário.

Império romano na época do governo de Caracala.




Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

19 07 2023

Flutuando no paraíso, 1986

Toninho de Souza (Brasil, 1951)

[Antônio Alves de Souza]

acrílica sobre  tela

Coleção Banco Itaú

 

 

Melancia, 1963

Antonio Henrique Amaral ( Brasil, 1935 – 2015)

óleo sobre tela, 60 x 60 cm





Férias?

12 07 2023





Inverno: George R.R. Martin

6 07 2023
Pateta visita Mickey no meio da noite, ilustração Walt Disney Studio

 

 

 

“Minha avó costumava dizer, amigos de verão passam tal qual neve no verão, mas os de inverno ficam amigos para sempre.”

 

George R.R. Martin, A Feast for Crows

 

Tradução Ladyce West

 

–.–.–.–

“My old grandmother always used to say, Summer friends will melt away like summer snows, but winter friends are friends forever.”
― George R.R. Martin, A Feast for Crows




Repetindo um texto meu de 2013

3 07 2023
Nós duas, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro

 

 

Há datas que são indeléveis para cada um de nós.  O aniversário de minha mãe é uma delas, para mim.  Hoje ela faria 88 anos.   E é só agora, 6 anos após sua morte que começo a vê-la no espelho que me reflete pela manhã.  Sempre fomos muito diferentes, minha mãe e eu.  Física e emocionalmente.  Dois dias antes de seu falecimento, e após viver comigo e com meu marido pelos últimos cinco anos em que lutava contra doença incurável, minha mãe, num gesto de boa vontade, nos chamou para dizer: “sim, eu poderia ter vivido com vocês.”   Como se  até então não o tivesse feito.  Era uma admissão final de que havíamos encontrado uma área comum, uma faixa em que nossos comportamentos, por mais divergentes que fossem, haviam se mesclado e atingido uma zona de conforto.  Eu me surpreendi. Para mim nunca houve qualquer resistência em ter minha mãe comigo, muito pelo contrário, sempre gostei de sua companhia.  Era uma mulher inteligente, informada, sensível.  Só não aprovava grande parte do meu comportamento.  E porque saí de casa muito cedo, para ela, eu provavelmente parecia mais estranha do que realmente era.  Mesmo que tivesse vindo visitá-la nos últimos 20 anos antes do meu retorno oficial ao Brasil, por um mês, uma ou duas vezes por ano.  Ter morado no exterior e adquirido hábitos mais estrangeiros do que brasileiros certamente contribuiu para que ela sentisse um estranhamento que não era recíproco.

Enquanto ela era muito linda, com cabelos naturalmente negro-azulados, olhos verdes com uma estrela amarelo-dourada dentro deles e a pele branco-leite, um tipo comum na Europa do norte, principalmente na Irlanda; eu nasci de cabelos vermelhos cor de cenoura que, depois de caírem, viraram louros e mais tarde louro-escuro bem cor de chumbo; olhos azuis, pele muito clara,  mais para o dourado.   Enquanto nela, as cores lilás e tons frios de azul e rosa caíam bem; em  mim essas mesmas cores tornavam a pele amarelada; só os tons de terra, o verde-musgo, os beges, coral e marrons coloriam favoravelmente.  E, no entanto, hoje ao acordar e me olhar no espelho, com freqüência vejo minha mãe refletida,  a olhar-me de volta.  Temos algo em comum,  a idade anda nos fazendo semelhantes. O cabelo de repente é igual ao corte que ela usava?  Ou será que é a maneira como as rugas aparecem em volta dos olhos?  Temos a mesma boca, isso é verdade, larga, pronta para o riso, nós duas ríamos com facilidade. É de família.  Mamãe era mignon, ombros pequenos, mãos alongadas como as de sua mãe, unhas ovaladas.  Eu tenho as mãos de papai, largas e quadradas, ombros largos; e não demonstro fragilidade.  E, no entanto, sou eu a “manteiga derretida”, cujas lágrimas são incontroláveis quando me machucam emocionalmente. À moda inglesa, — que ela não era – mamãe conseguia manter o famoso “stiff upper lip” que me escapa.  Nas dores físicas fomos semelhantes, duras e sem choros.  Não sou ciumenta; não escondo o jogo; detesto manipulação emocional.  Não me incomodo com o que os outros pensam de mim; não faço grandes sacrifícios pela vaidade; não tenho medo de médico, de dentista e nunca vou a eles acompanhada.

Mamãe contava uma história que leu quando era criança na Revista Tico-tico.  Era sobre um menino pobre que vivia no andar térreo de um edifício e que tinha por vizinho de cima um menino rico.  Da janela o menino pobre via os papéis de bala coloridos que o menino rico jogava fora e para não se sentir mal, o menino pobre imaginava os papéis de bala serem borboletas, que voavam coloridas pelo jardim.  Essa historieta infantil descreve as diferenças entre mãe e filha.  Mamãe era uma sonhadora.  Seus pés finos e pequeninos  a mantinham levemente presa ao chão; eu por outro lado provavelmente teria colecionado os papéis coloridos do menino do andar de cima.  Tenho os pés quadrados, largos, romanos, que fazem meus sonhos serem bastante atados à realidade que me cerca.   Sou aventureira, flor selvagem, rústica; mamãe era flor de estufa, delicada e caprichosa.

Mas então o que herdei dela para que a veja a me olhar do outro lado do espelho?  Dela, herdei  a sensibilidade para as artes visuais; a curiosidade, a necessidade de estar em dia com as notícias;  herdei também a facilidade para línguas, a necessidade de viver em um ambiente belo e confortável; a  impaciência, o humor quase apalhaçado e a dificuldade de lidar com bebês.  Nós duas sempre preferimos as crianças quando elas já sabem falar.  E, no entanto, há horas em que sinto que um gesto meu é um eco dela; que uma observação que faço, ela teria feito; que o modo como ando na rua reflete o andar dela.  É,  por mais diferentes que tenhamos sido, a semente não cai nunca muito longe da árvore.  Feliz aniversário minha mãe.

© Ladyce West, Rio de Janeiro, 2013.

 

PS: Hoje seria o aniversário de minha mãe.  Ela completaria 98 anos.

 





Encontro carioca

1 06 2023
Encontro com a amiga e também escritora Lenah Oswaldo Cruz, em um café no Leblon, RJ.
 
Caso vocês não saibam, Lenah é autora de A voz do tempo, um livro absorvente. São memórias de suas angústias e incompreensão ainda menina, depois adolescente, e finalmente jovem mulher, para entender a paixão de Dora e Luiz, seus pais, paixão que se autodestruiu mas que gerou frutos fecundos.
 
Lenah tem sido também uma das maiores incentivadoras da minha escrita, tanto na poesia como sobre arte. Foi uma prazer imenso passar umas horinhas em sua companhia.